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sábado, 7 de janeiro de 2017

*Pensar o Espiritismo* *Doutrina* *INTELIGÊNCIA E INSTINTO*

*Pensar o Espiritismo*




*Doutrina*



*INTELIGÊNCIA E INSTINTO*


*Inteligência* –  do lat. intellectusinterlec.  =  escolher entre, ou intus e lec = escolher dentro, como preferem outros - é a faculdade que tem o espírito de pensar, conceber,  compreender. Em sentido restrito, é a função de apreender conexões.  Instinto - do  lat.  obsoleto instinguo, de in e stinguo, e do gr.  stizô  - significa  impulso inato, inconsciente, irracional, que  leva  um ente vivo, um animal, a proceder de tal ou tal forma.

            Os  psicólogos  procuram  realizar  uma  tarefa  difícil:  a   de distinguir  a  inteligência  do instinto.  Para  muitos  deles  a inteligência  é  mais  flexível,  sendo  até  mesmo  a  soma  das experiências  do  passado,  que nos ajuda  a  tomar  decisões  no presente. Por outro lado, o instinto é cego, tal qual se  observa no  cão,  que,  mesmo domesticado, pisoteia o lugar  em  que  vai dormir, como se devesse dormir sobre a erva.

A observação cuidadosa do comportamento de alguns animais  mostra que o conceito comum de instinto, como mero impulso simples,  não basta  para  explicar  a  complexidade de  seus  atos.  A  aranha construirá  a teia diferentemente, segundo as circunstâncias  e  o  lugar   que  disponha. O  castor  constrói   diferentemente,   segundo   a corrente  da água, o nível da mesma ou a presença de homens.  Por essa razão, acabam distinguindo o ato instintivo do ato reflexo.

O  Espírito  André Luiz, no cap. IV de Evolução em  Dois  Mundos, psicografado  por  F. C. Xavier, diz-nos que,  na  retaguarda  do transformismo  do  princípio  inteligente, o  reflexo  precede  o instinto  e  o instinto, a atividade refletida, que é a  base  da inteligência;  nas  linhas  da civilização,  a  inteligência,  no círculo   humano,   é  seguida  pela  razão  e   a   razão   pela responsabilidade. Acrescenta ainda que a herança e o  automatismo estruturam o princípio espiritual, desde sua origem, a fim de que este atinja a maturação no campo angélico.

Allan Kardec, no cap. III de A Gênese, relaciona instinto, paixão e  inteligência.  Diz-nos que o instinto é sempre guia  seguro  e nunca  erra.  Pode  tornar-se  inútil,  mas  nunca   prejudicial. Enfraquece-se  com a predominância da inteligência.  As  paixões, por sua vez, são úteis até a eclosão do senso moral, em que o ser passivo  transforma-se  em ser racional. Depois  disso,  torna-se nociva, caso não seja disciplinada pela razão.

Inteligência  e instinto são duas faculdades de  nosso  espírito. Saibamos ponderá-las eficazmente, a fim de que possamos viver  em paz com a nossa consciência.




*ARTIGOS DE SÉRGIO BIAGI GREGÓRIO*



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