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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

*Espiritismo Comparado*

*Espiritismo Comparado*


*MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL E O ESPIRITISMO*


Meios de comunicação social são os diversos tipos de sinais utilizados pelo homem para informar, persuadir, ou divertir o seu semelhante. Acompanham a marcha do progresso humano: desde os sinais puramente sonoros e visuais, como a linguagem oral, a mímica, a linguagem escrita, o desenho, até os grandes veículos modernos: o telégrafo, o telefone, o rádio, a televisão

A televisão chega a ser, para muitos, a única fonte de informação. Estima-se que nos EUA, os jovens ficam entre trinta a quarenta horas por semana em frente à tela; os adultos, quatro horas por dia. Além disso, cinqüenta por centro dos adolescentes têm TV em seu quarto. Neste contexto, a criança pajeada pela ”babá eletrônica” é a mais prejudicada, em vista de ser obstruída em suas fugas para a interiorização e reflexão, elementos essenciais na formação do caráter.

Baseado nesses dados estatísticos, o grupo que integra a TV-Free America (América livre de TV), uma instituição sem fins lucrativos e que visa encorajar os americanos a ver menos TV, lançou a proposta do National TV – Turnoff Week (americanos sem TV durante uma semana), entre os dias 24 e 30 de abril de 1995. Alegando que, sem percebermos, ficamos demasiadamente em frente à TV, o referido grupo oferece-nos quarenta dicas para o uso alternativo do tempo: escrever, pintar, desenhar etc.

De que maneira os avanços do rádio, da TV e do computador podem ser vistos sob a ótica espírita? Primeiramente, é um fato e não pode ser negado; em segundo lugar, e de acordo com o apóstolo Paulo, devermos ler de tudo, porém ficarmos somente com aquilo que for bom. O verdadeiro espírita não é dogmático, nem preconceituoso. Usando o bom senso, saberá se defender das artimanhas da informação: selecionará tempo para as devidas percepções do mundo espiritual.

A nova forma de linguagem, em que a ênfase é dada ao som e à imagem, é um dos principais fatores de divergência entre adultos e jovens. Acostumados aos raciocínios conceituais, os mais velhos têm que se render ao enfoque visual. Renunciando ao racional, não estaremos mais receptivos às influências dos mentores espirituais? Diminuindo a força do pensamento discursivo, não estaremos aumentando a capacidade da intuição?

Mente aberta é aquela que analisa os prós e os contras. Caminhar exclusivamente para a crítica é prejudicial. Aceitar passivamente, pior ainda. Cabe-nos, sim, trilhar o caminho do meio, que é de ponderação, o único possível de nos direcionar para a verdadeira felicidade.

Fonte de Consulta

MELO, J. M. de. Telemania – Anestésico social. São Paulo, Loyola, 1981. (Série Comunicação 13).

Folha de São Paulo, 20/03/1995, pág. 8 c.2.





*ARTIGOS DE SÉRGIO BIAGI GREGÓRIO*