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domingo, 22 de janeiro de 2017

*Espiritismo Comparado*


*INFÂNCIA, JUVENTUDE E ESPIRITISMO*


A Psicologia, ciência que se baseia em dados de observação anotou, através de suas inúmeras pesquisas, diversos traços característicos de cada etapa do desenvolvimento da personalidade. Lembrar de alguns deles é útil para a compreensão da dimensão física, psíquica, social e espiritual do ser humano.

A infância é uma fase de preparação da personalidade. Contrariamente aos animais, o bebê da raça humana possui poucas capacidades inatas. Nos primeiros meses a criança não percebe ainda as formas precisas dos seres, nem as distâncias das coisas, nem as cores diversificadas, mas já tem o “sorriso social”, uma espécie de instinto ao entrar em contato com qualquer pessoa. Em seus traços característicos, predominam: a) egocentrismo (geral e não pejorativo); b) ênfase ao concreto em contrapartida ao abstrato; c) não possuidora do conhecimento de si mesmo; d) nível baixo de atenção e de concentração; e) desejo de permanecer num estado de despreocupada liberdade.

A infância, no âmbito Doutrina Espírita, é o período propício para se moldar o caráter e a personalidade do Espírito reencarnante. Dada sua fragilidade física (corpo tênue), o Espírito que ali habita não pode expressar todo o seu temperamento, todas as suas tendências. Se, por um acaso, foi rebelde em outras vidas, pode ser modificado com os atos educativos de seus progenitores. É por esta razão que o Espírito Emmanuel orienta-nos que a educação da criança não deveria começar quando ela vem à luz, mas no ato da concepção.

A juventude ou adolescência, período que vai dos 14 aos 24 anos (variando para cada cultura) apresenta também os seus característicos. Do ponto de vista biológico, começa uma série de fenômenos físico-químicos em algumas glândulas de secreção interna, principalmente a hipófise, mais especificamente a adeno-hipófise. Do ponto de vista psicológico, há imposição e adaptação às normas culturais de um grupo, em que são veiculadas as preocupações com o sexo, o emprego, a constituição da família, a paternidade etc.

No âmbito da Doutrina Espírita, a juventude ou adolescência, período em que o Espírito reencarnante vai adquirindo a sua verdadeira personalidade, deve ser dotado do maior cuidado por parte dos pais e educadores. A situação reveste-se ainda de maior gravidade, caso tenha havido um relaxamento na fase infantil. É que o Espírito que ali habita é um Espírito velho; apenas toma um corpo ainda em formação, mas ele, o Espírito, pode ter vivido muito mais tempo, inclusive mais do que os próprios pais.

Embora não sejamos compreendidos no momento presente, procuremos sempre dar bons exemplos. Estes ficam gravados no subconsciente daqueles que convivem conosco e, quando menos esperarmos, eles os estarão praticando sem perceber.



*ARTIGOS DE SÉRGIO BIAGI GREGÓRIO*