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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Pensar o Espiritismo Doutrina DIREITOS E DEVERES


Pensar o Espiritismo




Doutrina


DIREITOS E DEVERES


Entende-se por direito a faculdade legal de praticar ou deixar de praticar um ato. De acordo com as Leis Naturais, temos o direito de ser livre. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, datada de 10 de dezembro de 1948, sintetiza, nos seus trinta artigos, a posição assumida pela Organização das Nações Unidas, o que se entende por direitos fundamentais da pessoa humana.  Deduz-se que todos têm direito à vida, todos têm direito ao trabalho, todos têm direito ao respeito como seres humanos...

Ao lado dos direitos, cada um de nós tem também deveres: para consigo mesmo (sua consciência); para com o próximo; para com o mundo em que habita. Acontece que visamos muito mais aos direitos do que aos deveres. Exemplo: exigimos o direito de liberdade, mas negligenciamos o dever de ser livre. Como explicar? Observe que todo o ato livre, para que realmente seja livre, deve ter como conseqüência uma ampliação da liberdade. O vício, que é um ato livre, não amplia a nossa liberdade, porque a necessidade gerada cria uma dependência, impedindo a continuidade dos atos livres. 

A vida é composta de direitos e deveres. Importa saber qual é a nossa parcela dos direitos e dos deveres para que assim, cumprindo com os deveres que a nossa consciência nos indicar, adquiramos o direito em relação ao próximo e à sociedade. Ninguém é herói por acaso. Faltava-lhe as circunstâncias para por em prática tudo o que arquitetara, silenciosamente, no seu subconsciente. Há muita sabedoria na frase: “A vida de deveres fáceis e enfadonhos não é tão fácil quanto parece”. O óbvio não é tão óbvio quanto o senso comum o apregoa.

Entre a projeção de um ideal e sua realização há geralmente muita dor. Essa dor precisa ser melhor avaliada. Diz-se, muitas vezes, que o homem sofre porque ignora. Será isso verdade? Há várias espécies de dor: dor-auxílio, dor-provação e dor-evolução. Observe que a dor é o aguilhão que nos faz voltar para dentro de nós mesmos, no sentido de perscrutarmos o nosso íntimo, para criarmos condições de encetar a verdadeira transcendência do espírito imortal. É nesse momento que, impulsionados pela nossa fraqueza, nossa pequenez, pedimos perdão àqueles que ofendemos, que injuriamos. Será que de outra forma o faríamos?

E como não estamos encarnados para borboletear, temos de fazer esforços para construir uma consciência tranqüila, livre dos preconceitos e das opiniões do senso comum. Não adianta simplesmente agirmos de acordo com a consciência; temos de agir de acordo com a consciência bem formada. Se, os nossos esforços diários forem suficientes, iremos paulatinamente substituindo as sensações dos sentidos físicos pelas sensações dos sentidos espirituais, os quais nos dão fortaleza, bom ânimo e forças para o cumprimento de todos os nossos deveres.

Estejamos despertos mais para o cumprimento dos deveres do que para o atendimento aos prazeres materiais. Somente assim construiremos uma personalidade e um caráter que sirvam para todas as situações.




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