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terça-feira, 6 de outubro de 2015

"PASSES E PASSISTAS"


Seminário:

"PASSES E PASSISTAS"


Estudo sobre o passe magnético ou a imposição
das mãos segundo a Doutrina Espírita







Astolfo Olegário de Oliveira Filho



Londrina-PR








Seminário:

"PASSES E PASSISTAS"



Astolfo Olegário de Oliveira Filho (De Londrina, PR)


Conteúdo programático:

                                         1. A imposição de mãos e o Evangelho
                                         2. Os fluidos: conceito e qualidades
                                         3. O passe magnético e suas formas
                                         4. Mecanismo da ação curativa
                                         5. A importância do passe
                                         6. Qualidades e requisitos do tarefeiro do passe
                                         7. Resultados do passe
                                         8. Três recomendações aos passistas
                                         9. Postura física e mental no momento do passe
                                         10. Sete conselhos para o serviço do passe


1- A imposição de mãos e o Evangelho

1.1. Em Lucas (10:9), Jesus recomenda a seus apóstolos: "E curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: É chegado a vós o reino de Deus". O Nazareno torna claro, portanto, que não nos interessa apenas a regeneração do veículo em que nos expressamos, mas a cura da alma.  Emmanuel, em "Pão Nosso" (cap. 44 e 110), assevera: "Que o homem se liberte da enfermidade, mas é imprescindível que entenda o valor da saúde". É necessário que o enfermo interessado na bênção da cura reconsidere as questões que lhe dizem respeito, compreendendo que raiou para seu espírito um novo dia no caminho redentor.

1.2. Em Marcos (16:15 a 18), Jesus recomenda expressamente: "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura (...) E estes sinais seguirão aos que crerem: expulsarão os demônios em meu nome; falarão novas línguas; manusearão as serpentes, e se beberem alguma potagem mortífera, não lhes fará mal; porão as mãos sobre os enfermos, e eles sararão".

1.3. Emmanuel nos conta que no Egito dos Ramsés um velho papiro já preceituava quanto ao magnetismo curativo: "Pousa a tua mão sobre o doente e acalma a dor, afirmando que a dor desaparece" ("Religião dos Espíritos", cap. 59). E o citado instrutor espiritual nos lembra que é justamente em Jesus que o magnetismo curativo atingiu o seu ponto culminante na humanidade. O Mestre estende a mão e cegos vêem, paralíticos se levantam, feridentos se limpam, obsidiados se recuperam. Na mesma lição, Emmanuel nos propõe: "Se te afeiçoas ao fenômeno magnético, seja qual for o filão de tuas atividades, poderás estudá-lo e incrementá-lo, estendê-lo e defini-lo, mas, para que dele faças motivo de santidade e honra, somente em Jesus-Cristo encontrarás o luminoso e indiscutível padrão".

1.4. O livro de Atos dos Apóstolos mostra que estes entenderam bem o recado do Mestre:

a) Pedro, após haver curado, à porta do templo, um coxo de nascença, que contava então mais de 40 anos (Pedro lhe disse, simplesmente: "Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou; em nome de Jesus Cristo, Nazareno, levanta-te e anda"), foi levado, junto com João, para a prisão. No dia seguinte, interpelado no Sinédrio, diante de Anás, Caifás, João e Alexandre, ele lhes fala sobre o evangelho e diz que a cura daquele coxo foi feita em nome de Jesus. Depois, já com os companheiros, eles oram a Deus pedindo que conceda aos seus servos o poder de, estendendo as mãos sobre os enfermos, curar as enfermidades (Atos, 4:30);
b) O pedido foi atendido, como prova este trecho: "E pelas mãos dos apóstolos se faziam muitos milagres e prodígios entre a plebe" (Atos, 5:12); ou este outro: "A estes apresentaram diante dos apóstolos, e orando puseram as mãos sobre eles" (Atos, 6:6);

c) É assim que Saulo de Tarso recupera a visão: "E foi Ananias, e entrou na casa; e pondo as mãos sobre ele, disse: Saulo, irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou para que recobres a vista, e fiques cheio do Espírito Santo" (Atos, 9:17);

d) Depois, Paulo repetiria o gesto em Éfeso: "E havendo-lhes Paulo imposto as mãos veio sobre eles o Espírito Santo, e falavam em diversas línguas e profetizavam" (Atos, 19:6), repetindo-o tantas vezes quantas necessárias, como ocorreu na ilha de Malta, ao curar o pai do príncipe Públio (Atos, 28:8).

2. Os fluidos: conceito e qualidades

2.1. Em "Obras Póstumas", Kardec ensina que "cada ser tem seu fluido próprio que o envolve, como a atmosfera envolve cada planeta".

2.2. A atmosfera fluídica do ser humano é plasmada por seus atos, pensamentos e sentimentos, dada a enorme influência que o pensamento e a vontade exercem sobre o fluido.

2.3. Os fluidos são formas energéticas da substância elementar que o organismo perispiritual absorve do meio ambiente, transforma segundo o padrão vibratório em que se encontra e irradia em derredor de si.

2.4. Neutros em si mesmos, os fluidos adquirem as qualidades do meio em que são elaborados, do mesmo modo que a água se modifica conforme o leito onde caminhe. Assim, do ponto de vista moral, os fluidos trazem a impressão dos sentimentos de ódio, inveja, ciúme, orgulho, egoísmo, violência, bondade, benevolência, doçura etc.

2.5. Do ponto de vista físico, os fluidos são excitantes, calmantes, penetrantes, adstringentes, irritantes, dulcificantes, soporíferos, narcóticos, tóxicos, reparadores, etc.

2.6. Os fluidos serão mais harmônicos, agradáveis, luminosos e saudáveis, quanto mais elevados são os pensamentos e os sentimentos da pessoa que os emite. O fluido bom possui vibração elevada e pura que reconforta, estimula e cura as perturbações físicas e morais.

2.7. Os fluidos pesados, mórbidos e desagradáveis, que são irradiados por Espíritos inferiores, maléficos ou enfermos, causam distúrbios e doenças. Há fluidos tão pesados, animalizados e impuros, que possuem mau cheiro. Os Espíritos obsessores condensam-nos até torná-los viscosos e fortemente aderentes, e com eles envolvem as regiões ou órgãos da pessoa que desejam atingir e até mesmo a aura de sua vítima, isolando-a completamente do meio exterior.

3. O passe magnético e suas formas

3.1. O passe magnético dissolve esse visco e permite a penetração de fluidos finos e luminosos que restabelecem as funções orgânicas. (Veja o Apêndice, item 1.)

3.2. Sendo, conforme conceituação dada por Emmanuel, uma "transfusão de energias fisiopsíquicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo" em favor de outrem, o passe magnético pode revestir três formas:
a) inteiramente humano (magnetismo humano);
b) inteiramente espiritual (magnetismo espiritual);
c) humano-espiritual (magnetismo misto), em que, combinado com o fluido humano, o fluido espiritual lhe imprime qualidades de que ele carece (A Gênese, cap. XIV).

3.3. "Somos aqui, neste recinto consagrado à missão evangélica, sob a inspiração de Jesus, algo semelhante à singela tomada elétrica, dando passagem à força que não nos pertence e que servirá na produção de energia e luz", diz Conrado a André Luiz, em "Nos Domínios da Mediunidade", cap. 17, p. 164.

3.4. André Luiz assim descreve o fenômeno: "Os passistas pareciam duas pilhas humanas deitando raios de espécie múltipla, a lhes fluírem das mãos, depois de lhes percorrerem a cabeça, ao contato do irmão Conrado e de seus colaboradores" (N.D.M., p. 165).

4. Mecanismo da ação curativa

4.1. Já vimos anteriormente que a ação magnética curativa pode revestir três formas: magnetismo humano, magnetismo espiritual e magnetismo humano-espiritual. Em qualquer delas, porém, o elemento fundamental é a qualidade do fluido que se transmite do doador para o receptor.

4.2. O corpo perispiritual é uma criação fluídica (para valer-nos aqui da terminologia adotada pelo Espiritismo) e ele não fica preso ao corpo, mas se irradia ao seu redor. Nessa expansão, ele coloca a alma encarnada em relação mais direta com os Espíritos -- emitindo e recebendo vibrações, saneando ou viciando os fluidos circundantes. Devido à sua natureza fluídica, o perispírito assimila com facilidade os fluidos espirituais, como uma esponja se embebe de um líquido. (Veja o Apêndice, itens 8 a 14.)

4.3. Os Espíritos, quando respondem a Kardec a respeito da natureza do fluido magnético, assim a descrevem: "Fluido vital, eletricidade animalizada, que são modificações do fluido universal" (L.E., item 427). Esse fluido pode, assim, fornecer princípios reparadores ao corpo: o Espírito, encarnado ou não, "é o agente propulsor que infiltra num corpo deteriorado uma parte da substância do seu envoltório fluídico. A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. O poder curativo estará, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada; mas depende também da energia da vontade que, quanto maior for, tanto mais abundante emissão fluídica provocará e tanto maior força de penetração dará ao fluido" (Kardec, em "A Gênese", cap. 14, itens 31 a 33).

4.4. Os fluidos têm, assim, sobre o perispírito uma ação tanto mais direta quanto por sua expansão e irradiação este se confunde com aqueles. Reagem sobre o perispírito e este, por sua vez, reage sobre o organismo físico ao qual está ligado molecularmente. Se tais eflúvios forem de boa natureza, o corpo receberá uma salutar impressão. É o que ocorre nos passes benéficos. (Veja o Apêndice, itens 15 a 17.)

4.5. Se os eflúvios forem maus, a impressão será penosa. Se forem maus e permanentes, poderão provocar desordens físicas e moléstias de origem desconhecida: é o que ocorre nas obsessões graves. Kardec afirma: "não é outra a causa de certas enfermidades" (ver "A Gênese", cap. 14, itens 16 a 19).

5- A importância do passe

5.1. A importância e o valor do passe podem ser aquilatados pelas informações seguintes:

a) a equipe espiritual, depois de atender os encarnados, ministra socorro eficiente às entidades infelizes desencarnadas, principalmente as que se constituíam em séquito familiar dos encarnados (M.L, cap. 19, p. 320);

b) a mulher que portava uma nuvem negra na região do coração e da válvula mitral: a mente pode intoxicar-se com as emissões mentais daqueles com quem convive. Ela tivera sérios atritos com o esposo naquele dia. Com o passe, a porção de matéria negra deslocou-se e veio aos tecidos da superfície, espraiando-se sob a mão irradiante, ao longo da epiderme (M.L., p. 326);

c) o homem com o fígado profundamente alterado: toda a vesícula biliar permanecia atingida pela nuvem muito escura e os reflexos negros alcançavam o duodeno e o pâncreas, modificando o processo digestivo. Sua mente produziu pensamentos terríveis e destruidores, que segregaram matéria venenosa, atraída de imediato para o seu ponto orgânico mais frágil, que é o fígado. Com o passe, a nuvem, de escura, se fizera opaca e desfez-se pouco a pouco (M.L., p. 328);

d) a gestante pobre, abatida por anemia profunda: manchas escuras cercam a organização fetal. Se as manchas negras atravessarem o líquido amniótico, o aborto será inevitável. Há seis dias permanece desalentada, aflita, porque o marido, de escassos recursos, deve quitar uma dívida para a qual não tem os recursos suficientes. A gestante, além dos pensamentos negativos próprios, absorve as emissões de matéria mental doentia do companheiro. O passe dissolve as manchas escuras e, depois, Anacleto retirou de um vaso certa porção de substância luminosa, projetando-a nas vilosidades uterinas, enriquecendo o sangue materno destinado a fornecer oxigênio ao embrião (M.L., p. 330);

e) o homem irritadiço, de mente invigilante, cujos rins pareciam envolvidos em crepe negro, tal a densidade de matéria mental fulminante que os cercava (M.L., 333);

f) o cavalheiro idoso, cujo fígado e baço acusavam enorme desequilíbrio: o passe só lhe dará alívio, mas não a cura. "Após dez vezes de socorro completo, é preciso deixá-lo entregue a si mesmo, até que adote nova resolução", diz Anacleto. (M.L., p. 334). O homem, apesar de simpatizar com o Espiritismo, é portador de um temperamento menos simpático, por ser extremamente caprichoso. Estima as rixas freqüentes, as discussões apaixonadas, o império de seus pontos de vista. Encoleriza-se com facilidade e desperta a cólera e a mágoa dos que lhe desfrutam a companhia. Ficará agora entregue a si mesmo (M.L., p. 333);

g) obsidiados ganhavam ingresso no recinto, acompanhados de seus verdugos. No entanto, com o toque sobre a região cortical, depressa se desligavam, postando-se nas vizinhanças, como que à espera das vítimas. Alguns enfermos não alcançavam a mais leve melhoria, porque lhes faltava fé. O escárnio e a dureza do coração são comparáveis a espessas camadas de gelo sobre o templo da alma (N.D.M., p. 167).

5.2. O efeito do passe não é apenas físico, como é mostrado no caso de Antonina, narrado por André Luiz no livro "No mundo maior", cap. 13.

6. Qualidades e requisitos do tarefeiro do passe

6.1. O tarefeiro do passe, na esfera espiritual, precisa revelar determinadas qualidades de ordem superior e certos conhecimentos especializados.  Não lhe basta a boa vontade:  ele não pode satisfazer em semelhante serviço,  se ainda  não conseguiu manter um padrão superior de elevação mental contínua, condição indispensável à exteriorização das faculdades radiantes (Missionários da Luz, cap. 19, pp. 321 e seguintes).

6.2. O êxito do trabalho reclama experiência, horário, segurança e responsabilidade do servidor fiel aos compromissos assumidos. A oração é prodigioso banho de forças. O missionário do auxílio magnético, na Crosta ou na esfera espiritual, necessita ter grande domínio sobre si mesmo, espontâneo equilíbrio de sentimentos, acendrado amor aos semelhantes, alta compreensão da vida, fé vigorosa e profunda confiança em Deus.

6.3. Alexandre ressalva, em "Missionários da Luz", cap. 19, que, na Crosta, a boa vontade sincera, em muitos casos, pode suprir essa ou aquela deficiência, devido a que o passista é, na verdade, um instrumento da ajuda, mas não a fonte exclusiva dessa ajuda. Adquirida a vontade de servir, os passos seguintes, para o servidor encarnado, serão: elevação, equilíbrio do campo das emoções, alimentação equilibrada, libertação do álcool e de outras substâncias tóxicas, seguidos do aperfeiçoamento moral contínuo.

7. Resultados do passe

7.1. Há pessoas que têm uma capacidade maior de absorção e armazenamento das energias que emanam do fluido cósmico universal. Tal requisito as coloca em condições de transmitir o potencial de energias a outras criaturas que estejam eventualmente necessitando. O fluxo energético se mantém às custas da projeção da vontade do passista, bem como das entidades desencarnadas que auxiliam na composição e direção dos fluidos, não existindo necessidade de incorporação mediúnica.

7.2. As forças fluídicas vitais a serem transmitidas dependerão do estado de saúde do médium e as espirituais do seu grau de desenvolvimento moral. É por isso que o passista deve estar em perfeito equilíbrio orgânico e espiritual. (Veja o Apêndice, item 18.)

7.3. Os resultados do passe, dependendo das condições do trabalho e do passista, podem então ser maléficos, nulos ou benéficos:

a) maléficos: quando o passista está com estado de saúde precário, com o organismo intoxicado por excesso de alimentação ou vícios (como fumo, álcool, drogas) e quando esteja em estado de desequilíbrio espiritual (revolta, raiva, orgulho etc.) e, nesses casos, o paciente esteja com suas defesas nulas;

b) nulos: quando, na hipótese descrita na letra "a", o paciente possui defesas positivas diante da torrente de energias negativas transmitidas pelo passista, o que se dá nos casos de merecimento individual e por ação dos protetores desencarnados; e quando, apesar de receber um recurso favorável, o paciente mantém posição refratária com relação ao passe (descrença, aversão, sarcasmo);

c) benéficos: quando o passista apresenta estado de saúde equilibrado e equilíbrio espiritual e o paciente apresenta receptividade ao recurso espiritual, bem como disposição de melhora efetiva.

8. Três recomendações aos passistas

8.1. A primeira recomendação aos passistas é, portanto, libertar-se dos vícios arraigados, tais como o fumo, o álcool e as drogas, para não transferirem aos pacientes, junto com seus fluidos, as emanações naturais desses vícios.

8.2. A segunda é abster-se de aplicar o passe quando estiverem enfermos, fracos ou intoxicados por excessos de alimentação e medicamentos, ou quando se encontrarem perturbados espiritualmente, por encostos ou obsessões, visto que pelo passe se transmitem fluidos perniciosos decorrentes desses estados.

8.3. A terceira é procurar renovar os hábitos para que, através da mudança de pensamentos, sentimentos e atos, sua atmosfera individual seja cada vez mais elevada.

8.4. O passe requer tão-somente a imposição de mãos, sem necessidade de transe mediúnico e sem contato físico. (Veja o Apêndice, itens 2, 3, 4, 5, 6 e 7.) André Luiz explica: "Os recursos magnéticos, aplicados a reduzida distância, penetravam assim mesmo o halo vital, ou a aura dos doentes, provocando modificações subitâneas" (N.D.M., cap. 17, p. 164).

8.5. Não é que as outras formas de aplicação de passe sejam nocivas, mas sim que a movimentação de mãos e braços não se justifica, porque quem dirige a energia fluídica é o Espírito, não o passista, e porque o concurso espiritual independe do transe mediúnico (O Livro dos Médiuns, cap. XIV, item 176:2).

9. Postura física e mental no momento do passe

9.1. O valor da oração e do pensamento elevado é uma coisa bem conhecida no meio espírita. Ensina André Luiz ("Missionários da Luz", cap. 5): "A prece, a meditação elevada, o pensamento edificante refundem a atmosfera, purificando-a". Na mesma obra, André anota: "O pensamento elevado santifica a atmosfera em torno e possui propriedades elétricas que o homem comum está longe de imaginar".

9.2. Emmanuel ("Caminho, Verdade e Vida", cap. 153) ensina: "Onde exista sincera atitude mental do bem, pode estender-se o serviço providencial de Jesus. Não importa a fórmula exterior". Em outra obra ("Pensamento e Vida", cap. 2 e 26), Emmanuel nos diz que o pensamento é força eletromagnética e a vontade, "o impacto determinante": "A prece impulsiona as recônditas energias do coração, libertando-as com as imagens de nosso desejo, por intermédio da força viva e plasticizante do pensamento, imagens essas que, ascendendo às Esferas Superiores, tocam as inteligências visíveis ou invisíveis que nos rodeiam, pelas quais comumente recebemos as respostas do Plano Divino".

9.3. Compreende-se, então, que a postura física não é relevante: não existe posição convencionada para que o beneficiado receba as energias. Pernas descruzadas, mãos em concha voltadas para o alto etc. são convenções sem fundamento doutrinário: o importante é a disposição mental de quem aplica e de quem recebe o passe, e não a posição do corpo ou a técnica adotada pelo passista. Quanto a esta, já vimos que a imposição de mãos, tal como utilizada por Jesus e pelos apóstolos, é a mais recomendada por sua simplicidade e por estar ao alcance do entendimento de qualquer pessoa.

9.4. Kardec destaca como elementos importantes, no passe, o desejo ardente, a confiança, a fé do doente. O passista age, no passe magnético, como uma bomba calcante e o paciente como uma bomba aspirante. "Algumas vezes é necessária a simultaneidade das duas ações; doutras basta uma só", diz Kardec ("A Gênese", cap. 14, item 11).

9.5. O codificador diz que "a faculdade de curar pela imposição das mãos deriva evidentemente de uma força excepcional de expansão, mas diversas causas concorrem para aumentá-la, entre as quais são de colocar-se, na primeira linha: a pureza dos sentimentos, o desinteresse, a benevolência, o desejo ardente de proporcionar alívio, a prece fervorosa e a confiança em Deus; numa palavra: todas as qualidades morais" ("Obras Póstumas", Manifestações dos Espíritos, itens 52 e 53). "Uma grande força fluídica, aliada à maior soma possível de qualidades morais, pode operar, em matéria de curas, verdadeiros prodígios", afirma Kardec. E ele completa: "A ação fluídica, ao demais, é poderosamente secundada pela confiança do doente, e Deus quase sempre lhe recompensa a fé, concedendo-lhe o bom êxito".

9.6. Assim, quando o paciente se coloca em posição impermeável ante o passe (atitudes de descrença, leviandade, aversão), mesmo que o auxílio recebido seja bom, o passe será nulo quanto ao seu resultado. Jesus sempre enfatizava em suas curas: `A tua fé te curou'. Isso explica tudo.

10. Sete conselhos para o serviço do passe

10.1. Em sua obra intitulada "Conduta Espírita", cap. 28, André Luiz nos propõe sete conselhos, que adiante resumimos:

a) Quando da aplicação de passes, fugir à indagação sobre resultados e jamais temer a exaustão das forças magnéticas. O bem ajuda sem perguntar;

b) Lembrar que na aplicação de passes não há necessidade da gesticulação violenta, da respiração ofegante ou do bocejo costumeiro, nem do toque direto no paciente. O passe dispensa qualquer recurso espetacular;

c) Esclarecer sobre a inconveniência da petição de passes todos os dias, sem que haja necessidade real. É falta de caridade abusar da bondade alheia;

d) Proibir ruídos, o fumo, o álcool e o ajuntamento de pessoas, ou a presença de criaturas sarcásticas ou irreverentes no recinto da assistência e do tratamento espiritual. De ambiente poluído, nada de bom se pode esperar;

e) Interromper as manifestações mediúnicas no horário do passe. Disciplina é a alma da eficiência;

f) Interditar, se necessário, a presença de enfermos portadores de moléstias contagiosas nas sessões de assistência em grupo, situando-os em regime de separação para o socorro previsto. A fé não exclui a previdência;

g) Quando for oportuno, adicionar o sopro curativo aos serviços do passe magnético, bem como o uso da água fluidificada ou do atendimento a distância, através da oração. O Bem Eterno é bênção de Deus à disposição de todos.

10.2. Aos conselhos de André Luiz poderíamos aditar mais um, fundamental a um bom trabalho na atividade do passe: o passista deve preparar-se convenientemente para a tarefa, através da elevação espiritual, da prece, da meditação e do estudo contínuo, entendendo que a transmissão do passe é um ato eminentemente fraterno, pelo qual doamos o que melhor podemos ter em sentimentos e vibrações. Em depoimento acerca do tema, Divaldo P. Franco nos diz que o que vamos transmitir "é uma radiação que fomenta no paciente uma reativação dos seus fulcros energéticos para restabelecer-lhe o equilíbrio". "O passe é, antes de tudo, uma transfusão de amor."

Apêndice

1. A expressão magnetismo animal (do grego e do latim magnes – ímã) surgiu por analogia com o magnetismo mineral, embora essa analogia seja apenas aparente. Alguns estudiosos a substituíram pelo vocábulo mesmerismo, mas tal idéia não prevaleceu. Kardec, em seu livro “Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas”, Edicel’, pág. 190, assim define magnetismo animal: “Ação recíproca de dois seres vivos por intermédio de um agente especial chamado fluido magnético”.

2. Lendo os autores e textos seguintes entender-se-á por que a imposição de mãos, sem necessidade de gestos ou quaisquer outros rituais, é suficiente para o pleno êxito do tratamento por meio do passe magnético:
a - COEM, 11a Sessão de Exercício Prático, edição de 1978, pág. 89.
b - José Herculano Pires, em "Obsessão, o passe, a doutrinação", editora Paidéia, págs. 35 a 37.
c - Allan Kardec, em "O Livro dos Médiuns", cap. XIV, item 176:2.
d - Allan Kardec, em "Obras Póstumas", manifestações dos Espíritos, itens 52 e 53.
e - Mesmer, em "Revista Espírita" de janeiro de 1864, Edicel, pág. 7.
f - Allan Kardec, em "Revista Espírita" de setembro de 1865, Edicel, pág. 254.
g - Atos dos Apóstolos, 4:30, 5:12, 6:6, 9:17, 19:6 e 28:8.
h - Evangelho segundo Marcos, 5:23, 16:15 a 16:18.
i - Emmanuel, em "Religião dos Espíritos", cap. 59.
j - Emmanuel, em "Caminho, Verdade e Vida", cap. CLIII, pág. 269.
k - J. Raul Teixeira, em "Diretrizes de Segurança", perguntas 28 e 77.
l - André Luiz, em "Nos Domínios da Mediunidade", cap. 17, págs. 164 e 165.
m - André Luiz, em "Entre a Terra e o Céu", cap. XX, pág. 127.
n - Roque Jacintho, em "Passe e Passista", cap. 34.
o - USE, Subsídios para Atividades Doutrinárias, 1993, págs. 72 e seguintes.

3. No Paraná já faz mais de vinte anos que a orientação ema­nada dos órgãos de unificação ligados à Federação, a respeito do passe, tem sido no sentido de ministrá-lo da forma mais singela possí­vel, tal como se fazia nos tempos apostólicos: a simples imposição de mãos.

4. Diz um dos textos que formam a apostila do Centro de Orienta­ção e Educação Mediúnica (COEM), obra elaborada sob a supervisão do Dr. Alexandre Sech (11a. Sessão de Exercício Prático, Centro Espírita Luz Eterna, edição de 1978): “A imposição de mãos, como o fez Jesus, é o exemplo correto de transmitir o passe. Os movimentos que gradativamente foram sendo incorporados à forma de aplicação do passe criaram verdadeiro folclore quanto a esta prá­tica espírita, desfigurando a verdadeira técnica." “Os passistas passaram a se preocupar mais com os movimentos que de­veriam realizar do que com o dirigir seus pensamentos para movimentar os fluidos."

5. José Herculano Pires é enfático no tocante ao assunto ("Obsessão, o passe, a doutrinação", editora Paidéia, págs. 35 a 37): "O passe espírita é simplesmente a imposição das mãos, usada e ensi­nada por Jesus, como se vê nos Evangelhos. Origina-se das práticas de cura do Cristianismo Primitivo. Sua fonte humana e divina são as mãos de Jesus.  O passe espírita  não comporta as encenações e gesticulações em que hoje o envolveram alguns teóricos improvisados, geralmente ligados a antigas correntes espiritualistas de origem mágica ou feiticista. Todo o poder e toda a eficácia do passe espírita dependem do espí­rito e não da matéria, da assistência espiritual do médium passista e não dele mesmo. Os passes padronizados e classificados derivam de teo­rias e práticas mesméricas, magnéticas e hipnóticas de um passado há muito superado. Os Espíritos realmente elevados não aprovam nem ensi­nam essas coisas, mas apenas a prece e a imposição das mãos. Toda a beleza espiritual do passe espírita, que provém da fé racio­nal no poder espiritual, desaparece ante as ginásticas pretensiosas e ridículas gesticulações”.

6. Em o número de janeiro de 1864 da "Revista Espírita" (Edicel, ano de 1864, pág. 7), Kardec transcreve uma mensagem de Mesmer (Espírito), recebida na Sociedade Espírita de Paris em 18-12-1863, na qual o alu­dido Espírito analisa a questão das curas através do magnetismo animal e do magnetismo espiritual. Mesmer explica na mensagem que Deus sempre recompensa o humilde sincero que pede a ajuda espiritual, enviando-lhe o socorro para que ele possa auxiliar o enfermo. "Esse socorro que envia são os bons Espíritos que vêm penetrar o médium de seu fluido benéfico, que é transmitido ao doente", afirma Mesmer, que acrescenta: "Também é por isto que o magnetismo empregado pelos médiuns curadores é tão potente e produz essas curas qualificadas de miraculosas, e que são devidas simplesmente à natureza do fluido derramado sobre o médium; ao passo que o magnetizador ordinário se esgota, por vezes em vão, a fazer pas­ses, o médium curador infiltra um fluido regenerador pela simples im­posição das mãos, graças ao concurso dos bons Espíritos".

7. Em setembro de 1865, na "Revista Espírita" (Edicel, ano 1865, pág. 254), o Codificador  esclarece: "Se a mediunidade curadora pura é privilégio das almas de escol, a possibilidade de suavizar cer­tos sofrimentos, mesmo de curar, ainda que não instantaneamente, umas tantas moléstias, a todos é dada, sem que haja necessidade de ser magnetizador. O conhecimento dos processos magnéticos é útil em casos complicados, mas não indispensável. Como a todos é dado apelar aos bons Espíritos, orar e querer o bem, muitas vezes basta impor as mãos sobre a dor para a acalmar; é o que pode fazer qualquer um, se trouxer a fé, o fervor, a vontade e a confiança em Deus. É de notar que a maior parte dos médiuns curadores inconscientes, os que não se dão conta de sua faculdade, e que por vezes são encontrados nas mais hu­mildes posições e em gente privada de qualquer instrução, recomendam a prece e se entreajudam orando. Apenas sua ignorância lhes faz crer na influência desta ou daquela fórmula".

8. Na obra “Evolução em Dois Mundos”, psicografada pelos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, André Luiz diz que são 7 os centros vitais, ou chacras. (Veja a figura constante da pág. 12.)

9. Os centros vitais são fulcros energéticos que, sob a direção automática da alma, imprimem às células a especialização extrema, pela qual o homem possui no corpo denso (e os Espíritos detêm no corpo espiritual, em recursos equivalentes) as células que produzem fosfato e carbonato de cálcio para a construção dos ossos, as que se distendem para a recobertura do intestino, as que desempenham complexas funções químicas no fígado, as que se transformam em filtros do sangue na intimidade dos rins e outras tantas que se ocupam do fabrico de substâncias indispensáveis à conservação e defesa da vida nas glândulas, nos tecidos e nos órgãos que nos constituem o cosmo vivo de manifestação.

10. Essas células que obedecem às ordens do Espírito, diferenciando-se e adaptando-se às condições por ele criadas, procedem do elemento primitivo, comum, de que todos provimos em laboriosa marcha no decurso dos milênios, desde o seio tépido do oceano, quando as formações protoplásmicas nos lastrearam as manifestações primeiras.

11. Eis as funções dos 7 sete centros vitais:

1. Centro coronário - Com a função de regente da atividade funcional dos órgãos relacionados pela fisiologia terrena, o centro coronário, instalado na região central do cérebro, relaciona-se com a epífise (glândula pineal) do corpo físico, assimila os estímulos do Plano Superior  e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada.
No centro coronário temos o ponto de interação entre as forças determinantes do Espírito e as forças fisiopsicossomáticas organizadas. Dele parte a corrente de energia vitalizante formada de estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, idéias  e ações, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes reflexos nos órgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa influência e conduta.
A mente elabora as criações que fluem de sua vontade, apropriando-se dos elementos que a circundam, e o centro coronário incumbe-se automaticamente de fixar a natureza da responsabilidade que lhes diga respeito, marcando no próprio ser as conseqüências felizes ou infelizes de sua movimentação consciencial no campo do destino. O centro coronário supervisiona, ainda, todos os demais centros vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do Espírito, assim como as peças secundárias de uma usina respondem ao comando da peça-motor  de que se serve o tirocínio do homem para concatená-las e dirigi-las.

2. Centro cerebral - Contíguo ao coronário e relacionado com os lobos frontais do cérebro e a hipófise no corpo físico, exerce influência decisiva sobre os demais centros de força vital. Governa o córtice encefálico  – a camada externa do encéfalo –  na sustentação dos sentidos, marcando as atividades das glândulas endocrínicas e administrando o sistema nervoso central, em toda a sua organização, coordenação, atividade e mecanismo, desde os neurônios sensitivos até as células efetoras, ou seja, as células dos músculos ou glândulas que efetuam resposta a um estímulo causador de um impulso nervoso.

3. Centro laríngeo - Relacionado com o plexo  cervical, o timo e a tiróide, controla notadamente a respiração e a fonação e regula os fenômenos vocais, assim como o funcionamento das do timo e da tiróide.

4. Centro cardíaco - Relacionado com o plexo cardíaco do corpo físico, é responsável pelo funcionamento do aparelho circulatório e pelo controle da emotividade.

5. Centro esplênico - Relacionado com o plexo mesentérico e o baço do corpo físico, regula a distribuição e a circulação dos recursos vitais e a formação e reposição das defesas orgânicas através do sangue. Determina todas as atividades em que se exprime o sistema hemático, dentro das variações de meio e volume sangüíneo.

6. Centro gástrico - Relacionado com o plexo solar do corpo físico, responsabiliza-se pelo funcionamento do aparelho digestivo e pela assimilação de elementos nutritivos e reposição de fluidos em nossa organização física.

7. Centro genésico - Relacionado com os plexos hipogástrico e sacral, guia a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e à realização entre as almas. Responsabiliza-se, assim, pelo funcionamento dos órgãos de reprodução e das emoções sexuais.

12. Na mesma obra, diz André Luiz que o fluido magnético constitui por si emanação controlada de força mental sob a alavanca da vontade. Figuremos – diz André Luiz - o nosso veículo de manifestação como sendo o Estado Orgânico em que nos expressamos.
Semelhante esfera celular pode ser dividida em duas partes essenciais:



1a. - o hemisfério visível ou campo somático – o corpo físico;
2a. - o hemisfério invisível ou campo psicossomático – o perispírito definido por Kardec, ou corpo espiritual, que preside a todas as formações do cosmo físico.


13. Os órgãos desse Estado Orgânico – diz André Luiz, na obra citada –  podem ser considerados províncias diferenciadas entre si, apesar de conjugadas em sintonia de ação para os mesmos fins. Os milhões de células seriam povos infinitesimais, a se caracterizarem por atividades específicas.

14. Concluindo a lição, aduz André Luiz que, representando o sistema hemático, no corpo humano, o conjunto das energias circulantes no psicossoma – energias essas tomadas pela mente, através da respiração, ao infinito reservatório do fluido cósmico –  é para ele que devemos voltar a maior atenção, uma vez que se encontra intimamente associado ao estímulo nervoso ou aparelho de comunicação entre o governo do Estado Orgânico e suas províncias e cidadãos – os órgãos e as células.

15. Reconhecendo-se a capacidade do fluido magnético para que as criaturas se influenciem reciprocamente, com muito mais amplitude e eficiência atuará ele sobre as entidades celulares do Estado Orgânico, particularmente as sangüíneas e as histiocitárias, determinando-lhes o nível satisfatório, a migração ou a extrema mobilidade, a fabricação de anticorpos ou, ainda, a improvisação de outros recursos combativos e imunológicos, na defesa contra as invasões bacterianas e na redução ou extinção dos processos patogênicos, por intermédio de ordens automáticas da consciência profunda. (Evolução em Dois Mundos, 2a  Parte, cap. XV, pp. 201 a 203.)

16. Toda queda moral nos seres responsáveis opera certa lesão no hemisfério psicossomático ou perispírito, a refletir-se em desarmonia no hemisfério somático ou veículo carnal, provocando determinada causa de sofrimento. A dor é, portanto, sempre uma situação de alarma ou emergência, mais ou menos durável no império orgânico, requisitando o socorro externo da medicina do corpo ou da alma, na execução do alívio ou da cura. Pelo passe magnético, notadamente naquele que se baseie no divino manancial da prece, a vontade fortalecida no bem pode soerguer a vontade enfraquecida de outrem, para que essa vontade novamente ajustada à confiança magnetize naturalmente os milhões de agentes microscópicos a seu serviço, a fim de que o Estado Orgânico se recomponha para o equilíbrio indispensável. (Idem ibidem.)

17. Orar em nosso favor é atrair a Força divina para a restauração de nossas forças humanas, e orar a benefício dos outros ou ajudá-los, através da energia magnética, à disposição de todos os que desejem realmente servir,  será sempre assegurar-lhes as melhores possibilidades de auto-reajustamento, compreendendo-se, porém, que, se o amor consola, instrui, ameniza, levanta, recupera e redime, todos estamos condicionados à justiça a que voluntariamente nos rendemos, perante a Vida Eterna, justiça que preceitua seja dado isso ou aquilo “a cada um segundo as suas próprias obras”, cabendo-nos recordar que as obras felizes ou menos felizes podem ser fruto de nossa orientação todos os dias e, por isso mesmo, todos os dias será possível alterar o rumo de nosso próprio roteiro. (Obra citada, 2a  Parte, cap. XV, pp. 203 e 204.)

18. Nas obras a seguir citadas verifica-se por que existem restrições a que pessoas enfermas ministrem o socorro magnético por meio da imposição de mãos:
 a - Padre Francis MacNutt, em "O Poder de Curar", edição de Ave Maria Press, de Indiana (EUA).
 b - COEM, 10a Sessão de Exercício Prático, edição de 1978, pág. 83.
 c - COEM, 12a Sessão de Exercício Prático, edição de 1978, pág. 95.
 d - Divaldo P. Franco, em "Diretrizes de Segurança", pergunta 69.
 e - Martins Peralva, em "Estudando a Mediunidade", págs. 144 e 145.
 f - Roque Jacintho, em "Passe e Passista", cap. 6 e 30.
 g - Edgard Armond, em "Pontos da Escola de Médiuns", Tomo IV, pág. 88.
 h - Allan Kardec, em "A Gênese", cap. XIV, item 31.
 i - Allan Kardec, em "Revista Espírita" de janeiro de 1864, Edicel, pág. 8.
 j - Allan Kardec, em "Revista Espírita" de setembro de 1865, item 4, Edicel, pág. 252.
 k - Anuário de Espiritismo Científico, FEPESCI, 1993, pág. 132.
 l - USE, "Subsídios para Atividades Doutrinárias", 1993, págs. 80, 88 e 90.


Londrina, 16/10/2005.
Astolfo O de Oliveira Filho
Seminário sobre o passe