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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

*Evangelho Redivivo* *JUGO LEVE*

*Evangelho Redivivo*


                                                                *JUGO LEVE*



*Jugo* – do lat. jugu, pelo hebr. môt, ôl -  significa peça de madeira que serve para emparelhar dois animais para o mesmo trabalho. É símbolo de servidão, de opressão, de constrangimento. A passagem dos vencidos sob o jugo romano (trave em asna) é suficientemente explícita. Leve - do lat. leve, de pouco peso, que se movimenta com desembaraço, agilmente, à solta. O jugo de Jesus é suave, isto é, não machuca.

São Mateus, no cap. XI, vv. 28 a 30 do seu Evangelho, narra o "jugo leve” da seguinte forma: "Vinde a mim, todos vós que sofreis e que estais sobrecarregados e eu vos aliviarei.  Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim que sou brando e humilde de coração, e encontrareis o repouso de vossas almas, porque meu jugo é suave e meu fardo é leve".

A reação aos acontecimentos varia para cada um de nós.  Duas pessoas colocadas numa mesma circunstância terão   sensações opostas: uma sentir-se-á feliz, enquanto a outra se prostrará em desespero.  Isso decorre de uma série de fatores, principalmente aqueles que dizem respeito aos nossos objetivos de vida.  De qualquer forma, essa passagem evangélica anunciada por Jesus serve de lenitivo para os nossos sofrimentos. Como interpretá-la?

Allan Kardec, no cap. VI de O Evangelho Segundo o Espiritismo, elucida-nos  o texto com muita propriedade. Diz-nos que todos os sofrimentos, misérias, decepções, dores físicas, perda de entes queridos encontram sua consolação na fé no futuro, na  confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens. Naquele que não crê na vida futura as aflições se abatem com todo o seu peso, e nenhuma esperança vem suavizar-lhe a amargura.

O jugo será leve desde que obedeçamos à lei. Mas, que lei? A  lei áurea deixada por Jesus: "Fazer aos outros o que gostaríamos  que nos  fosse  feito".  Praticando-a, vamos  atualizando  as  nossas potencialidades  de justiça, amor e caridade,  primeiramente  com relação a Deus e, secundariamente, com relação a nós mesmos e  ao nosso próximo.

Sigamos   os ditames  de  nossa  consciência.  Não  importa   os sofrimentos  que tal atitude acarreta. Os Bons Espíritos estarão nos secundando, a fim de que possamos carregar o nosso fardo com galhardia.





*SÉRGIO BIAGI GREGÓRIO*