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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Céu inferno_026_


Céu inferno_026_

2ª parte cap. II - Espíritos Felizes - Samuel Filipe


1. Samuel Filipe, como pudemos ver, era conhecedor do Espiritismo, pagava o mal com o bem, tinha uma fé ardente na vida futura e uma grande resignação para os males terrestres. Pudemos perceber, então, que é um Espírito Feliz. Como então se deu a sua passagem para a vida espiritual e qual a sua situação após o desencarne?

2. Como foi que Samuel Filipe compreendeu que não mais pertencia ao mundo terrestre? O Espiritismo o ajudou? Esse "despertar" é padrão para todos nós?

3. Por quê o sofrimento foi necessário na última encarnação de Samuel Filipe? De que ele lhe serviu?

4. O que chamou a atenção dele no mundo espiritual?

5. Qual a importância de nós compreendermos a vida futura?

6. Quando um Espírito amigo nos ampara, ele nos sugere bons pensamentos para que mantenhamos a calma e a resignação. O que acontece quando eles triunfam ou fracassam nesse intento? Por que eles desejam nos ajudar?


Conclusão:


1.Embora Samuel Filipe tenha sofrido muito em sua última encarnação, devido à sua doença, ele não ficou agoniado. A desencarnação lhe veio como o sono, sem luta, sem abalo. Como ele não estava apreensivo com relação ao futuro, não se agarrou à vida; a separação do corpo se operou sem esforços, sem dor e sem que ele a tivesse percebido.

Hoje, ele desfruta da felicidade na vida espiritual, pois pagou o mal que lhe fizeram com o bem. Compreendeu que Deus colocou os verdugos em seu caminho para que ele exercitasse a prática da caridade mais difícil: a do amor aos inimigos.

2. Pouco a pouco ele recobrou a consciência e suas idéias adquiriram mais clareza, então, reconheceu e compreendeu que não pertencia mais ao mundo terrestre. Se não fosse o estudo do Espiritismo, sua ilusão de ainda pertencer ao mundo material se prolongaria por mais tempo.

Este despertar não é igual para todos. Conforme nosso grau de evolução, podemos ficar mais ou menos perturbados. Quando fazemos o bem, praticamos a caridade, procuramos seguir o Evangelho, teremos um despertar mais calmo na vida espiritual do que se fôssemos ligados a bens materiais, se mantivéssemos em nosso coração sentimos de orgulho, vaidade, ódio etc e tivéssemos vícios (drogas, bebidas, sexo etc.).

3. Lhe foi necessário para resgate de débitos. Lhe serviu como benção para lhe purificar o Espírito e garantir a felicidade na vida espiritual. Claro que, para isso, ele teve que trabalhar o perdão, caso contrário, poderia ter ganho mais débitos.

4. No primeiro momento, o que mais lhe chamou a atenção e o espantou foi o fato que eles, Espíritos, se compreendiam sem articular nenhuma palavra: se entendiam pelo pensamento. Os pensamentos se transmitiam pela penetração fluídica.

5. Se nós conhecermos a vida futura, seríamos mais corajosos diante das nossas adversidades. Faríamos muito mais, quando encarnados, para assegurarmos a felicidade que Deus reserva aos que foram dóceis às suas leis. Veríamos o quanto os gozos que invejamos aqui na Terra são nada perto da felicidade que nos espera.


6. Se eles fracassam no intento, ficam tristes por termos nos afastado das leis divinas, mas se consolam, pois sabem que nem tudo está perdido e sem volta; se triunfam, ficam felizes por termos subido mais um degrau que nos levará à felicidade, ficam felizes pelo fato de que, um dia, iremos para a morada afortunada onde a dor é desconhecida.