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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O Evangelho

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - XXXII
  CAPÍTULO IV: NINGUÉM PODE VER O REINO DE DEUS, SE NÃO NASCER DE NOVO

OS LAÇOS DE FAMÍLIA SÃO FORTALECIDOS PELA REENCARNAÇÃO E ROMPIDOS PELA UNICIDADE DE EXISTÊNCIA
ITENS 19 e 20

A união e a afeição entre parentes de uma família têm origem na simpatia anterior que os atraiu. Assim, as afeições sinceras são eternas, não acabam jamais, conforme vimos no estudo anterior. Os que se amam, buscam-se em qualquer plano no qual estejam e, quando separados, ligam-se pelo pensamento.

Todavia, na Terra, a grande maioria das famílias não é assim. Quase sempre há nelas pessoas que não têm os mesmos gostos, as mesmas inclinações, como se não pertencessem a esse grupo: são diferentes.

Os Espíritos se atraem não só pela afeição, mas também pelo desamor, personificados em antipatias, ódios. Por isso, nem todos os membros de uma família são unidos, nem todos se afeiçoam.

Deus assim o quer para que, no relacionamento familiar, os bons, nas provas, se tornem melhores e os maus, nas expiações, se tornem bons, todos se fundindo no amor ao próximo. Todos se auxiliando uns aos outros, aprendendo a conviver com os desiguais , para que um dia possam todos os povos conviverem, auxiliando-se no respeito às diferenças de pensar e ser.

Assim, Espíritos estranhos ou antipáticos à família não estão nela por acaso. Podem ser Espíritos tornados adversários por ações negativas dos demais ou de alguns, que vêm em busca de reparações, com suas exigências e dificuldades; podem ser estranhos, que chegaram pela misericórdia de Deus, que lhes dá uma família que pode auxiliá-los, pelo que seus membros já conquistaram de valores espirituais ou que precisam dessa prova para sedimentarem o aprendizado no bem, ou que também necessitam da experiência difícil para desenvolverem sentimentos de bondade, humildade, paciência...

Pensando nas infinitas reencarnações que já tivemos, natural que se pense também, em quantos pais, quantos filhos, quantos irmãos já tivemos e como é bom pensar que sempre estaremos com nossos amores em qualquer lugar.

Kardec diz que os egoístas, que ainda não possuem a capacidade de amor, suficientemente ampla, para abranger um grande número de pessoas,, não precisam preocupar-se com esta questão, uma vez que só permanecem, no plano espiritual as afeições espirituais, como vimos no estudo anterior.

Além disso, quanto mais atrasados somos, espiritualmente falando, menos temos, no plano espiritual, lembranças de nossas existências anteriores. Assim, entre as reencarnações, estaremos com as pessoas às quais estejamos mais ligados pela afeição. Escreveu Kardec que o desencarnado “sempre encontrará os mesmos que foram objetos de sua afeição, que lhe estiveram ligados na Terra por diversas maneiras e talvez, pelas mesmas maneiras."

Quando Jesus disse que os dois maiores mandamentos da lei divina eram amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo, como lemos em Mateus XXII: 37 e 39 deixou claro que todos têm essa capacidade de expansão de amar, pois Deus não iria querer de seus filhos algo que não poderiam dar ou fazer. Assim o amor, que estamos desenvolvendo em nós é o sentimento que prevalece nos Espíritos que já alcançaram a perfeição possível, dos quais Jesus é o protótipo na Terra.

A família, observada através da lei da reencarnação, cresce em importância e responsabilidade, por ser também um instrumento na execução da justiça divina, que quer que todos sejam perfeitos e felizes, pois criou-os perfectíveis.

É assim que age a justiça divina, não castigando, não premiando, mas dando a todos as oportunidades de desenvolvimento, as condições de realizá-lo, porque cada um, recebendo sempre segundo as suas obras, estará sempre aprendendo e desenvolvendo-se, uns auxiliando os outros e todos sendo beneficiados.

Leda de Almeida Rezende Ebner

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