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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

*educar_010a_Tema Unioes Infelizes e Separaçoes Divórcios - estudo*


*educar_010a_Tema    Unioes Infelizes e Separaçoes Divórcios - estudo*

CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

*Estudos destinados à Família e à Educação no Lar*

Primeiro, espero que Luciana e Úrsula sejam muito felizes, envolvam e deixem-se envolver por amor, compreensão, respeito, flexibilidade, nos compromissos afetivos que estão assumindo :))

E falando em compromissos afetivos, estamos vendo como tudo na cadeia da vida é bem encaixado e bem direcionado por Deus, não é mesmo?:)) Família, Compromisso afetivo, namoro e noivado, casamento, filhos...

*Mas e quando nem tudo dá realmente certo como imaginamos, como sentíamos, como sonhavamos?*

*Como ficam, à luz do entendimento espírita, as uniões infelizes? as separações? os divórcios?*

Emmanuel, no livro Vida e Sexo, em psicografia do Chico, assim relata:

"Dolorosa, sem dúvida, a união considerada menos feliz. E, claro, que não existe obrigatoriedade para que alguém suporte, a contragosto, a truculência ou o peso de alguém, ponderando-se que todo espírito é livre no pensamento para definir-se, quanto às próprias resoluções. Que haja, porém, equilíbrio suficiente nos casais jungidos pelo compromisso afetivo, para que não percam a oportunidade de construir a verdadeira libertação.

Indiscutivelmente, os débitos que abraçamos são anotados na Contabilidade da Vida; todavia, antes que a vida os registre por fora, grava em nós mesmos, em toda e extensão, o montante e os característicos de nossas faltas.
(...)

Nas ligações terrenas, encontramos as grandes alegrias; no entanto é também dentro delas que somos habitualmente defrontados pelas mais duras provações. Isso porque, embora não percebamos de imediato, recebemos, quase sempre, no companheiro ou na companheira da vida íntima, os reflexos de nós próprios.
(...)

O matrimônio pode ser precedido de doçura e esperança, mas isso não impede que os dias subsequentes, em sua marcha incessante, tragam aos cônjuges os resultados das próprias criações que deixaram para trás.
(...)

A jovem suave que hoje nos fascina, para a ligação afetiva, em muitos casos será talvez amanhã a mulher transformada, capaz de impor-nos dificuldades enormes para a consecução da felicidade; (...) O rapaz distinto que atrai presentemente a companheira, para os laços da comunhão mais profunda, bastas vezes será provavelmente depois o homem cruel e desorientado, suscetível de constrangê-la a carregar todo um calvário de aflições, incompatíveis com os anseios de ventura que lhe palpitam na alma. (...)

Toda vez que amamos alguém e nos entregamos a esse alguém, no ajuste sexual, ansiando por não nos desligarmos desse alguém, para depois - somente depois - surpreender nesse alguém defeitos e nódoas que antes não víamos, estamos à frente de criatura anteriormente dilapidada por nós, a ferir-nos justamente nos pontos em que a prejudicamos, no passado, não só a cobrar-nos o pagamento de contas certas, mas, sobretudo, a esmolar-nos compreensão e assistência, tolerância e misericórdia, para que se refaça ante as leis do destino. A união supostamente infeliz deixa de ser, portanto, um cárcere de lágrimas para ser um educandário bendito, onde o espírito equilibrado e afetuoso, onde abraçar a deserção, aceita, sempre que possível, o companheiro ou a companheira que mereceu ou de que necessita, a fim de quitar-se com os princípios de causa e efeito, liberando-se das sombras de ontem para elevar-se, em silenciosa vitória sobre si mesmo, para os domínios da luz."

*Algumas propostas para iniciarmos nossa conversa:*

01) Como entender a colocação do Capítulo XXII: Não Separeis o que Deus Juntou, em O Evangelho Segundo o Espiritismo?

02) Qual o entendimento da separação/divórcio à luz da DE e qual seu entendimento acerca do assunto?

03) Quais as possíveis consequências do Divórcio: aos cônjuges, aos filhos, à família?

04) O que poderíamos entender por união infeliz?

*educar_010b_Tema  Uniões Infelizes Separações Divórcios - textos sobre*

*Pesquisa - FILHOS DE PAIS SEPARADOS*

1) Você acredita que filhos de pais separados tendem a ter mais problemas Psicológicos?

SIM     71%
NÃO   28%

2) Você acredita que filhos de pais separados têm mais dificuldade de se casar?

 SIM    38%
NÃO   61%

3) Você acha que os filhos tendem a tomar o partido de um dos pais contra o outro na hora da separação?

SIM     67%
NÃO   32%

4) Você acha que em geral os filhos rejeitam os novos parceiros dos pais separados?

 SIM    81%
NÃO   18%

5) Você acredita que os filhos têm vergonha da separação dos pais?

SIM  61%
NÃO   38%

Pesquisa em curso até 19/02/2001

Os dados da pesquisa afirmam que:

* Filhos de pais separados tendem a ter mais problemas e tomam partido de um dos pais na hora da separação.

* Filhos de pais separados também rejeitam os novos parceiros de seus pais e tem vergonha da separação.

* E também verificou-se que não teriam nenhuma dificuldade de casarem.

A nossa opinião, baseada na experiência clínica, é que realmente há problemas típicos nos filhos de pais separados porém eles não configuram um grupo mais problemático por esse fato. Apresentam apenas problemas diferentes.

O desejo imaturo dos filhos é sempre que seus pais permaneçam casados, daí decorre as reações de vergonha, parcialidade e rejeição aos novos parceiros.

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*JESUS E O DIVÓRCIO*

Em virtude da dureza dos corações humanos, é que Moisés permitiu que o homem desse carta de divórcio a sua companheira.

         A dureza do egoísmo...

         A rigidez do orgulho...

         A rudeza da agressão...

         A frieza da indiferença...

         A pétrea expressão da prepotência...

         A insensibilidade da violência física ou moral...

Todas são mostras da dureza do íntimo das almas, não apenas de muitos homens, mas, também, de muitas mulheres, uma vez que, com o advento das liberalidades e concessões, que se convencionou chamar de liberdades, homens e mulheres, renascidos para a conciliação, para a prestação de serviços e para o exercício do vero amor, estão ávidos pelos gozos tipicamente mundanos, tendo perdido a sensibilidade para a indulgência, para a paciência, para a tolerância, para a compreensão, para o perdão, enfim.

Muito embora infindáveis discussões exegéticas e teologais, acerca do sentido das palavras do Cristo, a respeito do divórcio; apesar do variadíssimo quadro de leis que respaldam ou que condenam a realização do divórcio, este será, basicamente, uma questão de consciência e de formação tanto de uma quanto da outra parte envolvida na situação difícil.

Todos sentem-se feridos na própria honra, no próprio íntimo. Poucos têm a visão dos resgates necessários, das devoluções afetivas inadiáveis, pela dureza dos próprios sentimentos.

Quando o Evangelista Marcos, nos versículos 1 a 12, do seu capítulo 10, fala-nos sobre o divórcio consentido pelo líder Moisés, traduz a atualidade do ensinamento de Jesus, cujas palavras, indubitavelmente, são espírito e vida.

(De “Vida e Mensagem”, de J. Raul Teixeira, pelo Espírito Francisco de Paula Vítor)
(Cristian)