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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

"PASSES E PASSISTAS" 1- A imposição de mãos e o Evangelho

"PASSES E PASSISTAS" 1- A imposição de mãos e o Evangelho


Estudo sobre o passe magnético ou a imposição das mãos segundo a Doutrina Espírita

Astolfo Olegário de Oliveira Filho


1- A imposição de mãos e o Evangelho

1.1. Em Lucas (10:9), Jesus recomenda a seus apóstolos: "E curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: É chegado a vós o reino de Deus". O Nazareno torna claro, portanto, que não nos interessa apenas a regeneração do veículo em que nos expressamos, mas a cura da alma.  Emmanuel, em "Pão Nosso" (cap. 44 e 110), assevera: "Que o homem se liberte da enfermidade, mas é imprescindível que entenda o valor da saúde". É necessário que o enfermo interessado na bênção da cura reconsidere as questões que lhe dizem respeito, compreendendo que raiou para seu espírito um novo dia no caminho redentor.

1.2. Em Marcos (16:15 a 18), Jesus recomenda expressamente: "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura (...) E estes sinais seguirão aos que crerem: expulsarão os demônios em meu nome; falarão novas línguas; manusearão as serpentes, e se beberem alguma potagem mortífera, não lhes fará mal; porão as mãos sobre os enfermos, e eles sararão".

1.3. Emmanuel nos conta que no Egito dos Ramsés um velho papiro já preceituava quanto ao magnetismo curativo: "Pousa a tua mão sobre o doente e acalma a dor, afirmando que a dor desaparece" ("Religião dos Espíritos", cap. 59). E o citado instrutor espiritual nos lembra que é justamente em Jesus que o magnetismo curativo atingiu o seu ponto culminante na humanidade. O Mestre estende a mão e cegos vêem, paralíticos se levantam, feridentos se limpam, obsidiados se recuperam. Na mesma lição, Emmanuel nos propõe: "Se te afeiçoas ao fenômeno magnético, seja qual for o filão de tuas atividades, poderás estudá-lo e incrementá-lo, estendê-lo e defini-lo, mas, para que dele faças motivo de santidade e honra, somente em Jesus-Cristo encontrarás o luminoso e indiscutível padrão".

1.4. O livro de Atos dos Apóstolos mostra que estes entenderam bem o recado do Mestre:

a) Pedro, após haver curado, à porta do templo, um coxo de nascença, que contava então mais de 40 anos (Pedro lhe disse, simplesmente: "Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou; em nome de Jesus Cristo, Nazareno, levanta-te e anda"), foi levado, junto com João, para a prisão. No dia seguinte, interpelado no Sinédrio, diante de Anás, Caifás, João e Alexandre, ele lhes fala sobre o evangelho e diz que a cura daquele coxo foi feita em nome de Jesus. Depois, já com os companheiros, eles oram a Deus pedindo que conceda aos seus servos o poder de, estendendo as mãos sobre os enfermos, curar as enfermidades (Atos, 4:30);

b) O pedido foi atendido, como prova este trecho: "E pelas mãos dos apóstolos se faziam muitos milagres e prodígios entre a plebe" (Atos, 5:12); ou este outro: "A estes apresentaram diante dos apóstolos, e orando puseram as mãos sobre eles" (Atos, 6:6);

c) É assim que Saulo de Tarso recupera a visão: "E foi Ananias, e entrou na casa; e pondo as mãos sobre ele, disse: Saulo, irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou para que recobres a vista, e fiques cheio do Espírito Santo" (Atos, 9:17);

d) Depois, Paulo repetiria o gesto em Éfeso: "E havendo-lhes Paulo imposto as mãos veio sobre eles o Espírito Santo, e falavam em diversas línguas e profetizavam" (Atos, 19:6), repetindo-o tantas vezes quantas necessárias, como ocorreu na ilha de Malta, ao curar o pai do príncipe Públio (Atos, 28:8).