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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

COEM II - Sociedade Espírita Obreiros do Bem 14 PERISPÍRITO

COEM II- SEOB
COEM II - Sociedade Espírita Obreiros do Bem 14 PERISPÍRITO

UNIDADE TEÓRICA 14

PERISPÍRITO

1. Histórico: Kardec provando a constituição ternária do homem, admitiu a existência de um mediador entre o corpo e a alma. Envolvendo o gérmen do fruto há o perisperma; por comparação criou o codificador do espiritismo criou o termo perispírito para definir o envoltório fluídico, semi-material, que envolve o Espírito, estruturando um corpo para este.

2. Natureza do perispírito: O perispírito ou corpo fluídico é um dos mais importantes produtos do Fluido Cósmico universal; é uma condensação desse fluido em torno de um foco de inteligência ou alma. O corpo físico também tem origem no FCU condensado e transformado em matéria tangível. No perispírito a transformação molecular se opera de forma diferente, porquanto o fluido conserva sua imponderabilidade e suas qualidades etéreas. O corpo perispirítico e o corpo físico têm pois, origem no mesmo elemento primitivo; ambos são matéria, ainda que em estados diferentes (A Gênese, cap. XIV, item 7).

3. Formação do perispírito: Cada mundo tem o seu ambiente fluídico peculiar e é deste que o Espírito retira os elementos para a formação de seu perispírito, que varia, pois, conforme o mundo em que ele se encarna.
Por outro lado, a constituição do perispírito está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito. Assim, nos Espíritos inferiores, embora se mantenha etéreo e imponderável se comparado à matéria tangível, ele é por demais pesado  a tal ponto grosseiro que alguns Espíritos chegam a confundi-lo com o corpo físico, razão pela qual continuam a crer-se vivos. Esses Espíritos continuam próximos aos encarnados, julgando-se entregues às suas ocupações entre eles, dado o seu grau de inferioridade, não podem mudar de envoltório à vontade e não podem portanto, passar de um mundo para outro quando desejarem.
Como todos os mundos, a Terra tem sua atmosfera fluídica própria. Esta não écontudo homogênea. Assim, ao retirar desse meio o seu perispírito, os Espíritos que aqui encarnam atraem para si as partes mais puras ou mais grosseiras, conforme o grau de evolução moral de cada um.
Resulta disso que a constituição íntima do perispírito não é idêntica em todos os Espíritos encarnados ou desencarnados que povoam a terra ou o espaço que a circunda.
Assim o perispírito modifica-se com o progresso moral que realiza em cada encarnação, embora ele encarne no mesmo meio; que os Espíritos superiores, encarnando excepcionalmente em uma missão, num mundo inferior, têm perispírito menos grosseiro que os naturais desse mundo (A Gênese, cap. XIV, item 8, 9 e 10).

4. Propriedades e Funções do Perispírito:

4.1 Expansão Suscetibilidade à ação sobre o corpo físico - o perispírito não se acha encerrado nos limites do corpo como numa caixa. Por sua natureza fluídica ele éexpansível, irradia para o exterior e forma em torno do corpo uma espécie de atmosfera, que o pensamento e a força de vontade podem dilatar mais ou menos (Obras Póstumas, Manifestações... item 1 1). Assim ao mesmo tempo em que pela união íntima com o corpo desempenha preponderante papel no organismo, pela sua expansão o perispírito põe o Espírito encarnado em relação direta com os Espíritos livres e ainda com outros Espíritos encarnados.
Sabemos, também, que como acontece com os pensamentos dos Espíritos, o pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais. Assim como estes se modificam pela projeção dos pensamentos do Espíritos, o perispírito, que é parte constituinte do seu ser e que recebe de modo mais direto e permanente a impressão de seus pensamentos, há ainda mais de guardar suas qualidades boas ou más.
Além disso, sendo o perispírito de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta quanto, por sua expansão e sua irradiação, o perispírito com eles se confundem.
Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este reage sobre o organismo material com que se acha em contato molecular. Se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar, se são maus, a impressão é penosa. Se permanentes, energéticos, os eflúvios podem causar desordens físicas; não é outra a acusa das enfermidades (A Gênese, cap. XIV, item 18).

4.2 Manifestações visuais  Por sua natureza e em seu estado normal, o perispírito é invisível e tem isto de comum com uma imensidade de fluidos que sabemos existir, sem que, entretanto, jamais os tenhamos visto. Mas, também, do mesmo modo que alguns desses fluidos podem sofrer modificações que os tomem perceptíveis à vista, quer por meio de uma espécie de condensação, quer por meio de uma mudança de disposição das moléculas. aparecendo-nos, então, sob uma forma vaporosa.
A condensação (não literalmente, mas por falta de opção para descrever o fenômeno), pode ser tal que o perispírito adquira propriedades de um corpo sólido, tangível, conservado porém, a possibilidade de retornar instantaneamente a seu estado etéreo e invisível.

4.2.1 Aparições: Os diferentes estados do perispírito resultam da vontade do Espírito e não de uma causa física exterior, como se dá com os nossos gases. Quando o Espírito nos aparece, é que pôs seu perispírito em estado próprio a torná-lo visível. Mas, para isto não basta a sua vontade, porquanto a modificação do perispírito se opera mediante sua combinação com o fluido peculiar do médium. Ora, esta combinação nem sempre é possível, o que explica não ser generalizada a visibilidade dos Espíritos. Assim, não basta que o Espíritos queiram mostrar-se; não basta. tampouco, que uma pessoa queira vê-lo; é necessário que os dois fluidos possam combinar-se, que entre eles haja uma espécie de afinidade, e também, porventura, que a emissão do fluido da pessoa seja suficientemente abundante para operar a transformação do perispírito e, provavelmente, que se verifiquem ainda outras condições que desconhecemos. E necessário, enfim, que o Espírito tenha permissão de se fazer visível a tal pessoa, o que nem sempre lhe é concedido, ou só o é em certas circunstâncias por motivos que não podemos apreciar. (Livro dos Médiuns - Cap. VI, item 105).

4.3 Bicorporiedade e transfiguração  São variedades do fenômeno das manifestações visuais. O Espírito, quer encarnado ou não, traz sempre o envoltório semi-material que pelas causas que já tratamos pode se tornar visível e tangível. (ldem -Cap. Vil, iteml 14).
Isolado do corpo o Espírito de um vivo pode, como de um morto, mostrar-se com todas as aparências da realidade, adquirindo também tangibilidade. Esse fenômeno é conhecido por bicorporiedade, foi o que deu azo às histórias de indivíduos que estavam em dois lugares ao mesmo tempo.
A transfiguração, em certos casos pode originar-se de uma simples contração muscular, capaz de dar à fisionomia expressão muito diferente da habitual, a ponto de tornar-se quase irreconhecível a pessoa. No fenômeno que nos ocupamos a teoria do perispírito nos vai esclarecer. Está admitido que o Espírito pode dar ao perispírito toda as aparência; que mediante uma modificação na estrutura da matéria pode dar-lhe visibilidade, tangibilidade e, conseqüentemente opacidade. Admite-se, ainda, que O perispírito de. uma pessoa encarnada, isolada do corpo, é passível dessas transformações através da combinação de fluidos.
Figuremos agora o perispírito, de um encarnado, não isolado, mas irradiando-se em volta do corpo, de maneira a envolvê-lo numa espécie de vapor. Nesse estado, passível se torna das mesmas modificações de que o seria, se o corpo estivesse separado. Perdendo a sua transparência o corpo pode desaparecer, ficando velado, como se mergulhado numa bruma. Poderá então o perispírito mudar de aspecto, fazer-se brilhante, se tal for a vontade do Espírito e se este dispuser de poder para tanto.
Um outro espírito, combinando seus fluidos com os do primeiro, poderá a essa combinação de perispírito, imprimir a aparência que lhe é própria, de tal sorte, que o corpo real desapareça sob um envoltório fluídico exterior, cuja aparência pode variar àvontade do Espírito. Esta parece ser a verdadeira causa do estranho e raro fenômeno da transfiguração (Idem, item 123)

4.4. Penetrabilidade  outra propriedade do perispírito inerente à sua natureza éa penetrabilidade. Matéria nenhuma lhe opõe obstáculo; ele atravessa todas como luz atravessa corpos transparentes. Daí vem não haver obstáculo capaz de impedir a entrada dos Espíritos. Eles visitam o prisioneiro no calabouço, com a mesma facilidade que visitam uma pessoa em pleno campo (ldem - Cap. VI, n o 106).

4.5. Perispírito e comunicação mediúnica  Um Espírito só consegue se manifestar em nosso meio através da combinação de seus fluidos perispiríticos com os fluidos do médium, que passam a formar uma espécie de atmosfera fluídico-espiritual, comum às suas individualidades, atmosfera essa (avorável à transmissão de pensamentos. Esta se faz assim de Espírito para alma e, se exterioriza ao corpo o conteúdo desse pensamento pelos diferentes tipos de faculdades mediúnicas (psicofonia, psicografia...)

4.6. Alteração transitória da forma do perispírito  Enquanto em planos espirituais mais próximos os Espíritos conservam a forma perispiritual humana. André Luiz apresenta-nos, no entanto casos de perda ou modificação dessa forma, com efeito de viciação da mente do próprio Espírito ou da submissão deste às ações magnéticas de Espíritos inferiores altamente inteligentes.
Essas modificações, que levam o perispírito a assumir, temporariamente formas exóticas ou a perder, provisoriamente, sua forma definida são possíveis em virtude da extrema plasticidade desse envoltório fluídico e de sua suscetibilidade à ação mental. Os casos apresentados são, sempre, deformidades resultantes do envolvimento no mal, da transgressão da Lei e, por isso mesmo, se corrigem através da modificação moral do próprio Espírito, com o concurso de Espíritos superiores.

5. União do princípio espiritual a matéria  encarnação do Espírito: O espiritismo ensina de que maneira se opera a união do Espírito com o corpo na encarnação. Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que mais não é do que uma expansão do seu perispírito, o liga ao gérmen que o atrai por uma força irresistível, desde o momento da concepção.
Sob a influência do princípio vito-material do gérmen, o perispírito, que possui certas propriedades materiais, une-se molécula a molécula. ao corpo em formação, donde pode-se dizer que o Espírito por intermédio do perispírito, se enraíza nesse germen, como uma planta na terra. Quando o gérmen chega ao seu desenvolvimento pleno, completa-se a união; nasce então o ser para a vida exterior.
Um fenômeno particular, que a observação igualmente assinala acompanha sempre a encarnação do Espírito. Desde que este é apanhado no laço fluídico que o prende ao gérmen, entra em estado de perturbação, que aumenta à medida que o laço se aperta, perdendo o Espírito toda consciência de si próprio. (A Gênese - Cap. Xl, itens 17,18 e20)

ROTEIROS: PERISPÍRITO

ALLAN KARDEC, A Gênese - Cap. Xl, itens li, 18 e 20 Cap. XIV itens 7 ai 1 e 18;

ALLAN KARDEC, OBRAS PÓSTUMAS, 1 a Manifestações dos Espíritos;

ALLAN KARDEC, OBRAS PÓSTUMAS, 2 a Manifestações Visuais;

ALLAN KARDEC, Obras Póstumas, 3 a Transfiguração Invisibilidade;

ALLAN KARDEC, Obras Póstumas, 5 a Bicorporiedade;

LEON DENIS, Cristianismo e Espiritismo, Nota complementar n o9

GABRIEL DELANNE, A Alma é Imortal, 3 a parte, Cap. 1;

GABRIEL DELANNE, Evolução Mímica, Cap. 1;

GABRIEL DELANNE, O Papel Psicológico do Perispírito


ANDRÉ LUIZ, Missionários da Luz, Cap. 13