Pesquisar este blog

Páginas

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

(Espiritismo) - 13ª Parte A Providência Divina

(Espiritismo) - 13ª Parte

A Providência Divina

Apresentamos nesta edição o tema no 13 do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, que está sendo aqui apresentado, de acordo com programa elaborado pela Federação Espírita Brasileira, estruturado em seis módulos e 147 temas.

Se o leitor utilizar este programa para estudo em grupo, sugerimos que as questões propostas sejam debatidas livremente antes da leitura do texto que a elas se segue. Se destinado somente a uso por parte do leitor, pedimos que o interessado tente inicialmente responder às questões e só depois leia o texto referido. As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final da lição.

Questões para debate

1. Que é providência? Considerando o sentido correto desse vocábulo, como podemos conceituar a Providência Divina?

2. Mencione algumas decisões tomadas pelo Criador que podemos enquadrar na ação providencial de nosso Pai Eterno.

3. Quando é que, segundo o Espiritismo, o homem se torna realmente infeliz?

4. Por que Deus outorgou à criatura humana, mas não aos animais, a faculdade do livre-arbítrio?

5. Em relação ao planeta Terra, a Providência Divina manifestou-se ainda uma vez quando Ele tomou uma decisão que nos diz respeito de perto. Que ação providencial foi essa?

Texto para leitura

A ação providencial de Deus

1. Providência é, neste mundo, tudo o que se faz dispondo as coisas de modo que se realizem objetivos de ordem e harmonia, buscando o bem e a felicidade das pessoas.

2. Deus, em relação às suas criaturas, é a própria Providência na sua mais alta expressão, infinitamente acima de todas as possibilidades humanas. A Providência Divina manifesta-se em todas as coisas, está imanente no Universo e se exerce através de leis admiráveis e sábias.

3. A Providência é a solicitude de Deus para com as suas criaturas. Ele está em toda parte, tudo vê, a tudo preside, mesmo às coisas mínimas. É nisto que consiste a ação providencial.

4. Para o incrédulo é difícil conceber a ação providencial de Deus nos menores atos e menores pensamentos de cada indivíduo. O incrédulo admite a ação de Deus sobre as leis gerais do Universo, a que todas as criaturas se acham submetidas, mas não admite sua intervenção direta nos pormenores mais ínfimos. É que ele não sabe que, para estender a sua solicitude a todas as criaturas, Deus não precisa lançar o olhar do alto da imensidade. Nossas preces, para que Ele as ouça, não necessitam transpor o espaço, nem ser ditas com voz retumbante, porque nossos pensamentos repercutem n’Ele.

Providência e livre-arbítrio

5. É por causa de sua inferioridade que o homem não consegue compreender como age o Pai Eterno. A criatura O imagina à sua semelhança, nele adorando a imagem, a figura, e não o pensamento. Para a maioria das pessoas, Deus é um soberano poderoso, sentado num trono inacessível e perdido na imensidade dos céus. Possuindo percepções ainda restritas, ele não compreende que Deus possa e se digne de intervir em qualquer assunto, tanto nas maiores quanto nas pequeninas coisas.

6. Tudo foi disposto pelo amor do Pai para o bem de seus filhos, desde as mais elementares providências para a manutenção da vida orgânica e a perpetuação da espécie, até a outorga ao homem da faculdade do livre-arbítrio, que dá ao indivíduo o mérito da conquista consciente da felicidade pela prática voluntária do bem e a livre busca da verdade.

7. Deus tudo fez e tudo faz para o bem de suas criaturas. Imprimiu-lhes na consciência as leis morais de trabalho, reprodução, conservação e destruição, como também a lei de sociedade, com base na qual se organizam as famílias e as comunidades, em cujo seio eles cumprem deveres, ligados às citadas leis e ainda às leis de progresso, igualdade, liberdade, justiça, amor e caridade em seu mais justo e elevado sentido.

Causas da infelicidade do homem

8. Deus propicia desse modo ao homem construir a própria felicidade pela livre observância dessas leis e o cumprimento dos deveres correspondentes, e ele só se torna infeliz quando os descumpre ou com elas se desarmoniza. Ao livre-arbítrio de que foi dotado corresponde, no entanto, a responsabilidade por seus atos, razão por que deve arcar com todas as conseqüências deles decorrentes.

9. Por causa disso, aparentemente se opõem a Providência Divina e o livre-arbítrio humano. Mas isto se dá apenas aparentemente. É que Deus lhe concede a liberdade de agir para que ele acrescente à sua felicidade o mérito da iniciativa e a espontaneidade na busca do próprio bem. O Pai Eterno a tudo provê, disso não há dúvida, mas não quer inativa a criatura humana, passivamente à espera da graça divina, e sim que ela mesma busque, mediante perseverantes esforços, a felicidade e o progresso com que todos sonhamos.

10. Pelo uso do livre-arbítrio, a alma fixa seu próprio destino e prepara as suas alegrias ou sofrimentos; mas jamais, no curso de sua marcha evolutiva, lhe será negado o socorro divino sempre que dele necessitar.

11. A alma foi criada para a felicidade, mas para poder apreciar essa felicidade, para conhecer-lhe o justo valor, deve conquistá-la por si mesma, desenvolvendo as potências encerradas em seu íntimo, certa de que a liberdade de ação e sua responsabilidade aumentam com a própria elevação.

O guia a quem Deus nos confiou

12. A Providência é, assim, o Espírito Superior, o anjo velando sobre o infortúnio, o consolador invisível, cujas inspirações reaquecem o coração gelado pelo desespero e cujos fluidos vivificantes sustentam o viajor prostrado pela fadiga. A Providência é, por fim, e principalmente, o amor divino derramando a flux sobre seus filhos.

13. A Providência Divina, em relação à humanidade terrena, manifestou-se ainda quando Deus nos confiou a Jesus, como discípulos confiados a um Mestre e como ovelhas a um pastor.

14. Com que solicitude e paciência ele nos vem, desde então, ensinando e conduzindo, através de séculos e milênios! O homem pode ter certeza, pois, de que em momento algum se encontra desamparado ou entregue à própria sorte, porque o mundo em que vivemos, graças à bondade e à providência de Deus, tem no seu leme aquele que a Doutrina Espírita considera modelo e guia da Humanidade: Jesus.

Respostas às questões propostas

1. Que é providência? Considerando o sentido correto desse vocábulo, como podemos conceituar a Providência Divina? R.: Providência é, neste mundo, tudo o que se faz dispondo as coisas de modo que se realizem objetivos de ordem e harmonia, buscando o bem e a felicidade das pessoas. Deus, em relação às suas criaturas, é a própria Providência na sua mais alta expressão, infinitamente acima de todas as possibilidades humanas, e se manifesta em todas as coisas por meio de leis admiráveis e sábias. A Providência Divina é, portanto, a solicitude de Deus para com as suas criaturas, porque Ele está em toda parte, tudo vê, a tudo preside. É nisto que consiste a ação providencial.

2. Mencione algumas decisões tomadas pelo Criador que podemos enquadrar na ação providencial de nosso Pai Eterno. R.: Tudo o que Deus dispôs em relação a nós tem por objetivo o bem de seus filhos, desde as mais elementares providências para a manutenção da vida orgânica e a perpetuação da espécie, até a outorga ao homem da faculdade do livre-arbítrio, que dá ao indivíduo o mérito da conquista consciente da felicidade pela prática voluntária do bem e a livre busca da verdade. Para isso, imprimiu-lhes na consciência as leis morais de trabalho, reprodução, conservação e destruição, como também a lei de sociedade, com base na qual se organizam as famílias e as comunidades, em cujo seio eles cumprem deveres, ligados às citadas leis e ainda às leis de progresso, igualdade, liberdade, justiça, amor e caridade em seu mais justo e elevado sentido.

3. Quando é que, segundo o Espiritismo, o homem se torna realmente infeliz? R.: Deus propiciou ao homem construir a própria felicidade pela livre observância das leis que Ele estabeleceu e pelo cumprimento dos deveres correspondentes. O homem só se torna infeliz quando os descumpre ou com elas se desarmoniza. Ao livre-arbítrio de que foi dotado pelo Criador corresponde, assim, a responsabilidade pelos seus atos, razão pela qual deve arcar com todas as conseqüências que deles decorrerem.

4. Por que Deus outorgou à criatura humana, mas não aos animais, a faculdade do livre-arbítrio? R.: Deus concedeu ao Espírito humano a liberdade de agir para que ele acrescente à sua felicidade o mérito da iniciativa e a espontaneidade na busca do próprio bem. O Pai Eterno a tudo provê, disso não há dúvida, mas não quer inativa a criatura, à espera passivamente da graça divina, e sim que ela mesma busque, mediante perseverantes esforços, a felicidade e o progresso com que todos sonhamos. Desse modo, pelo uso do livre-arbítrio, o indivíduo fixa seu próprio destino e prepara suas alegrias ou sofrimentos.

5. Em relação ao planeta Terra, a Providência Divina manifestou-se ainda uma vez quando Ele tomou uma decisão que nos diz respeito de perto. Que ação providencial foi essa? R.: Essa ação providencial consistiu em nos haver confiado a Jesus, como discípulos confiados a um Mestre ou como ovelhas a um pastor. Com que solicitude e paciência ele nos vem, desde então, ensinando e conduzindo, através de séculos e milênios!

Bibliografia:

"A Gênese", itens 20 a 24.


"Depois da Morte", de Léon Denis, págs. 243 e 244.