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terça-feira, 31 de março de 2015

1-22
UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA
ÁREA DE ORIENTAÇÃO MEDIÚNICA
Dirigente Reunião Mediúnica
Apresentação
Para conhecer as coisas do mundo visível e descobrir os segredos da natureza material, outorgou Deus ao homem a vista corpórea, os sentidos e instrumentos especiais. Com o telescópio, ele mergulha o olhar nas profundezas do espaço, e, com o microscópio, descobriu o mundo dos infinitamente pequenos. Para penetrar no mundo invisível, deu-lhe a mediunidade.Allan Kardec: O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 28, item 9.
Este trabalho representa o esforço conjunto de dedicados coordenadores da mediunidade que, ao atuarem como representantes de suas federativas estaduais na reunião da Comissão Regional, demonstraram compromisso de colaborar com os elevados princípios de unificação do Movimento Espírita e da união dos espíritas.
Organização e Funcionamento da Reunião Mediúnica tem dupla finalidade: divulgar corretamente a Doutrina Espírita, na área da mediunidade, e definir um caminho seguro para os trabalhadores do grupo mediúnico.
Trata-se de uma contribuição modesta, ainda que não menos importante, sobretudo quando se considera a obra desenvolvida pelos Espíritos esclarecidos, missionários do Senhor, cujas ações representam fontes de bênçãos na atual reencarnação, por efeito da misericórdia divina.                                          
Marta Antunes Oliveira de Moura
FEB/CFN  Comissões Regionais
Área da Mediunidade - Coordenadora
 FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA
Conselho Federativo Nacional
Comissões Regionais
Organização e Funcionamento da Reunião Mediúnica Espírita
SUMÁRIO
 Assunto
1. Prefácio
 Responsabilidade Mediúnica
Histórico
2. Conceitos
3. As Reuniões Mediúnicas
4.1 Objetivos
4.2 Reuniões mediúnicas sérias: com Jesus e com Kardec
4.3 Prática mediúnica
5. A Equipe Mediúnica
5.1 Condições dos candidatos à pratica mediúnica
5.2 Condições dos integrantes da equipe mediúnica
6.  Atribuições dos Integrantes da Equipe Mediúnica
6.1 Orientações gerais aos participantes
6.2 Orientações ao dirigente da reunião mediúnica
6.3 Orientações ao esclarecedor (dialogador ou doutrinador)
6.4 Orientações ao médium ostensivo
6.5 Orientações aos integrantes da equipe de apoio (ou de sustentação)
7. Organização das Reuniões Mediúnicas
7.1 Admissão de participantes
7.2 Afastamento de participantes
7.3 Visitantes
8. Funcionamento das Reuniões Mediúnicas
8.1 Condições
8.2 Etapas da reunião mediúnica
9. Conclusão: Arquitetos Espirituais
10. Bibliografia
11. Colaboradores
ANEXOS
* A capacitação do trabalhador da Mediunidade                                          
* Qualidade da prática mediúnica                                                              
* A prática mediúnica espírita com Jesus e com Kardec                          
* Participantes desencarnados das reuniões mediúnicas                        
* Os Participantes encarnados do grupo mediúnico                                    
* O Centro Espírita e a desobsessão                                                          
* Programa de qualificação permanente do tarefeiro do grupo mediúnico                                                                      
1. Prefácio
Responsabilidade Mediúnica*
Manoel Philomeno de Miranda
Uma reunião mediúnica séria, à luz do Espiritismo, é constituída por um conjunto operacional de alta qualidade, em face dos objetivos superiores que se deseja alcançar.
Tratando-se de um empreendimento que se desenvolve no campo da energia, requisitos graves são exigidos, de forma que sejam conseguidas as realizações, passo a passo, até a etapa final.
Não se trata de uma atividade com características meramente transcendentais, mas de um labor que se fundamenta na ação da caridade, tendo-se em vista os Espíritos aos quais é direcionado.
Formada por um grupamento de pessoas responsáveis e conscientes do que deverão realizar, receberam preparação anterior, de modo a corresponderem aos misteres a que todos são convocados para exercer, no santificado lugar em que se programa a sua execução.
Deve compor-se de conhecedores da Doutrina Espírita e que exerçam a prática da caridade sob qualquer aspecto possível, de maneira a conduzirem créditos morais perante os Soberanos Códigos da Vida, assim atraindo as Entidades respeitáveis e preocupadas com o bem da Humanidade.
 Resultado de dois aglomerados de servidores lúcidos  desencarnados e reencarnados  que têm como responsabilidade primordial manter a harmonia de propósitos e de princípios, a fim de que os labores que programam sejam executados em perfeito equilíbrio.
Para ser alcançada essa sincronia, ambos os segmentos comprometem-se a atender os compromissos específicos que devem ser executados.
Aos Espíritos orientadores compete a organização do programa, desenhando as responsabilidades para os cooperadores reencarnados, ao tempo em que se encarregam de produzir a defesa do recinto, a seleção daqueles que se deverão comunicar, providenciando mecanismos de socorro para antes e depois dos atendimentos.
Confiando na equipe humana que assumiu a responsabilidade pela participação no trabalho de graves conseqüências, movimentam-se, desde às vésperas, estabelecendo os primeiros contatos psíquicos daqueles que se comunicarão com os médiuns que lhes servirão de instrumento, desenvolvendo afinidades vibratórias compatíveis com o grau de necessidade de que se encontram possuídos.
Encarregam-se de orientar aqueles que se comunicarão, auxiliando-os no entendimento do mecanismo mediúnico, para evitar choques e danos à aparelhagem delicada da mediunidade, tanto no que diz respeito às comunicações psicofônicas atormentadas quanto às psicográficas de conforto moral e de orientação.
Cuidam de vigiar os comunicantes, poupando os componentes da reunião de agressões e de distúrbios defluentes da agitação dos enfermos mentais e morais, bem como das distonias emocionais dos perversos que também são conduzidos ao atendimento.
Encarregam-se de orientar o critério das comunicações, estabelecendo de maneira prudente a sua ordem, para evitar tumulto durante o ministério de atendimento, assim como impedindo que o tempo seja malbaratado por inconseqüência do padecente desencarnado.
Nunca improvisam, porquanto todos os detalhes do labor são devidamente examinados antes, e quando algo ocorre que não estava previsto, existem alternativas providenciais que impedem os desequilíbrios no grupo.
Equipamentos especializados são distribuídos no recinto para utilização oportuna, enquanto preservam o pensamento elevado ao Altíssimo...
Concomitantemente, cabem aos membros reencarnados as responsabilidades e ações bem definidas, para que o conjunto se movimente em harmonia e as comunicações fluam com facilidade e equilíbrio. Todo o conjunto é resultado de interdependência, de um como do outro segmento, formando um todo harmônico.
Aos médiuns é imprescindível a serenidade interior, a fim de poderem captar os conteúdos das comunicações e as emoções dos convidados espirituais ao tratamento de que necessitam.
A mente equilibrada, as emoções sob controle, o silêncio íntimo, facultam o perfeito registro das mensagens de que são portadores, contribuindo eficazmente para a catarse das aflições dos seus agentes.