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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Até o fim

ATÉ  O  FIM
 
         Já sentiu você o prazer de ajudar alguém, sem interesse secundário, de modo absoluto, do início ao fim da necessidade, presenciando um sucesso ou uma recuperação?
         Por exemplo, encontrar um enfermo, sem possibilidades de tratamento, endereçado ao fracasso, e providenciar-lhe a melhoria simplesmente em troca da satisfação de vê-lo restituído às oportunidades da existência?
         Resuma desse fato bem-estar sem paralelo em qualquer outra ação humana, por exprimir-se em regozijo íntimo inviolável.
         Você já pensou nos resultados incalculáveis de se proteger uma criança impelida ao abandono, desde as primeiras iniciações da vida até a obtenção de um título profissional que lhe outorgue liberdade e respeito a si mesma, sem intuito de cobrança?
         Já refletiu na importância inavaliável de um serviço sacrificial sustentado em benefício de outrem, do princípio ao remate, sem pedir ou esperar a admiração de quem quer que seja?
         Só aqueles que já passaram por essas realizações conseguem julgar a pureza da euforia e a originalidade da emoção que nos dominam, ao cumprirmos integralmente os deveres assistenciais do começo ao acabamento, sem a mínima ideia de compensação.
         Ocasiões não faltam.
         Ombreamos diariamente com multidões de doentes, desabrigados, famintos, nus, obsessos e desorientados.
         Você pode até mesmo escolher a empreitada que pretenda chamar a si.
         Há um encanto particular em sermos protagonistas ou colaboradores efetivos das vitórias do próximo. Em muitas ocasiões,  não há melhor estimulante à vida  ao trabalho.
         Para legiões de criaturas essa obra de benemerência completa e oculta é a fórmula para restaurarem a confiança em Deus, cujas leis de amor funcionam pela marca do anonimato, em bases impessoais.
         Nessa empresas do bem por dedicação ao bem, almas inúmeras encontram a cura de males, o esquecimento de sombras, a significação da utilidade pessoal e a equação ideal do contentamento de viver.
         Quando inconformidade ou monotonia lhe desfigurarem a paisagem interior, dinamize o seu poder de auxiliar.
         Semeie sacrifícios e colha sorrisos.
         Dê suas posses e receba a alegria que não tem preço.
         Tome a iniciativa de oferecer a sua hora e outros virão espontaneamente trazer dias e dias de apoio ao trabalho em que você se empenhou.
         Experimente. Desencadeie a causado bem e o bem responderá mecanicamente com os seus admiráveis efeitos.

André Luiz (Waldo Vieira)

(De Estude e Viva, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz)