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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

CAPÍTULO XVII: 163 – O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – ALLAN KARDEC CAPÍTULO XVII: SEDE PERFEITOS - ITENS 7: O DEVER

O Evangelho Segundo o Espiritismo
    
CAPÍTULO XVII: 


SEDE PERFEITOS - ITENS 7:  O DEVER

O Espírito Lázaro assim inicia sua mensagem “O dever é a obrigação moral, primeiro para consigo mesmo, e depois, para com os outros. O dever é a lei da vida: encontramo-lo nos mínimos detalhes, como nos atos mais elevados. Quero falar aqui somente do dever moral, e não do que se refere às profissões.”
Segundo Léon Denis, “o dever é o conjunto das prescrições da lei moral, a regra pela qual o homem dever conduzir-se nas relações com os seus semelhantes e com o Universo inteiro.” (1)
Não é o mesmo para todos, varia segundo a condição espiritual de cada um. Quanto mais inteligente e mais conhecimentos tem o homem, aumentam em profundidade, seus deveres para consigo próprio, para com os outros e para com Deus, pois “o dever nasce dela (da razão), como o filho nasce da mãe.”
Existe, para o homem, Espírito encarnado, ainda em processo de desenvolvimento, uma grande dificuldade de cumprir seus deveres em relação aos sentimentos, devido a sua imperfeição, que o impele aos interesses materiais, às suas paixões, ao seu egoísmo, ao orgulho.
Nesse campo, sua luta é interna, entregue ao seu livre-arbítrio, sob o aguilhão da consciência, que o adverte e sustenta, mas à qual, ele, geralmente, se faz surdo. Suas vitórias e suas derrotas não são percebidas por seus companheiros de jornada terrena, não havendo por parte deles, aplauso ou repressão.
Mas, é através dessa luta que o Espírito faz a sua transformação moral, cujos resultados práticos e constantes demoram, muitas vezes a aparecerem nas suas atitudes e comportamentos.
Sofre influências externas, terrenas e espirituais, mas, a luta entre o dever moral e as tentações que traz dentro de si, pela sua própria imperfeição, é uma batalha solitária, só sua.
Daí a necessidade de conhecer-se o mais e o melhor possível, para vencer-se a si mesmo, no cumprimento de todos os seus deveres.
E Lázaro escreve que “O dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo, e termina no limite que não desejaríeis ver transposto em relação a vós mesmos”.
Não é necessário muita inteligência, nem muito conhecimento para entender, nessas palavras, que o dever moral, nas relações humanas, está precisamente em evitar o mal e fazer o bem, ou seja, não causar mal ou prejuízo a ninguém, a fazer aos outros, o que desejaria que lhe fizessem. E isso cabe também às comunidades, às nações, nos seus relacionamentos.
Por isso, Lázaro relembra que todos, homens comuns ou importantes, ignorantes ou instruídos, todos sofrem pelos mesmos motivos, ou seja, pelos males causados a outros, nos efeitos das más ações, no acionamento da lei de causa e efeito.
Quando o dever moral imperar nas relações humanas, as dores-evolução, as dores-educativas, as reparadoras, desaparecerão, por tornarem - se desnecessárias.
“O dever é o resumo prático” dos estudos, reflexões, análises e conclusões sobre as atitudes e comportamentos morais do homem, porque o fortalece e o estimula a ver nas circunstâncias ou situações, se é o momento de ceder ou lutar, mas sempre resistindo às tentações que lhe são próprias.
“O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais que as criaturas, e as criaturas mais que a ele mesmo; é, a um só tempo, juiz e escravo na sua própria causa.”
No cumprimento de um dever, o homem, quase sempre,  pratica a renúncia, o desprendimento aos seus desejos, a disciplina, e outras virtudes, que o levam a perseverar na intenção de ser um homem de bem, e, se espírita, um bom espírita.
Assim, deve o homem esforçar-se para amar o dever, em qualquer forma em que se apresente, porque ele transmite a força necessária à tarefa de fazer seu desenvolvimento espiritual, razão da vivência em um mundo de expiações e de provas, para Espíritos imperfeitos e rebeldes.
“O dever se engrandece e esplende, sob uma forma sempre mais elevada, em cada uma das etapas superiores da humanidade. A obrigação moral da criatura para com Deus jamais cessa, porque ela deve refletir as virtudes do Eterno, que não aceita um esboço imperfeito, mas deseja que a grandeza da sua obra resplandeça aos seus olhos.”



              Leda de Almeida Rezende Ebner