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sexta-feira, 4 de junho de 2010

O Livro dos Espíritos Estudo 13

Objetivo da Comunicação dos Espíritos
Desenvolvimento da Psicografia

8:1- Evidenciam essas respostas, a mesma condição moral e social dos comunicantes?

Não; variarão não só nesses aspectos, como também no grau do conhecimento.

Exteriorizarão:

• Sabedoria, profundeza, oportunidade, pensamentos elevados, oportunos, sublimes, inteligentes, demonstrando vir de alguém impregnado de idéias nobres, morais, ou,

• Levianas, frívolas, inconseqüentes, irresponsáveis, banais, demonstrando impossível proceder da mesma fonte acima.

Essa diversidade atesta inteligências diferentes, onde cada qual exterioriza seu próprio íntimo de ser, o teor evolutivo como essência, a se revelar no uso de linguajar e expressões característicos.

8:2 - São humanas essas inteligências?

A resposta, tal como nos foi dada pelos Espíritos, deduziremos no transcorrer do estudo contido neste "O Livro dos Espíritos".

No momento, a idéia é levar-nos a refletir sobre efeitos evidentes, ostensivos que se produzem na claridade, sem privilégios ao alcance de tantos quantos os queiram verificar.

Esses efeitos referem-se nestes estudos exclusivamente, quando revelarem a ação (Espírito) de uma inteligência, de uma vontade fora do domínio físico.

Muitas teorias, a propósito, foram formuladas, cada uma procurando tornar compreensível essa imensidade de efeitos produzidos.

Admitindo, porém, a existência de seres distintos da humanidade encarnada, entenderemos cada experiência como portadora de ensinamentos despertando mais e mais para a busca.

Estabelecer-se-á nesse caminho, nesse crescer, conhecer, dominar, o império da justiça, no mundo de regeneração que só se efetivará quando a estrutura social da Terra aí estiver baseada. E essa tarefa é nossa, pessoal, de cada um, pois o mundo nos foi dado, ou a vida nele nos é oferecida como campo de experiências em contínuo desenvolvimento, crescimento e superação.

Ao comentar o item 876, Kardec explica:

"O critério da verdadeira justiça é de fato o de se querer para os outros aquilo que se quereria para si mesmo, e não de querer para si o que desejaria para os outros, pois isso não é a mesma coisa. Como não é natural que se queira o próprio mal, se tomarmos o desejo pessoal como norma de partida podemos estar certos de jamais desejar para o próximo senão o Bem. Desde todos os tempos, e em todas as crenças, o Homem procurou sempre fazer prevalecer o seu direito pessoal. O sublime da religião cristã foi tomar o desejo pessoal por base do direito do próximo."

Assim, esse império da justiça começará já no mundo atual a partir do momento em que cada qual não só reconheça recíproco os direitos do próximo mas viva-os dentro dos critérios da caridade.

Na proporção em que conhecermos, alargamos perspectivas mentais, atingindo a compreensão de tantas coisas que hoje nos escapam.

"O Espiritismo é doutrina do futuro que age no presente como impulso, levando-nos em direção aos planos superiores. É natural que muitos adeptos não o compreendam imediatamente na inteireza de seus princípios e objetivos. Mas, é dever de todos procurar compreendê-lo pelo estudo atento e humilde, pois sem a humildade necessária, arriscamo-nos à incompreensão orgulhosa e arrogante."

Bibliografia
• Allan Kardec - "O Livro dos Espíritos" - Introdução - q. 876 comentário
• Allan Kardec - "O Livro dos Médiuns" - cap. IV - XIV - X - XVI - V
• Allan Kardec - "Revista Espírita" - novembro 1862, outubro e agosto 1859, fevereiro 1861, agosto 1868
• Allan Kardec - "Obras Póstumas" - 1ª parte - Questões e problemas 3º estudo
• J. Herculano Pires - "O Espírito e o Tempo" - cap. V
• Hermínio C. Miranda - "Nas Fronteiras do Além" - 1 a 4
• Hermínio C. Miranda - "Kardec as Irmãs Fox e outros"

Leda Marques Bighetti
Junho 2002

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