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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Desgosto da vida. Suicídio

O desgosto pela vida é um efeito direto da ociosidade, da falta de fé e das atribulações da sociedade, voltada, principalmente, para o materialismo.
Estes desgostos podem levar as pessoas ao suicídio, por absoluta falta de coragem para enfrentar situações de miséria ou de decepções com o mundo.
O homem não tem o direito de dispor de sua vida; por isso o suicídio resulta na transgressão da Lei de Deus, salvo se praticado por um louco que não sabe o que faz.
Fugir às misérias e decepções do mundo significa falta de coragem.
Deus ajuda aos que sofrem, mas não aos que não querem ter energia nem coragem.
As dificuldades da vida são provas ou expiações; ao vencê-las, podemos respirar aliviados, porque demos um passo à frente, em nossa Reforma íntima.
O ser humano não tem o direito de dispor da própria vida, e o suicídio leva os Espíritos a um sofrimento muito maior.
O suicídio é um ato tão sério, que pessoas que levaram outras a esta atitude responderão como assassinos no Plano Espiritual.
Mesmo que o suicídio tenha por finalidade fazer escapar à vergonha de uma ação má, ainda assim é condenável, porque em lugar de uma falta haverá duas.
Quem tem a coragem de praticar o mal deve tê-la também para sofrer as conseqüências.
Há uma série de situações que podem levar o homem ao suicídio, principalmente nos dias de hoje, porém nenhuma delas é justificável perante Deus, especialmente se provir do orgulho e da vaidade.
Não se chega a uma vida melhor por meio do suicídio, pois será necessário voltar para concluir a vida que foi cortada.
Entretanto, não constitui suicídio o sacrifício da vida para salvar a outra pessoa, mas isso conforme a intenção, pois Deus se opõe a todo sacrifício inútil.
Perecer vítima de paixões a que se possa resistir também é suicídio, assim como também é culpado de crime de suicídio aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência, para abreviar os instantes de sofrimentos.
As conseqüências do suicídio são as mais diversas.
Não há penalidades fixadas, dizem os Amigos Espirituais, e, em todos os casos, estas penalidades são sempre relativas às causas que o produziram.
Mas uma conseqüência a que o suicida não pode escapar é o desapontamento.
De resto, a sorte não é a mesma para todos, dependendo das circunstâncias .
Alguns expiam sua falta imediatamente; outros, numa nova existência, que será pior do que aquela, cujo curso interromperam.
A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário à lei natural, mas coube ao Espiritismo demonstrar, através dos relatos daqueles que cometeram tal ato, a sua inutilidade.
"Isso não é a teoria que nos ensina, mas os fatos que ele (o Espiritismo) coloca sob nossos olhos". (t)
Perguntas/Respostas:
* Como é o tratamento no plano espiritual para pessoas que praticam o suicídio?
 Após o desencarne a pessoa estará em estado de confusão enorme, e sentirá todos os efeitos do ato e também do corpo em deterioração. Dependendo da situação, demora algum tempo até que possa ser resgatada e começar a se recompor, tanto física como mentalmente, passando por diversas etapas de tratamento. (t)
* O suicídio pode estar ligado à mediunidade, não pode?  Um desencarnado suicida pode levar um encarnado ao suicídio? E aí? O que acontece?
Não se esqueça do livre-arbítrio. Um espírito nunca poderá nos conduzir a fazer um ato que não queiramos fazer. A sugestão só será aceita por aquele que tiver esse desejo íntimo. (t)
* Naema, descreva de modo genérico, o que acontece com um suicida após a morte, na maioria dos casos.
 Na maioria dos casos, falou bem, pois cada situação é particular. De modo geral, ele vai acordar confuso, sem entender porque ainda está "vivo"; vai se sentir preso a um corpo em decomposição, pois os laços foram rompidos ainda em seu vigor; toda dor que sente é moral; revive os momentos que o levaram a cometer o ato e sente as dores que seu corpo passou; volta ao lugar de moradia, mas ninguém o acolhe; acaba voltando ao túmulo por que se sente preso ao corpo; a situação é de grande desespero; a saída vitoriosa mostrou-se uma armadilha até que, por merecimento, seu ou de quem pede por ele, possa ser resgatado e começar o processo de aprendizagem. (t)
* Esse espírito pode incomodar com sua presença outras pessoas?
 Sim, esse espírito pode incomodar, pois seus fluidos são deletérios e podem levar ao mau estar físico dos encarnados. De qualquer forma, nada que uma prece de coração não resolva. (t)
* Naema, existe a possibilidade de um suicida consciente conseguir reparar seu erro ainda no mundo espiritual, sem reencarnar?
 Ele necessita reencarnar para recompor o perispírito que deteriorou. (t)
*Por exemplo, uma pessoa que bebe muito ou injeta drogas pode ser considerada um suicida?
 No plano espiritual ele será conscientizado, afinal o próprio André Luiz nos conta que foi um suicida inconsciente. Cada caso é um caso, mas aquele que se atirou de um prédio, por exemplo, tem em seu perispírito todas as marcas desse desastre e necessitará de várias encarnações para recompô-lo (o perispírito), que servirão como que de uma plástica. (t)
* No Evangelho segundo o Espiritismo, Hahnemann nos diz que toda doença é uma conseqüência de nosso ser, de nossos defeitos. E que as doenças são avisos de algo que precisa ser melhorado dentro de nós. Sendo assim, no fim das contas, somos todos um pouco suicidas uma vez que todos vamos morrer de alguma doença - deixando as tragédias e acidentes de lado?
*No fim, somos mesmo, pois abusamos do corpo: alimentação inadequada, excesso de trabalho ou ócio, fumo, bebida e outros. (t)
* Levando em conta que serão necessárias outras encarnações, poderá o espírito vir a reencarnar e não nascer, só para se readaptar?
 Sim, se o perispírito foi muito lesado, ele pode não passar de feto, ou morrer logo ao nascer. Não é uma regra para todos os natimortos, claro. (t)
* O espírito pode vir a perder a forma se lesar tanto seu perispírito a ponto de passar a ter a forma ovóide, como nos diz André Luiz?
 O pensamento fixo, que transforma a mente em monoideísmo, cria uma situação auto-hipnotizante. Não havendo outros estímulos, os órgãos do corpo espiritual se retraem ou se atrofiam, tal qual ocorre aos órgãos do corpo, que paralisados se debilitam aos poucos. Esses órgãos do perispírito se voltam para si, perdendo sua forma, transformando-se em um ovóide. A idéia fixa é que causa essa situação. Se o espírito se fixar de maneira hipnótica nas causas que o levaram ao suicídio, pode ocorrer essa transformação, mas o suicídio não é a única causa, mas sim a idéia fixa, como ódio e outras. (t)