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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

*Espiritismo Comparado*




EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA



A população do planeta Terra é aproximadamente seis bilhões de pessoas. Considera-se este número ideal, visto propiciar uma vivência satisfatória em termos de moradia, locomoção, nível de emprego etc. acima desta cifra, o impacto sobre os recursos naturais aumenta sobremaneira. Teme-se a falta de alimentos e o estresse causado pelo excesso  de população.

A tendência observada é para a explosão demográfica. Nota-se uma queda na mortalidade infantil e um aumento na longevidade adulta. Isto ocorre por causa dos avanços tecnológicos na área médico-sanitária. O fato gera um problema: uma proporção cada vez menor da população em idade produtiva tem que manter uma proporção cada vez maior da população não produtiva, e a capacidade da sociedade para economizar recursos para uma indústria de crescimento sofre igualmente com isso.

A humanidade enfrenta, assim, dificuldades acerbas em termos de simples aritmética: qualquer taxa positiva de crescimento leva a população humana a taxas inaceitáveis. Disto decorre que as únicas coisas que podem impor um controle sobre o crescimento da população são a fome e a miséria. Para que não cheguemos a esse extremo, temos de enfrentar alguns cálculos aritméticos, ou seja, a taxa de natalidade e de mortalidade devem não só ser iguais, como devem ainda ser iguais ao recíproco da longevidade média, ou, o que é o mesmo, da expectativa média da vida ao nascer.

Devemos temer a explosão demográfica? Allan Kardec em O Livro dos Espíritos à pergunta número 687 esclarece-nos que não, porque Deus a isso provê, mantendo sempre o equilíbrio. Ele não faz nada  de inútil. O homem, que só vê um ângulo do quadro da natureza, não pode julgar da harmonia do conjunto. Observa-se que à medida que cresce a população, a Ciência e a técnica aumentam a possibilidade de produção e de aproveitamento de regiões inabitadas. Isto explica porque Malthus via apenas um ângulo  da Natureza.

Do exposto, deduz-se que o homem deve continuar a produzir segundo indicar a sua consciência bem formada. As forças da natureza são tais que tratarão de equilibrar todos os desajustes. Importa, sim, penetrar na cosmovisão transcendental da vida, a fim de melhor auscultar a imagem do todo.

O exercício constante da cosmovisão alça-nos vôos para as regiões excelsas do conhecimento. Esperamos que o dispêndio desses esforços possa retirar-nos dos acanhados limites da superficialidade humana.

Fonte de Consulta

BOULDING, K. E. O Significado do Século XX: A Grande Transição. Rio de Janeiro, Fundo de Cultura, 1966.

KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed., São Paulo, FEESP, 1995.


*ARTIGOS DE SÉRGIO BIAGI GREGÓRIO*


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