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terça-feira, 28 de julho de 2015

 NOSSO LAR 01-011

"Certa noite, finda a dissertação que Alexandre consagrava aos companheiros terrenos, meu orientador foi procurado por duas senhoras, que foram conduzidas em condições especialíssimas, àqueles curso adiantado de esclarecimentos, porquanto eram criaturas que ainda se encontravam presas aos veículos da carne e que procuravam o instrutor, temporariamente
desligadas do corpo, por influência do sono.

(...)

E, no fim da longa e sentida exposição, rematava, lacrimosa, dirigindo-se ao meu orientador:

_ Por piedade, generoso amigo! nada me podeis dizer? que terá sido feito de Raul? quem o teria assassinado? e porquê?

(...)

_ Tenha calma e coragem, minha amiga! neste momento não é fácil esclarecê-la. É imperioso sindicar, com cuidado, a fim de solucionar o problema com o critério devido...

(...)

_ Nossos amigos encarnados muitas vezes acreditam que somos meros adivinhos e , pelo simples fato de nos conservarmos fora da carne, admitem que já somos senhores de sublimes dons divinatórios, esquecidos de que o esforço próprio, com o trabalho legítimo, é uma lei para todos os planos evolutivos.

(...)

...Tomaria o lar da interessada como ponto de partida para as averiguações que desejava levar a efeito.

_ Como? - ponderei - não seria mais prático invocar diretamente o esposo desencarnado, através de nossos poderes mentais? Raul poderia desse modo, ser ouvido sem dificuldade, observando-se posteriormente o que se poderia fazer em favor da viúva.

(...)

_ Sem dúvida, esse é o método mais fácil e, em muitos caos, devemos mobilizar semelhantes recursos; entretanto, André, o serviço intercessório, para ser completo, exige alguma coisa de nós mesmos. Concedendo à nossa irmã Ester algo de nosso tempo e de nossas possibilidades, seremos credores de mais justos conhecimentos, respeito à situação geral, enriquecendo simultaneamente, os nossos valores de cooperação. Quem dá o bem é o primeiro beneficiado, quem acende uma luz é o que se ilumina em primeiro
lugar.

(...)

...Entretanto, um fato, até então inédito para mim, feriu-me a observação: seis entidades envolvidas em círculos escuros  acompanhavam-nos ao repasto, como se estivessem tomando alimentos por absorção.

_ Ó meu Deus! - exclamei, aturdido, dirigindo-me ao instrutor - será crível? Desencarnados à mesa?

(...)

_ Meu amigo, os quadros da viciação mental, ignorância e sofrimento nos lares sem equilíbrio religioso, são muito grandes. Onde não existe organização espiritual, não há defesas da paz de espírito. Ísto é intuitivo para todos os que estimem o reto pensamento.

(...)

_ Os que desencarnam em condições de excessivo apego aos que deixaram na Crosta, neles encontrando as mesmas algemas , quase sempre se mantêm ligados à casa, às situações domésticas e aos fluidos vitais da família. Alimentam-se com a parentela e dormem nos mesmos aposentos onde se desligaram do corpo físico.

_ Mas chegam a se alimentar, de fato, utilizando os mesmos acepipes de outro tempo? - indaguei , espantado, ao ver a satisfação das entidades congregadas ali, absorvendo gostosamente as emanações dos pratos fumegantes.

(...)

_ Tanta admiração , somente por vê-los tomando alimentos pelas narinas? E nós outros? desconhece você , porventura, que o próprio homem encarnado recebe mais de setenta por cento da alimentação comum através dos princípios atmosféricos, captados pelos condutos respiratórios? Você não ignora també que as substâncias cozidas ao fogo sofrem profunda desintegração. Ora, os nossos irmãos, viciados nas sensações fisiológicas, encontram nos elementos desintegrados o mesmo sabor que experimentavam quando em uso do envoltório carnal.

(...)

_ Admitamos, contudo, a sua hipótese. Ainda que a mesa doméstica estivesse rodeada de entidades indignas, estranhas aos laços consanguíneos, resta a certeza de que as almas se reúnem obedecendo às tendências que lhes são características e à cricunstância de que cada Espírito tem as companhias que prefere.

(...)

_ A mesa familiar é sempre um receptáculo de influenciações de natureza invisível. Valendo-se dela, medite o homem no bem, e os trabalhadores espirituais, nas vizinhanças do pensador, virão partilhar-lhe o serviço no campo abençoado dos bons pensamentos; conserve-se a família em plano superior, rendendo culto às experiências elevadas da vida, e os orientadores da iluminação espiritual aproximar-se-ão, lançando no terreno da palestra construtiva as sementes das idéias novas, que então se movimentam com beleza
sublime da espontaneidade. Entretanto, pelos mesmos dispositivos da lei de afinidade, a maledicência atrairá os caluniadores invisíveis, e a ironia buscará., sem dúvida, as entidades galhofeiras e sarcásticas, que inspirarão o anedotário menos digno, deixando margem vastíssima à leviandade e à perturbação.

(...)

Desejei fazer-me visível aos companheiros desencarnados, sem luz, que se movimentavam no  recinto, de maneira a palestrar com eles, sondando-lhes as experiências, mas Alexandre dissuadiu-me:

_ seria perder tempo - disse - e se você deseja beneficiá-los, venha ter aqui outra oportunidade, porque as cristalizações mentais de muitos anos são se desfazem com esclarecimentos verbais dum dia. No momento, nosso objetivo é diverso. Precisamos obter informações sobre Raul...

(...)

(...)

Depois de rápidos minutos fomos defrontados por uma entidade de aspecto humilde, mas muito digno, a quem Alexandre, se dirigiu, afavelmente:

_ Meu amigo é visitador em função ativa?

_ Sim, para  servi-lo - respondeu, atencioso, o interpelado.

(...)

_ Sim - esclareceu o interlocutor -, alguns amigos e eu tentamos socorrê-lo, mas em vista das condições da morte voluntária, friamente deliberada...Permanecíamos em serviço com o fim de ampará-lo, quando se aproximou um bando e deslocou-o, facilmente, em virtude da harmonia de forças perversas.


(...)
_ Um bando? Mas o que significa? - interroguei.

(...)

_ O bando; a que se refere o informante é a multidão de entidades deliquentes, dedicadas a prática do mal. Embora tenham influenciação limitada, em virtude das defesas numerosas que rodeiam os núcleos de nossos irmãos  encarnados e as nossas próprias  esferas de ação, levam a efeito muitas perturbações concentrando os impulsos de suas forças coletivas. (...)

_ Não se surpreenda, meu amigo. A morte física não é banho milagroso, que converta maus em bons e ignorantes em sábios, dum instante para outro. Há desencarnados que se apegam aos ambientes domésticos, à maneira da hera às paredes. Outros, contudo, e em vultoso número, revoltam-se nos círculos da ignorância que lhes é própria e constituem as chamadas legiões das trevas, que afrontaram o próprio Jesus, por intermédio de obsidiados diversos. Organizam-se diabolicamente, formam cooperativas criminosas e ai daqueles que se transformam em seus companheiros! Os que caem na senda evolutiva, pelo descaso das oportunidades divinas, são escravos sofredores desses transitórios, mas terríveis poderes das sombras, em cativeiro que pode caracterizar-se por longa duração.

_ Mas o visitador regional, como guarda destes sítios - inquiri espantado - não poderia defender o suicida infeliz?

_ Se ele fosse vítima de assassino, sim - respondeu o instrutor - porque, na condição real de vítima, o homem segrega determinadas correntes de força magnética suscetíveis de pô-lo em contacto com os missionários do auxílio; mas no suicídio previamente deliberado, sem a intromissão de inimigos ocultos, como este sob nossa observação, o desequilíbrio da alma é inexprimível e acarreta absoluta incapacidade de sintonia mental com os elementos superiores.

_ Mas, indaguei assombrado - , as sentinelas espirituais não poderiam socorrer independentemente?

(...)

_ Sendo a liberdade interior apanágio de todos os filhos da Criação, não seria possível organizar precipitados serviços  dos sofrimentos, por ação propositada, com plena consciência de suas atitudes. Em tais casos, a dor funciona como medida de auxílio nas corrigendas indispensáveis...

(...)

_ André, mantenha-se em oração, ajudando-me por alguns momentos. Agora, que tenho informações positivas do visitador, preciso mobilizar minhas possibilidades de visão, sindicando quanto ao paradeiro do irmão infeliz. (...)

_ Podemos seguir adiante. O pobre irmão, semi-inconsciente, permanece imantado a um grupo perigoso de vampiros, em lugarejo próximo.

(...)

Em pouco tempo, distanciando-nos dos núcleos suburbanos, encontramo-nos nas vizinhanças de um grande matadouro.

Minha surpresa não tinha limites, porque observei a atitude de vigilância assumida pelo meu orientador, que penetrou firmemente a larga porta de entrada. Pelas vibrações ambientes, reconheci que o lugar era dos mais desagradáveis que conhecera, até então, em minha nova fase de esforço espiritual.  Seguindo Alexandre de muito perto, via numerosos grupos de entidades francamente inferiores que se alojavam aqui e ali. Diante do local em que se processava a matança dos bovinos, percebi certo quadro
estarrecedor. Grande número de desencarnados em lastimáveis condições, atiravam-se aos borbotões de sangue vivo, como se procurassem beber o líquido em sede devoradora...

(...)

_ Está observando , André? Estes infelizes irmãos que nos não podem ver, pela deplorável situação de embrutecimento e inferioridade, estão sugando as forças do plasma sanguíneo dos animais. São famintos que causam piedade.

(...)

_ Por que tamanha sensação de pavor, meu amigo? Saia de si mesmo, quebre a concha da interpretação pessoal e venha para o campo largo da justificação. Não visitamos nós ambos, na esfera da crosta, os açougues mais diversos? Lembro-me de que em meu antigo lar terrestre havia sempre grande contentamento familiar pela matança dos porcos. A carcaça de carne e gordura significava abundância da cozinha e conforto do estômago. Com o mesmo direito, acercam-se os desencarnados, tão inferiores quanto já o fomos, dos animais mortos, cujo sangue fumegante lhes oferece vigorosos elementos vitais...

(...)

_ É o suicida que procuramos - exclamou o instrutor, claramente.

_ Quê? - perguntei, espantado - porque precisariam dele os vampiros?

_ Semelhantes infelizes - elucidou Alexandre - abusam de recém-desencarnados sem qualquer defesa, como este pobre Raul, nos primeiros dias que se sucedem a morte física, subtraindo-lhes as forças vitais, depois de lhes explorarem o corpo grosseiro...

(...)

_ O pobrezinho permanece temporariamente desmemoriado. O estado dele, depois de tão prolongada sucção de energias vitais, é de lamentável inconsciência.

(...)

_ Que deseja você? Esperaria por aqui o processo de menor esforço? O magnetismo do mal está igualmente cheio de poder, mormente para aqueles que caem voluntariamente sob os seus tentáculos.

(...)

_ Não podemos acordá-lo por nós mesmos? - interroguei admirado.

(...)

... Esquece-se de que vamos despertá-lo não só para a consciência própria, senão também para a dor? Romperemos a crosta de magnetismo inferior que o envolve e Raul regressará ao conhecimento da situação que lhe é própria; entretanto , sentirá o martírio do peito varado pelo projetil, rugirá de angústia ao contacto da sobrevivência dolorosa, criada, aliás, por ele mesmo. Ora, em tais casos, as primeiras impressões são francamente terríveis e escoam-se algumas horas antes de seguro alívio. E como outras obrigações
esperam por nós, será conveniente entregá-lo aos cuidados de outros amigos. (...)

_ Vamos, André!  Nosso novo amigo está em crise cuja culminância não cederá antes de setenta horas, aproximadamente. Voltaremos mais tarde a vê-lo. ... Impressionava-me a complexidade do serviço "intercessório". As simples orações de uma esposa saudosa e dedicada haviam provocado atividades numerosas para o meu orientador e valiosos esclarecimentos para mim.

(...)

_ Tranquilize-se - disse-lhe o meu orientador, com inexprimível bondade - , sua situação é difícil, mas poderia ser muito pior. Há suicidas que permanecem agarrados aos despojos cadavéricos por tempo indeterminado, assistindo a decomposição orgânica e sentindo o ataque dos vermes vorazes.

(...)

_ No pequeno drama em observação, meu amigo, você pode calcular a extensão e complexidade de nossas tarefas no serviços "intercessórios". Os nossos companheiros encarnados pedem-nos, por vezes, determinados trabalhos, muito distantes do conhecimento das verdadeiras situações...

(...)"

Para conversarmos e estudarmos:

1) Qual a diferença entre Espíritos Protetores e Espíritos Visitadores? Qual a função daquele ? Qual a atividade deste?

2) Qual a diferença entre o suicídio e a morte premeditada?  Há diferença?

3) Há amparo também ao suicída? De que forma?

4) O que significa; bando? Há diferenças entre bandos? Quais?

5) Alexandre informa que os < bandos> têm influenciação limitada, a que se refere?

6) A que possibilidades de ampliação de visão se refere Alexandre?

7) Como especificara ou explicar o plasma sanguíneo encontrado nos animais?

8) Que elementos vitais se encontra no sangue dos animais? O que quer dizer Alexandre com : "..., subtraindo-lhes as forças vitais, depois de lhes explorarem o corpo grosseiro..."?

9)  O que quer dizer Alexandre quando afirma: "...O magnetismo do mal está igualmente cheio de poder..."?

10) Pode aquele que cometeu atentado contra a própria vida Ter uma assistência mais direta em menor tempo do que há conhecimento de longo estágio em vales de sombra? Como? Por que?

11) Qual a motivação para as determinações de horas expostas por Alexandre?

12) Afinal, o que é intercessão? Como ela se dá? Basta um simples pedido feito? Qual é o trabalho feito pelo serviço de intercessão?

Conclusão:

1)   Qual a diferença entre Espíritos Protetores e Espíritos Visitadores? Qual a função daquele?  Qual a atividade deste?

      Espírito protetor é aquela entidade espiritual de ordem mais elevada que a nossa, que se destina a nos proteger, nos intuir na prática do bem e nos prevenir contra a prática do mal. Ele é designado para nos acompanhar durante toda a nossa vida na matéria e, até mesmo, depois, no plano espiritual, nos acompanhando em todos os momentos, zelando pela nossa evolução.  Já o espírito visitador é também uma entidade com alguma conquista evolutiva, que exerce no plano espiritual atividade de assistência.  Participa de uma equipe que tem como objetivo o socorro espiritual aos necessitados.  A diferença entre um e outro é que o espírito protetor atua em caráter permanente, é mais vinculado à determinada pessoa, ou seja, tem um caráter mais pessoal, enquanto o espírito visitador não se vincula permanentemente a uma pessoa, executando tarefas a diversas pessoas, sempre de acordo com a necessidade.

2)   Qual a diferença entre o suicídio e a morte premeditada?  Há diferença?

    O suicídio é um ato unilateral de vontade do espírito, que, exercendo seu livre arbítrio, resolve por fim à atual existência física.  Morte premeditada seria também um ato de vontade do espírito de pôr fim a essa existência. Um aspecto que pode diferenciar um da outra é que o suicídio pode ser um ato impensado, circunstancial, fruto de uma reação de momento, enquanto a morte premeditada nos dá a idéia de algo planejado, que o espírito vem buscando há mais tempo.  Todavia, ambos os casos deságuam numa
mesma infração à Lei de Deus: a interrupção extemporânea da existência física, oportunidade que nos é concedida através da reencarnação para evoluirmos.  Em ambos os casos a conseqüência é danosa para o espírito infrator.

3)   Há amparo também ao suicida?  De que forma?

      Ninguém desencarna desamparado.  As equipes de socorro espiritual sempre se fazem presente nessa hora tão significativa para o espírito desencarnante, mesmo nos casos de suicídio. Mesmo que no primeiro instante o suicida não seja amparado pelas equipes de socorro espiritual, como no caso narrado nesse capítulo, por se encontrar cercado de entidades malignas que o impedem, devido ao desequilíbrio espiritual em que se encontram, mais tarde esse amparo não faltará. Nesse capítulo em estudo, André Luiz demonstra
isso, ao narrar sua ida, juntamente com o instrutor Alexandre, ao encontro de Raul.  Ambos retiram o suicida da influência do bando de espíritos perversos e o levam para um local onde ele pode repousar e iniciar o processo de recuperação.

4)   O que significa "bando"?  Há diferença entre "bandos"?  Quais?

      Na definição que o instrutor Alexandre dá a André Luiz, bando é "...a multidão de entidades delinqüentes, dedicadas à prática do mal...'. Esses bandos agem de forma diversas, em ambientes domésticos ou nas chamadas legiões das trevas, ainda segundo aquele instrutor.

5)   Alexandre informa que os "bandos" têm influenciação limitada, a que se refere?

     A influenciação desses "bandos" é limitada pois depende da sintonia de força magnética da vítima. 
Quando a vítima, face ao seu desequilíbrio espiritual, cria uma espécie de barreira magnética às forças do bem, permite a livre ação desses bandos.  Sua ação também é limitada pela ação dos espíritos de luz, que se dedicam ao socorro da vítima.  Vemos uma demonstração disso quando Alexandre retirou Raul da subjugação  do bando de entidades perversas, fazendo-as se retirarem apressadamente, como se temessem algo.  Por mais poderosa que sejam esses espíritos sombrios, não têm força suficiente para resistir à ação de um espírito superior, como Alexandre.

6)   A que possibilidades de ampliação de visão se refere Alexandre?

      Quando Alexandre se refere a "mobilizar minhas possibilidades de visão", está se referindo à possibilidade que o espírito tem, enquanto livre do envoltório carnal, de ver à distância, sem que a matéria o obstrua.  Quis ele dizer a André Luiz que iria fazer uso dessa faculdade para localizar o espírito a quem procurava ajudar. A questão 247 do Livro dos Espíritos, no título referente às percepções e sensações na vida espírita, esclarece que o espírito vê em toda parte ao mesmo tempo, podendo seu pensamento se
irradiar, dirigindo-se a um tempo para muitos pontos. Portanto, o que Alexandre fez para localizar Raul foi usar dessa sua faculdade de visão, que em seu caso, como espírito de ordem superior, não tem quase que limitação alguma, pois a questão 247 acima citada ensina que, quanto mais elevado for o espírito, maior e mais ilimitada é essa faculdade.  Assim, em poucos instantes localizou ele o sofredor e pôs-se a seu encontro, em companhia de André Luiz.

7)   Como especificar ou explicar o plasma sangüíneo encontrado nos animais?

    Esse plasma é inerente aos seres portadores de fluido vital,  é inerente aos seres vivos e neles, claro, incluem-se os animais.

    Sendo que  esse fluido vital contido nos animas contém elementos químicos materiais necessários à nossa sobrevivência.

    "Tanto que nossa alimentação, baseada em vegetais e animais, permite nos ajudar a recompor não só os elementos químicos "materiais" necessários à sobrevivência física, mas também parcela deste fluido vital. Nas obras de André Luiz, por exemplo, vemos como os desencarnados de nível moral inferior executam processos de vampirização, não apenas em seres humanos, como também
em animais, buscando "sugar" esta energia vital, que lhes dá a sensação "física", mesmo que por alguns breves instantes. É também o motivo de, desde tempos imemoriais, os desencarnados exigirem daqueles qhe lhes subordinam sacrifícios de criaturas "vivas"."

8)   Que elementos vitais se encontram no sangue dos animais?  O que quer dizer Alexandre com "...subtraindo-lhes as forças vitais, depois de lhes explorarem o corpo grosseiro..."?

      Em se tratando de um ser orgânico, os animais são animados pelo fluido vital, de que estão impregnados.  Como o local se tratava de um matadouro, era normal que nele houvesse grande quantidade de sangue dos animais abatidos, sangue esse que ainda se encontrava impregnado desse fluido vital.       Quando Alexandre diz que estavam subtraindo de Raul as forças vitais, significa que, tendo sua vida sido interrompida antes que a quota de fluido vital se esgotasse, face ao suicídio que interrompeu a vida física antes do tempo programado, o infeliz espírito ainda se encontrava impregnado do referido fluido, do que se aproveitavam aqueles espíritos de baixa evolução, ainda muito presos à vida material, embora fora delas, para lhe sugar essa força vital.  Para eles, era uma necessidade.

9)   O que quer dizer Alexandre quando afirma: "...O magnetismo do mal está igualmente cheio de poder..."?

      As forças do mal também têm seu poder, de que se utilizam principalmente contra espíritos que se encontram desorientados, aturdidos, como no caso em estudo.  O poder dessas forças, porém, é limitado e não tem como se opor ao de um espírito de ordem superior.  Vemos que, tão logo Alexandre injetou um influxo magnético em Raul, que o cercou de luz, os espíritos perseguidores logo perceberam sua presença e fugiram apressadamente, deixando-o aos cuidados do benfeitor.

10)  Pode aquele que cometeu atentado contra a própria vida ter uma assistência mais direta em menor tempo do que há  conhecimento de longo estágio em vales de sombra?  Como?  Por que?

       Após o ato do suicídio, a perturbação e a desorientação do espírito é enorme, bem maior do que ocorre nos casos de desencarnação natural.  Esse estágio em chamados vales de sombra, que são estados conscienciosos, é necessário, por não estar o espírito ainda preparado para conhecer a realidade.  Na maioria dos casos, sequer compreende que desencarnaram e se surpreendem vivos, embora tenham objetivado o fim da vida.  Quando André Luiz quis despertar Raul, Alexandre não permitiu, advertindo-o de que o despertamento se daria também para a dor, o que aumentaria seu sofrimento. Seriam necessárias algumas horas sob cuidados das equipes de socorro, para que aquele espírito recuperasse paulatinamente a razão, o equilíbrio.

Qualquer coisa que se lhe dissesse seria em vão,  pois ele não entenderia. Para tanto, Alexandre lhe aplicou passes magnéticos sobre a região cerebral, para auxiliá-lo a reequilibrar-se.

11)   Qual a motivação para as determinações de horas expostas por Alexandre?

        Era o tempo necessário para que o espírito se reequilibrasse, readquirindo a razão e a consciência que o levariam a compreender a situação.  Após aquelas horas previstas por Alexandre, permanecendo sob os cuidados da esquipe de socorro responsável pelo trabalho de assistência, Raul foi encontrado ainda com dores, porém mais calmo, já compreendendo sua nova situação, entendeu que não mais se encontra na vida carnal e já se  encontrava em condições de sustentar uma conversação esclarecedora, como nos relata André Luiz.

12)   Afinal, o que é intercessão?  Como ela se dá?  Basta um simples pedido feito?   Qual é o trabalho feito pelo serviço de intercessão?

       Por tudo que estudamos, de acordo com o relato de André Luiz, podemos definir a intercessão como um trabalho complexo, que consiste em assistência fraterna espiritual prestada, não só aos desencarnados, como também aos que ainda se encontram encarnados e que estão envolvidos na situação.  Como vimos, consiste em esclarecer e reequilibrar as forças do espírito desencarnado que se encontra sofrendo forte perturbação e sob influência de outros, perseguidores.  Objetiva tirá-lo da influência subjugadora daquelas forças, com aplicação de passe magnético. Abrange, também, o atendimento fraterno a encarnados, levando-os, igualmente, ao esclarecimento e à consolação pelo entendimento da situação, através do desmembramento do corpo físico pelo sono. Para obtê-lo, basta a fé e o pedido através da prece, como foi feito por Ester, com o auxílio de Etelvina.

        Esse trabalho se dá através de equipes formadas por espíritos já evoluídos, que se dedicam ao socorro espiritual dos necessitados.  Compõe-se de socorristas, doutrinadores e auxiliares de um modo geral, todos com o objetivo comum de servir, sempre tendo como farol os ensinamentos do Cristo, guia maior de todos.

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