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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

*Espiritismo Comparado*


*Espiritismo Comparado*

ESPIRITUALISMO E ESPIRITISMO



O espiritualismo é um termo ambíguo e presta-se a muitas definições, dependendo do ângulo em que se olha o espírito. Entretanto, para o nosso estudo, devemos analisá-lo sob o ponto de vista da filosofia e do movimento religioso moderno, comparando-os com os pressupostos da Doutrina Espírita.

No sentido estrito da filosofia, e no seu significado ontológico, o espiritualismo designa a doutrina segundo a qual existem duas substâncias, radicalmente distintas: espírito e matéria. Assim sendo, o espiritualismo é tudo o que diz respeito ao espírito: pensamento, liberdade, unidade; o materialismo, tudo o que diz respeito à matéria: extensão, movimento, multiplicidade. Desta maneira, todos os que acreditam existir algo além da matéria é espiritualista; mas não se segue daí que creiam na existência dos Espíritos e em suas comunicações com o mundo invisível. 

O espiritualismo, como um movimento moderno religioso, tem o seu começo a partir dos fenômenos das "pancadas" presenciados pelas irmãs Fox, em Hydesville, N. Y., em 1848. O termo cobre fenômenos como percepção extra sensorial, telecinesia, e muitos estados associados com o êxtase religioso (falar em línguas estrangeiras ou balbuciar frases sem sentido). De lá para cá, muitos se interessaram em estudar as relações mediúnicas entre os espíritos desencarnados (mortos) e os médiuns (intermediários deles). Entre tais pessoas incluem-se Helen P. Blavatsky e Henry Sl. Olcott, os fundadores da Teosofia, Wiliam Crookes, Conan Doyle e Oliver Lodge.

O Espiritismo tem relação tanto com a definição filosófica quanto com a do movimento religioso, iniciado a partir de 1848. Do ponto de vista filosófico, o Espiritismo está inserido no Espiritualismo, pois distingue o Espírito da matéria. Contudo, não é o Espiritualismo, por ser este mais amplo. Do ponto de vista do  movimento religioso, o Espiritismo, embora aceitando a comunicação com os mortos e todos os fenômenos relatados pelos adeptos do espiritualismo, não pode ser classificado como sinônimo, pois há enormes divergências quanto aos princípios doutrinários.

Na realidade, o Espiritismo tem autonomia própria, e Allan Kardec expressa-a em função de cinco princípios fundamentais: (1) existência de Deus, como inteligência cósmica responsável pela criação e manutenção do universo; (2) existência da alma ou espírito, envolvido pelo perispírito, que conserva a memória mesmo após a morte e assegura a identidade individual de cada pessoa; (3) lei da reencarnação, pela qual todas as criaturas retornam à vida terrena e vão, sucessivamente, evoluindo no plano intelectual e moral, através das provas e expiações dos erros do passado; (4) lei da pluralidade dos mundos, isto é, da existência de vários planos habitados, que oferecem um âmbito universal para a evolução do espírito; (5) lei de causa e efeito, pela qual se interligam as vidas sucessivas do espírito, dando-lhe destino condizente com os atos praticados.

Aprofundar para duvidar, a fim de buscar a verdade dos fatos. Eis o trabalho incessante daquele que é amante do saber.

Fonte de Consulta

Encarta Encyclopedia: http://encarta.msn.com

Enciclopédia Barsa. Rio de Janeiro/São Paulo, Encyclopaedia Britannica, 1993.

The Macmillan Encyclopedia. Aylesbury, Market House, 1990.




*ARTIGOS DE SÉRGIO BIAGI GREGÓRIO*


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