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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Evangelho Redivivo ESCÂNDALOS: CORTAR AS MÃOS

Evangelho Redivivo

ESCÂNDALOS: CORTAR AS MÃOS


Escândalo – do gr. skándalon, pelo lat.  scandalu – significa aquilo que dá o que falar, que causa indignação por ser contrário à  moral,  à honestidade, aos bons costumes, à justiça,  às  leis etc.  No sentido espiritual e moral, é todo o obstáculo que,  com sua  conduta,  uma  pessoa  pode representar para  a  vida  ou  a moralidade de outras pessoas.

"Se  vossa mão ou vosso pé é um motivo de escândalo, cortai-os  e atirai-os longe de vós; é bem melhor para vós que entreis na vida não tendo senão um pé ou uma só mão, do que terdes dois e  serdes lançados  no  fogo  eterno.  E se vosso  olho  vos  é  motivo  de escândalo, arrancai-o e lançai-o longe de vós; é melhor para  vós que entreis na vida não tendo senão um olho, que terdes os dois e serdes precipitados no fogo do inferno". (Mateus. cap. V, vv.  29 e 30).

A  palavra  escândalo  encerra,  no  Novo  Testamento,  um  duplo sentido: de um lado, a idéia de que Cristo veio para constituir o escândalo  central do homem; de outro lado, a idéia do mal  moral que  existe  em nós e que é preciso desfazer. Quanto  ao  Cristo, toda  a vez que ele apresentava o desprendimento das  riquezas  e dos bens terrenos, era um escândalo para o povo romano, apegado a tais bens. Quanto a nós, é a necessidade do mal (escândalo)  para que nos ajustemos ao bem.

É  necessário  que o escândalo venha, mas ai daquele por  quem  o escândalo  venha.  Por  estas palavras, entende-se que  o  mal  é necessário à justiça divina. Contudo, aquele que o praticou  para servir  à  justiça divina não praticou menos mal,  e  deverá  ser punido, pois o mal é sempre mal. Por isso, o cuidado de Jesus  em dizer:  "Se vossa mão, vosso pé e vossos olhos forem  motivos  de escândalo (mal), cortai-os e lançai-os longe de vós". Quer dizer, arranquemos o mal pela raiz, pois ele está dentro de nós.

O mal, sendo necessário à justiça divina, dir-se-á que ele durará para  sempre, pois, se desaparecesse, Deus estaria privado de  um poderoso  meio  de punir os culpados. Mas, em  realidade,  não  é assim   que   sucede,   porque    os   mundos   progridem    moral  e intelectualmente. Nos mundos mais avançados, o mal não existe  e, portanto, não há necessidade de castigos. O mesmo sucederá com  o planeta Terra, quando passar para um mundo de regeneração, em que o bem será a tônica de nossas ações.

Estudemos  o Evangelho de Jesus e coloquemos em prática  os  seus ensinamentos.  Tendo-o  como  norma  de  conduta,  evitaremos   o escândalo do "pecado" e da "concupiscência".



SÉRGIO BIAGI GREGÓRIO