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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Exercício de compaixão

 Exercício  de  compaixão

 
        Se fosses o pedinte agoniado que estende a mão à bondade pública...
       Se fosses a mãezinha infeliz, atormentada pelo choro dos filhinhos que desfalecem de fome...
       Se fosses a criança que vagueia desprotegida à margem do lar...
       Se fosses o pai de família, atribulado, ante a doença e penúria que lhe devastam a casa...
       Se fosses o enfermo desamparado, suplicando remédio...
       Se fosses a criatura caída em desvalimento, implorando compreensão...
       Se fosses o obsidiado, carregando inomináveis suplícios interiores, para desvencilhar-se das trevas...
       Se fosses o velhinho atirado às incertezas da rua...
       Se fosses o necessitado que te roga socorro, decerto perceberias com mais segurança a função de fraternidade para sustento da vida.
       Se estivéssemos, no lado da dificuldade maior que a nossa, compreenderíamos, de imediato, o imperativo da caridade incessante e do auxílio mútuo.
       Reflitamos nisso. E nós, que nos afeiçoamos a estudos diversos, com vistas à edificação da felicidade e ao aperfeiçoamento do mundo, façamos
quanto possível, semelhante exercício de compaixão.

Albino  Teixeira
(De Caminho Espírita, de Francisco Cândido Xavier  Autores diversos)