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quinta-feira, 10 de março de 2016

ESTUDO EVANGÉLICO 26 - LIVRO PALAVRAS DE VIDA ETERNA - TEMA: Açoitando o Ar

Livro: “PALAVRAS DE VIDA ETERNA”
Francisco C. Xavier / Emmanuel
Estudo n. 26

TEMA:  Açoitando o Ar

“Eu por minha parte assim corro, não como na incerteza; de tal modo combato, não como açoitando o ar”. Paulo (I Coríntios 9:26.)
Escrevendo aos coríntios o apóstolo Paulo define a posição do espírito de trabalho na seara do Mestre: “Eu por minha parte assim corro; não como na incerteza, de tal modo combato, não como açoitando o ar”, falando justamente da necessária definição no campo íntimo, de se ter objetivos claros na vida, da persistência nas realizações evangélicas em si mesmo, quando então essas conquistas exteriorizar-se-ão em atos nos vários setores da vida tornando-a experiência digna da imortalidade.
Os conteúdos evangélicos precisam ser conhecidos, entendidos e vividos, pois se constituem indicação de caminho, roteiro de ação, diretriz no aperfeiçoamento das criaturas.
Considerando-se a existência com objetivos definidos, elevados, o corpo físico, a família, o convívio em sociedade, o trabalho profissional passam a ser entendidos como recursos evolutivos, oferecendo oportunidade de desenvolvimento do ser essencial, que deve ser realizado sobre um único fundamento que é Jesus, organizando cada qual as próprias realizações.
Entretanto, seja por ignorância, por desprezo aos objetivos maiores da existência, o homem tem negligenciado estas realizações e se agastado inutilmente numa vida agitada, onde a precipitação fala de superficialidade e de invigilância nos quadros das conquistas espirituais.
A figura “açoitando o ar”, relembrada por Emmanuel, define essa busca improfícua das conquistas e realizações, a que o homem dedica todo o seu tempo, no plano puramente material, apegado excessivamente a situações transitórias sem qualquer preocupação de ordem moral, constituindo-se no dizer de Emmanuel “números vazios nos quadros da precipitação”.
* Comentam, (...), os méritos do amor, guardando lamentável indiferença para com determinados familiares (...).
* Exaltam a tolerância, (...), contudo se queixam amargamente do chefe que lhes preside o serviço ou do subordinado que lhes presta concurso.
* Recebem os problemas que o mundo lhes oferece, buscando o escape mental.
* Expressam-se, acalorados, em questões de fé, alimentando dúvidas íntimas quanto à imortalidade da alma.
* Exigem a regeneração plena dos outros, sem cogitar de reajustamento a si mesmos.
* Clamam, acusam, projetam, discutem, correm, sonham...”.
Estabelecendo as prioridades do ser encarnado, confunde-se o homem esquecendo Jesus quando ensina que busquemos em primeiro lugar o Reino de Deus e tudo o mais será acrescentado. “Imperioso que coloquemos acima de tudo a edificação de nossa alma, buscando os valores mais nobres. Sem esse esforço estaremos simplesmente perdendo tempo, complicando a jornada e acumulando moedas de ilusão (...)”
 Na edificação espiritual está a garantia da felicidade futura a se refletir na vida atual quando experimentamos as benesses dessas conquistas, conosco, com as pessoas, no lar, no ambiente social, no trabalho, em relativa harmonia e paz.
Naturalmente que, enquanto encarnados, temos muitos outros pequenos objetivos que devem ser observados, como alimentar-se, vestir, cuidar da família, pagar as contas, passear, etc., entretanto, não sobrepor estes aos primeiros uma vez que a maioria de nossos problemas surgem justamente como conseqüência do excesso, do apego às situações efêmeras na exagerada preocupação com a vida material. “A Terra permanece cheia de fortunas, posições, valores e inteligências que sucumbem às menores dificuldades, aos embates materiais, por faltarem as conquistas maiores que dão sustentação, equilíbrio nas horas mais difíceis, que certamente surgem como verificação das nossas possibilidades”.
Continuamos a desgastar-nos, perdendo saúde, possibilidades, as horas em movimentos vazios e inúteis?
Reflitamos, e conscientes do trabalho que nos compete realizar, valorizemos o tempo que se chama hoje relacionando os recursos que temos em mãos, tomando a iniciativa do Bem.
Recordemos o ensino de Jesus às irmãs Marta e Maria de Betânia, e como Maria, busquemos a melhor parte, orientando ações na direção dos objetivos elevados com a certeza de que somos capazes de superar aflições, dificuldades com tranqüilidade, coragem, determinação, fazendo sempre o melhor onde e com quem estivermos.

Bibliografia.
Xavier, Francisco Cândido. “Palavras de Vida Eterna: Açoitando o Ar”. Ditado pelo Espírito Emmanuel, 17a ed. Uberaba, MG. CEC, 1992.
Xavier, Francisco Cândido. “Livro da Esperança: Tempo de Hoje”. Ditado pelo Espírito Emmanuel, 9a ed. Uberaba, MG. CEC, 1987.
Xavier, Francisco Cândido. “Pão Nosso: Provas de Fogo”. Ditado pelo Espírito Emmanuel, 12a ed. Rio de Janeiro. FEB, 1986.
Simonetti, Richard. “Reformador: Síndrome de Marta”. Fevereiro de 2001.
Novo Testamento: Lucas 10:38-42.

Iracema Linhares Giorgini
Agosto / 2003

CENTRO ESPÍRITA BATUÍRA - RIB. PRETO – SP
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