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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

 14  recordação das existencias anteriores

LEI DE CAUSA E EFEITO
Encetando, pois, a sua iniciação no plano espiritual, de consciência desperta e responsável, o homem começa a penetrar na essência da lei de causa e efeito, encontrando em si mesmo os resultados enobrecedores ou deprimentes das próprias ações.
Quando dilacerado e desditoso, grita a própria aflição, ao longo dos largos continentes do Espaço Cósmico, reunindo-se a outros culpados do mesmo jaez, com os quais permuta os quadros inquietantes da imaginação em desvario, tecendo, com o plasma sutil do pensamento contínuo e atormentado, as telas infernais em que as conseqüências de suas faltas se desenvolvem, mediante as profundas e estranhas fecundações de loucura e sofrimento que antecedem as reencarnações reparadoras; (Ver: Sofrimento espiritual) contudo, é também aí que começa, sobrepairando o inferno e o purgatório do remorso e da crueldade, da rebelião e da delinqüência, o sublime apostolado dos seres que se colocam em harmonia com as Leis Divinas, almas elevadas e heróicas que, em se agrupando intimamente, tocadas de compaixão pelos laços que deixaram no mundo físico, iniciam, com a inspiração das Potências Angélicas, o serviço de abnegação e renúncia, com que a glória e a divindade do amor edificam o império do Sumo Bem, no chamado Céu, de onde vertem mais ampla luz sobre a noite dos homens. - André Luiz - Pedro Leopoldo-MG, 19 de Março de 1958
 A LEI DE CAUSA E EFEITO
Tudo o que fizermos ao próximo, de bem ou mal, retornará para nós. É a chamada Lei de Ação e Reação, plantio e colheita. Tem um exemplo na Lei da Física, explicada por Newton, onde toda ação tem uma reação contrária, de mesma intensidade e sentido oposto.
Nosso mundo é de segunda categoria, classificado como de Provas e Expiações.
As expiações são a colheita nesta ou nas próximas existências do erro que tenhamos praticado em outras vidas. Não é um castigo, pois Deus não castiga. É sim a oportunidade de compreendermos nossos atos indevidos, sofrendo em nós mesmos o que fizemos outro sofrer. Com isso, nosso espírito absorve a experiência, a terá a tendência de não mais  praticá-lo.
Jesus fala da Expiação na passagem onde ocorre sua prisão, que está em Mateus, XXVI; 52.
Então, disse Jesus a Pedro: Mete no seu lugar a tua espada: porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão.
Nesta passagem, o apóstolo Pedro tentava defender Jesus, ameaçando um guarda com uma espada. E até neste difícil momento, Jesus aproveitou para nos ensinar o quanto devemos pensar antes de agir. Caso contrário, não poderemos reclamar do que nos espera no futuro.
As provas são as situações que ocorrem em nossa vida para ajudar-nos a desenvolvermos a paciência, a inteligência, a humildade e a perseverança. Não têm nada a ver com atos cometidos em outras vidas. Deus as coloca em nosso caminho com o intuito de nos incentivar no desenvolvimento de nossos sentimentos e habilidades, fazendo-nos ter jogo de cintura e sensatez frente aos percalços da vida.
Com esta compreensão, no próximo tópico vamos entender sobre "O Perispírito e o Fluido Universal"
 SERMÃO DA MONTANHA
No sermão da Montanha, disse Jesus:
"Bem- Aventurados os que choram; porque serão consolados.
Bem- Aventurados os que tem fome e sede de justiça; porque eles serão fartos.
Bem- Aventurados os que padecem perseguição por amor de justiça; porque deles é o reino dos Céus." (Mateus, V:5, 6 e 10)
E, levantando ele os olhos para seus discípulos, dizia:
"Bem-aventurados vós os pobres, porque vosso é o Reino de Deus.
Bem-aventurados os que agoira tendes fome, porque vós sereis fartos." (Lucas, VI: 20 e 21)
"Mas ai de vós os que sois ricos, porque tendes a vossa consolação.
Ai de vós os que estais fartos, porque vireis a ter fome.
Ai de vós que agoira rides, porque gemereis e chorareis." (Lucas VI, 24 e 25)
 JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES SEGUNDO ALLAN KARDEC
A compensação prometida por Jesus aos aflitos, não poderá ter lugar, senão na vida futura. ((Espiritualidade) Sem a certeza do porvir, tais máximas não teriam sentido.
Então porque sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria e outros na opulência? Por que uns nada sai bem enquanto que para outros tudo lhes parece sorrir?
É muito incompreensível ver os bens e os males desigualmente distribuídos. Ver que homens virtuosos sofrem ao lado de maus que prosperam? Entretanto, desde que se admite Deus como bondade, justiça e amor, não pode agir caprichoso, nem parcialmente. As vicissitudes da vida tem, pois, uma causa; e desde que deus é justo, a causa também deverá sê-lo. Disto, todos devem se compenetrar.
CAUSAS ATUAIS DAS AFLIÇÕES.
As vicissitudes da vida são de duas ordens ou, se quiser, tem duas origens bem diferentes e que convém distinguir: umas tem a causa na vida presente; outras, fora desta vida. Muitos males são conseqüência natural do caráter e da conduta daqueles que os sofrem.
Quantas pessoas são vitimas de sua imprevisão de seu orgulho e de sua ambição. Quantos arruinados por falta de ordem, de perseverança, por mau proceder , ou por não terem sabido limitar seus desejos. Quantas uniões infelizes, porque baseadas apenas no cálculo frio, no interesse ou na vaidade, nas quais não entrou o coração. Quantas divergências seriam evitadas, com mais moderação e menos susceptibilidade. Quantas enfermidades de toda sorte, quantos pais desgraçados pêlos filhos porque não combateram as más tendências do espírito na sua infância. Pôr debilidade ou por indiferença deixaram que neles se desenvolvessem os germes do orgulho, do egoísmo e da torpe vaidade que secam o coração e, mais tarde, colhendo o que semearam admiram-se e afligem-se de sua falta de deferência e de sua ingratidão.
Interroguem friamente a consciência e verão que quase sempre é possível dizer: Se eu tivesse feito tal coisa não me encontraria em tal posição. A quem devem culpar senão a si mesmos? Assim é que na maioria dos casos, o homem é o autor de seus próprios infortúnios.
O homem os evitará quando trabalhar para o seu melhoramento moral, tanto quanto para o intelectual.
Não há uma só falta, por mais leve que seja, uma única infração a lei Divina, que não tenha conseqüência forçosas e inevitáveis. Mais ou menos desagradáveis. Daí se segue que tanto nas pequenas com nas grandes coisas, é sempre o homem castigado onde pecou. Os sofrimentos que são a conseqüência, o advertem de que agiu mal, serve-lhe de experiência, fazendo-o sentir a diferença entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar , a fim de evitar para o futuro aquilo que foi a causa de pesares.
Algumas vezes, entretanto, a experiência vem um pouco tarde, quando a vida está gasta e perturbada, as forças debilitadas e o mal sem remédio. Então o homem exclama: se no começo da vida eu tivesse sabido o que agoira sei, quantos passos falsos, teria evitado! Assim como o operário preguiçoso que diz: " Perdi o meu dia" também diz: " Perdi minha vida"
Mas assim como para o operário nasce o Sol no dia seguinte e recomeça uma nova jornada, que lhe permite a recuperação do tempo perdido, Também para ele, depois da noite da sepultura, resplandecerá o Sol de uma nova vida na qual poderá aproveitar a experiência do passado e suas boas resoluções para o futuro.