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sexta-feira, 15 de maio de 2015

13 - 10 CENTRO DE ORIENTAÇÃO
E
EDUCAÇÃO MEDIÚNICA

CURSO DE ORIENTAÇÃO E EDUCAÇÃO MEDIÚNICA  COEM II

SOCIEDADE ESPÍRITA

2a. PARTE - RESUMOS DAS UNIDADES

UNIDADE TEÓRICA 09 - FENÔMENOS MEDIÚNICO E ANÍMICO

ROTEIRO

Fenômeno anímico                         EM  XXXVI

Mediunidade e animismo                AouE, Cap.III, pgs. 50 a 60 (2a. Edição)

Animismo e mistificação inconsciente NDM  22

Animismo e obsessão                         MM  XXIII

FENÔMENO ANÍMICO

No fenômeno anímico o médium se expressa como se ali estivesse, realmente, um Espírito a se comunicar.

Para melhor compreensão, façamos a seguinte distinção entre os fenômenos psíquicos:

a) fatos anímicos;

b) fatos espiríticos.

Fatos anímicos são, como já foi dito, aqueles em que o médium, sem idéia preconcebida de mistificação, recolhe impressões do passado, existentes em seu inconsciente espiritual, e as transmite como se fosse um Espírito comunicante.

Fatos espiríticos, ou mediúnicos, propriamente ditos, são aqueles em que o médium é apenas um veículo a receber e transmitir as idéias dos Espíritos, desencarnados ou encarnados. Sim, porque um Espírito encarnado também pode determinar uma comunicação mediúnica, fazendo com que o sensitivo lhe assimile as ondas mentais e, as reproduza pela escrita ou pela fala. Quando uma pessoa dorme, espiritualmente ela se afasta do corpo e pode agir sobre terceiros.

MEDIUNIDADE E ANIMISMO

O eminente pesquisador italiano, Professor Ernesto Bozzano, tendo recebido do Conselho Diretor do Congresso Espírita Internacional, de Glasgow, escócia, em 1937, a proposição para apresentar uma tese sobre o tema
Animismo ou Espiritismo? Qual dos dois explica o conjunto dos fatos?, assim conclui no prefácio de sua obra

ANIMISMO OU ESPIRITISMO?:

Nem um nem outro logra, separadamente, explicar o conjunto dos fenômenos supranormais. Ambos são indispensáveis a tal fim e não podem separar-se, pois que são efeitos de uma causa única e esta causa é o espírito humano que, quando se manifesta, em momentos fugazes, durante a encarnação, determina os fenômenos anímicos e, quando se manifesta mediunicamente, durante a existência desencarnada, determina os fenômenos espiríticos. Esta e unicamente esta a solução legítima do grande problema, dado que ela se apresenta como resultante matemática da convergência de todas as provas que advêm da coletânea metapsíquica, considerada em seu conjunto.

O fato da alma humana, em desdobramento, ativando suas faculdades, poder provocar toda série de fenômenos anímicos, é de suma importância sob o ponto de vista científico. Isto comprova que existe no ser humano um elemento  a alma -, que é capaz de atuar fora do corpo somático e gerar fenômenos de natureza idêntica aos provocados pelos desencarnados e obedecendo as mesmas leis. Estas demonstrações, por conseguinte, destroem as hipóteses contrárias à comunicabilidade dos Espíritos com os encarnados, uma vez que os fenômenos anímicos, que são também fenômenos mediúnicos, ratificam e afirmam os fenômenos espíritas.

ANIMISMO E MISTIFICAÇÃO INCONSCIENTE

Ao fazer os exercícios de relaxamento e concentração, predispondo-se à comunicação mediúnica, um médium pode mergulhar em conteúdos de seu passado e, externá-los dramaticamente, como se fossem de um terceiro.

Esse fato pode também ser provocado pela simples aproximação de um Espírito ligado àquela situação traumática vivida no passado.

O médium nessas condições deve ser tratado com a mesma atenção que daríamos aos sofredores que se comunicam.O dirigente deve dar-lhe atenção, carinho fraterno, esclarecimento edificante e, ajudá-lo com o recurso da prece.

Não podemos permitir que a preocupação com o animismo desperdice preciosas oportunidades de realização no bem. Como assevera André Luiz, no Cap. 22, do livro Nos domínios da mediunidade, o médium inclinado ao animismo é um vaso defeituoso que pode ser consertado e restituído ao serviço, pela compreensão do dirigente, ou destruído, pela sua incompreensão.

ANIMISMO E OBSESSÃO

Ainda de André Luiz, no Capítulo 23, do livro Mecanismos da mediunidade, colhemos:

Muitas vezes, conforme as circunstâncias, qual ocorre no fenômeno hipnótico isolado, pode cair a mente nos estados anômalos de sentido inferior, dominada por forças retrógradas que a imobilizam, temporariamente, em atitudes estranhas e indesejáveis. Freqüentemente, pessoas encarnadas, nessa modalidade de provação regeneradora, são encontráveis nas reuniões mediúnicas, mergulhadas nos mais complexos estados emotivos, quais se personificassem entidades outras, quando, na realidade, exprimem a si mesmas, a emergirem da subconsciência nos trajes mentais em que se externavam noutras épocas, sob o fascínio constante dos desencarnados que as subjugam.

A leitura, particularmente, destes dois livros de André Luiz, elucidam-nos o problema da obsessão e animismo, permitindo-nos compreender certas anormalidades psíquicas e como devemos utilizar os recursos da terapêutica na desobsessão de personalidades medianímicas, provisoriamente estacionadas em semelhantes provações.


LUCAS DE ALMEIDA MAGALHÃES
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REDAÇÃO: Equipe do CELE