Pesquisar este blog

Páginas

segunda-feira, 30 de março de 2015

14 ==> OS OBSTÁCULOS À EVOLUÇAO II
Geese
Perante tal inércia, os Mensageiros da Providência, aos quais se confiou a tarefa de iluminação dos que estacionaram na sombra, promovem recursos para que se verifique o despertar
Caminho Verdade e Vida  Emmanuel, 150 - Aguilhões
Continuando a descrição iniciada no artigo anterior trataremos de:
A IDENTIFICAÇÃO corresponde a um estado em que toda a atenção do indivíduo dirige-se a um único evento ou coisa, excluindo todo o resto, inclusive a si mesmo. A influência desse estado é poderosa, fazendo com que sejamos governados pelos objetos e circunstâncias que nos cercam. Reconhecemos este estado em nós quando estamos fortemente atraídos ou repulsivos sem conseguir desligar nossa atenção ou nos desapegarmos do objeto, fato, crença ou pessoa com quem estamos nos relacionando.
Com maior ou menor frequência e intensidade, nos identificamos com o que cremos ou não, gostamos ou não, sentimos ser correto ou errado. Caracteriza este estado um comportamento fixo, unilateral, voltado ou atraído pelos estímulos externos.
Perdido no mundo externo, sem noção de sua verdadeira escala e sua situação relativa, o objeto assume forma exagerada, desproporcional e distorcida como se estivesse fora de foco.
No estado de identificação intensa, o indivíduo sentir-se-á igualmente miserável ante um evento sério como a perda do emprego em período de recessão ou a derrota do time de futebol. Pegar o próximo metrô passa a ser uma questão de vida ou morte. Defender uma posição política transforma-se em briga violenta. Outras formas podem não ser tão intensas, mas se manifestam de modo contínuo, como a identificação com lucros e perdas emocionais, sociais ou financeiras.
Nenhum pensamento ou ação são claros e lúcidos nesse estado, pois ante um objeto qualquer o indivíduo se anula, tornando-se ele mesmo o objeto, enquanto o objeto torna-se vivo com poderes de governá-lo. Como nos outros obstáculos, ocorre uma perda substancial de energia, exaurindo o indivíduo e deixando-o sem possibilidade de desenvolver suas potencialidades.
Fatores como sexo, família, dinheiro, bens materiais, prestígio e status social são áreas críticas que, em maior ou menor proporção, exercem forte apelo à identificação. Essas áreas geram um tipo de apego em que o indivíduo constrói sua identidade e se reconhece através dos objetos que possui ou controla.
Perdendo esse objeto sentirá como se uma parte dele fosse perdida. Competições esportivas, ideias religiosas, filosóficas ou políticas podem se transformar em fonte inesgotável de identificação.
Uma identificação importante é a consideração interna, ou seja, a identificação com pessoas. Neste estado o indivíduo coloca-se no centro de todos os acontecimentos. A preocupação com o que os outros pensam ou não dele é constante, gerando grande perda de sua energia e cujo estado de sofrimento é totalmente inútil. Sofre por não se lembrarem do seu aniversário, por suspeitar que pensam mal dele, por não receber a devida atenção ou por não ter promoção no emprego.
Como consequência, deixa de falar o que pensa ou de fazer o que acha que deve ser feito, em função de uma autocensura sempre motivada pelo que o outro pensaria a respeito. Em muitas ocasiões esta consideração interna ocorre ante pessoas a quem se considera importantes ou com status social superior. Agindo como se fosse o centro do Universo, não se dá conta de que dificilmente os outros, com quem se preocupa tanto, não têm tempo a perder prestando atenção nele.
Só se escapa da identificação separando-se da atração irresistível do objeto e introduzindo-se um processo de auto-observação.
Tal processo permite dimensionar o objeto em sua real perspectiva, tornando-se base para o conhecimento de um nível mais objetivo da realidade.
O modo mais eficaz de combate a esta consideração interna é a consideração externa. Ou seja, a prática de considerar a relação com o outro de um ponto de vista que coloca igual importância no outro e em si. Ao contrário de recusar estar presente às circunstâncias do momento, a consideração externa exige estar presente no sentido de entender o ponto de vista do outro e posicionar-se como pessoa no que for possível. É uma posição que aceita as próprias limitações; não se preocupa com o que o outro pensa ou diz.
No próximo artigo trataremos sobre o obstáculo As Emoções Negativas.

 O TREVO - JULHO 2010
ESCOLA DE APRENDIZES