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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Esquece o mal

ESQUECE  O  MAL
 
        A paz depende muito mais do esquecimento do mal que do propósito de corrigi-lo.
       Toda vez que buscarmos a retificação de nós mesmos, olvidando as faltas dos outros, situaremos o ensinamento silencioso da bondade, na própria exemplificação, sem alarde e sem menosprezo ao valor do próximo.
       Esquece o mal e o bem aparecerá.
       A própria natureza é uma lição viva nesse particular.
       O solo despreocupa-se dos detritos que o temporal lhe arremessa à face e produz o milagre do pão.
       O tronco robusto olvida o serrote áspero que lhe fere as entranhas e converte-se em utilidades valiosas para a vida.
       O mármore ignora os golpes contundentes do martelo e converte-se em obra prima.
       A pedra esquece a máquina que a tritura e abre o próprio seio em pepitas de ouro que constituem a garantia do trabalho e do reconforto no campo da civilização.
       A ostra ferida desapega-se da própria dor  e fabrica a pérola sublime.
       A semente desconhece a solidão da cova escura a que é projetada e transubstancia-se em folhagem, perfume, flor e fruto.
       Se desejas a vanguarda de luz, liberta-te das algemas da sombra.
       Se te propões a ajudar, não te detenhas em demandas inúteis.
       Enquanto te demoras,  na contemplação do mal, perdes tempo, adiando a cultura do bem.
       Da arte de esquecer as experiências inferiores, nasce a vitória da verdadeira ascensão espiritual.
       Avancemos ao sol do amor e, se temos conosco a vocação de consertar pela violência ou de corrigir pela irritação, estejamos convencidos, com a sabedoria do povo,  de que, em qualquer lugar ou em qualquer tempo, muito ajuda quem não atrapalha.

(De Urgência, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)