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segunda-feira, 7 de março de 2016

MEDIUNIDADE RESPONSÁVEL

MEDIUNIDADE RESPONSAVEL
 
 
         Dissemos que todos somos, mais ou menos, médiuns. Mas em algumas pessoas, a mediunidade é ostensiva, patente, e seus efeitos assumem tal intensidade que permitem verificar inequivocamente a atuação de um Espírito estranho.

        Nestas pessoas, que costumamos denominar mais comumente de médiuns, a mediunidade e caracteriza por fenômenos de psicofonia, psicografia mecânica ou semi-mecânica, vidência, audiência, efeitos físicos etc. Através destes fenômenos, os Espíritos se comunicam com os encarnados.

        A mediunidade, em si mesma, não é exclusividade de ninguém, nem constitui por si só uma garantia de seriedade e da retidão moral de quem a possui.

        Somente a análise rigorosa das comunicações, segundo a recomendação do Capítulo XXIV de O LIVRO DOS MÉDIUNS pode evitar o inconveniente de certas revelações sensacionalistas que se fazem publicar, de tempos em tempos, comprometendo o bom conceito da faculdade mediúnica, quando não comprometem o próprio nome da Doutrina Espírita. (Isto é o que ocorre quando pessoas dotadas da mediunidade ostensiva, mas que ignoram os princípios do Espiritismo, se dizem, mesmo assim, médiuns espíritas. Isto, sem falar naquelas que se utilizam da mediunidade como meio de auferir ganhos financeiros ou vantagens pessoais, o que contraria frontalmente a orientação de Kardec e dos Espíritos Superiores responsáveis pela Codificação Espírita).

        Os médiuns são seres humanos e possuem falhas humanas. Alguns não resistem à tentação da notoriedade que certas revelações lhes poderiam trazer. Pode ocorrer que eles saiam transmitindo informações cuja procedência nem se deram ao trabalho de conferir.

Acresce que o orgulho, no médium, é porta aberta aos Espíritos fascinadores, que o iludem de tal forma que ele acreditará estar cumprindo, realmente, uma tarefa vinda do Mais Alto, para a qual só ele detém as qualidades necessárias...

        As pessoas inexperientes e que pouco conhecem o Espiritismo, muitas vezes, passam a descrer da mediunidade apenas porque toparam com um médium indigno de confiança.

        O médium espírita responsável jamais se deixa conduzir pelo orgulho e a vaidade, sentimentos que já indicam a qualidade de suas companhias espirituais. Mediunidade é sintonia. E sintonia se faz na confluência de sentimentos e de interesses.
        

A mediunidade responsável não impressiona tanto, não revela detalhes impróprios, não faz alarde de si mesma, nem se transforma em objeto de comércio. Em compensação, apesar de não estar isenta de erros, é infinitamente mais confiável, pois não se coloca a serviço da cupidez e dos interesses personalísticos, servindo apenas ao bem e à verdade.

(De Um pouco por dia, de Rita Foelker)