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terça-feira, 29 de setembro de 2015

C B - Aula 15 - Ação E Reação(1) 2

C B - Aula 15 - Ação E Reação(1) 2

15 - LEI DE AÇÃO E REAÇÃO

OBJETIVO DA AULA

Fazer com que os alunos tenham noção desta Lei, mostrando fatos das nossas vidas e exemplos claros de situações do mundo.

Demonstrar como se processa esta lei e propiciar então uma aula participativa e dinâmica.

Normalmente as duvidas são muitas, o que torna necessária esta abertura.

REFLEXÃO

Com a medida com que medirdes, sereis medidos

BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL

O Evangelho Segundo o Espiritismo  (Allan Kardec) Capitulo
O Livro dos Espíritos  (Allan Kardec) Parte III - Questões
Entendendo o Espiritismo - Diversos 15

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

Ação E Reação (André Luiz / F C Xavier)  .
Respondendo e Esclarecendo - (Edgard Armond)  35 - 52
Iniciação Espírita - (Diversos) 5ª Edição Editora Aliança .
Espiritismo e a Próxima Renovação  (Edgard Armond) IV  5 e 7
Enquanto é Tempo - (Edgard Armond)  44  45 – 47

EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
CAPITULO V - ITENS 6 À 10

Causas Anteriores Das Aflições
6. Mas, se há males dos quais o homem é a causa primeira nesta vida, há outros, pelo menos na aparência, que lhe são completamente estranhos, e que parecem atingi-lo como por fatalidade. Tal é, por exemplo, a perda de seres queridos e a de arrimos de família; tais são, ainda, os acidentes que nenhuma providência poderia impedir; os reveses de fortuna que frustram todas as medidas de prudência; os flagelos naturais e as enfermidades de nascimento, sobretudo aquelas que tiram aos infelizes os meios de ganhar sua vida pelo trabalho, como as deformidades, a idiotia, o cretinismo, etc.
Aqueles que nascem em semelhantes condições, seguramente, nada fizeram nesta vida para merecer uma sorte tão triste, sem compensação, que não podiam evitar, impotentes para mudarem por si mesmos, e que os coloca à mercê da comiseração pública. Por que, pois, seres tão infelizes, ao passo que ao seu lado, sob o mesmo teto, na mesma família, outros são favorecidos sob todos os aspectos?
Que dizer, enfim, dessas crianças que morrem em tenra idade e não conheceram da vida senão o sofrimento? Problemas que nenhuma filosofia pôde ainda resolver, anomalias que nenhuma religião pôde justificar, e que seriam a negação da bondade, da justiça e da providência de Deus, na hipótese de ser a alma criada ao mesmo tempo que o corpo, e sua sorte estar irrevogavelmente fixada após uma estada de alguns instantes na Terra. Que fizeram, essas almas que acabam de sair das mãos do Criador, para suportar tantas misérias neste mundo, e merecer, no futuro, uma recompensa, ou uma punição qualquer, quando não puderam fazer nem o bem nem o mal?
Entretanto, em virtude do axioma de que todo efeito tem uma causa, essas misérias são efeitos que devem ter uma causa e, desde que se admita um Deus justo, essa causa deve ser justa. Ora, a causa precedendo sempre o efeito, uma vez que não está na vida atual, deve ser anterior a ela, quer dizer, pertencer a uma existência precedente. Por outro lado, Deus não podendo punir pelo bem que se fez, nem pelo mal que não se fez, se somos punidos, é porque fizemos o mal; se não fizemos o mal nesta vida, o fizemos numa outra. É uma alternativa da qual é impossível escapar, e na qual a lógica diz de que lado está a justiça de Deus.
O homem, pois, não é sempre punido, ou completamente punido na sua existência presente, mas não escapa jamais às consequências de suas faltas. A prosperidade do mau não é senão momentânea, e se ele não expia hoje, expiará amanhã, ao passo que aquele que sofre, está expiando seu passado. A infelicidade que, à primeira vista, parece imerecida tem, pois, sua razão de ser, e aquele que sofre pode sempre dizer: "Perdoai-me, Senhor, porque pequei."
7. Os sofrimentos por causas anteriores são, frequentemente, como os das faltas atuais, a consequência natural da falta cometida; quer dizer, por uma justiça distributiva rigorosa, o homem suporta o que fez os outros suportarem; se foi duro e desumano, ele poderá ser, a seu turno, tratado duramente e com desumanidade; se foi orgulhoso, poderá nascer em uma condição humilhante; se foi avarento, egoísta, ou se fez mau uso da sua fortuna, poderá ser privado do necessário; se foi mau filho, poderá sofrer com os próprios filhos, etc.
Assim se explicam, pela pluralidade das existências, e pela destinação da Terra como mundo expiatório, as anomalias que apresenta a repartição da felicidade e da infelicidade entre os bons e os maus neste mundo. Essa anomalia não existe em aparência senão porque considerada sob o ponto de vista presente; mas se se eleva, pelo pensamento, de maneira a abranger uma série de existências, ver-se-á que cada um recebe a parte que merece, sem prejuízo da que lhe é dada no mundo dos Espíritos, e que a justiça de Deus jamais é interrompida.
O homem não deve jamais perder de vista que está sobre um mundo inferior, onde não é mantido senão pelas suas imperfeições. A cada vicissitude, deve dizer-se que se pertencesse a um mundo mais elevado, isso não ocorreria, e que depende dele não mais retornar a este mundo, trabalhando pelo seu aperfeiçoamento.
8. As tribulações da vida podem ser impostas aos Espíritos endurecidos, ou muito ignorantes para fazerem uma escolha com conhecimento de causa, mas são livremente escolhidas e aceitas pelos Espíritos arrependidos, que querem reparar o mal que fizeram e tentar fazer melhor. Tal é aquele que, tendo feito mal sua tarefa, pede para recomeçá-la a fim de não perder o benefício do seu trabalho. Essas tribulações, pois, são, ao mesmo tempo, expiações pelo passado que elas punem e provas para o futuro, que elas preparam. Rendamos graças a Deus que, na sua bondade, concede ao homem a faculdade da reparação e não o condena irrevogavelmente pela primeira falta.
9. Entretanto, não seria preciso crer que todo sofrimento suportado neste mundo seja, necessariamente, o indício de uma falta determinada; são, frequentemente, simples provas escolhidas pelo Espírito para acabar sua depuração e apressar seu adiantamento. Assim, a expiação serve sempre de prova, mas a prova não é sempre uma expiação; mas provas ou expiações, são sempre sinais de uma inferioridade relativa, porque o que é perfeito não tem mais necessidade de ser provado. Um Espírito pode, pois, ter adquirido um certo grau de elevação, mas, querendo avançar ainda, solicita uma missão, uma tarefa a cumprir, da qual será tanto mais recompensado se sai vitorioso, quanto a luta tenha sido mais penosa. Tais são, mais especialmente, essas pessoas de instintos naturalmente bons, de alma elevada, de nobres sentimentos inatos que parecem não ter trazido nada de mau de sua precedente existência, e que suportam, com uma resignação toda cristã, as maiores dores, pedindo a Deus para as suportar sem lamentações. Podem-se, ao contrário, considerar como expiações as aflições que excitam as queixas e compelem o homem à revolta contra Deus.
O sofrimento que não excita lamentações pode, sem dúvida, ser uma expiação, mas é o indício de que ele foi antes escolhido voluntariamente do que imposto, e a prova de uma forte resolução, o que é um sinal de progresso.

10. Os Espíritos não podem aspirar à felicidade perfeita senão quando são puros; toda mancha lhes interdita a entrada nos mundos felizes. Tais são os passageiros de um navio atingido pela peste, aos quais a entrada de uma cidade é interditada até que estejam purificados. É nas suas diversas existências corporais que os Espíritos se despojam, pouco a pouco, de suas imperfeições. As provas da vida adiantam, quando bem suportadas; como expiações, elas apagam as faltas e purificam; é o remédio que limpa a chaga e cura o enfermo; quanto mais grave é o mal, mais o remédio deve ser enérgico. Aquele, pois, que sofre muito, deve dizer-se que tem muito a expiar, e se regozijar de ser logo curado; depende dele, pela sua resignação, tornar esse sofrimento proveitoso, e de não perder-lhe os frutos pelas lamentações, sem o que estaria por recomeçar.