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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

ceuinferno_022_2a. parte Exemplos - Cap. I - O passamento

O CÉU E O INFERNO - 022

2ª Parte Exemplos - Cap. I - O passamento

1. Existem duas situações em que uma pessoa que desencarna depois de uma longa moléstia pode se encontrar após a morte do corpo. Quais são e o que acontece com a doença que ocasionou a morte?

2. Em casos de morte violenta, como se dá este desenlace?

3. Como podemos preventivamente estar preparados para uma morte violenta?

4. Crer na vida espiritual após a morte do corpo físico é suficiente para ter um desenlace tranquilo e rápido?

5. O Espiritismo pode nos auxiliar muito nestas transições. De que maneira isto acontece?



Conclusão:


1. Também na hipótese de moléstia prolongada a situação do espírito após a desencarnação será definida pelo grau de desmaterialização que tenha alcançado. Quanto mais desmaterializado for o espírito, mais frágeis são os laços fluídicos que o prendem ao corpo, rompendo-se com mais suavidade e mais rapidamente. A compreensão do fenômeno da morte e a confiança na vida futura faz o espírito menos apegado à matéria encarar a desencarnação como uma redenção e as conseqüências dela advindas como um prova necessária à sua evolução. O espírito que nada vê além da vida material, ou seja, que está a ela ainda fortemente apegado, ao contrário, resiste com todas as forças ao abandono do corpo, podendo esta circunstância perdurar dias, semana ou meses.

Com relação à enfermidade que se abateu sobre seu corpo, extingue-se com a morte. Porém, para o espírito ainda fortemente materializado, as conseqüências perduram enquanto os laços fluídicos que o unem ao corpo não forem desfeitos, fazendo-o ressentir-se e sofrer com as impressões que guarda da enfermidade.

2. Nos casos de morte violenta, o desprendimento apenas começa após a sua ocorrência, demorando mais a completar-se do que nas desencarnações que se seguem a prolongada enfermidade. Nestas situações, a desagregação do organismo físico dá início à separação do espírito ainda durante a vida física. Na morte violenta, porém, a vida orgânica é colhida ainda em plena vitalidade, de improviso, deixando o espírito aturdido e acreditando-se ainda vivo, estado que se prolonga até que compreenda a nova situação.

3. A maneira de o espírito se preparar para uma eventual circunstância desta natureza é procurar desenvolver seus conhecimentos a respeito da vida espiritual e buscar progredir moralmente. Para o espírito que já conseguiu algum progresso no tocante a estas questões, um desprendimento antecipado como que se desenvolve em seu pensamento, abreviando o período que levará para se concretizar o desenlace, mesmo se considerando a morte violenta.

4. O conhecimento da vida espiritual após a morte do corpo físico, como dissemos, facilita ao espírito ter um desenlace mais rápido e tranqüilo. Porém, não é o suficiente. É imprescindível que cada um trabalhe pela sua reforma moral, reprimindo suas más tendências, dominando suas paixões e abdicando das vantagens imediatas proporcionadas pela matéria em prol do futuro. Não basta, portanto, a crença na vida espiritual. É preciso identificar-se com ela, dirigir-lhe nossas aspirações e priorizá-la, em vez de darmos preferência à vida terrena.


5. Pelos conhecimentos que fornece, o Espiritismo é um poderoso instrumento de auxílio no momento em que se dá a transição de um plano de vida para outro. O Espiritismo inspira-nos a fé racional, inabalável e é prática de sentimentos nobres, principalmente o de caridade; demonstra a nossa natureza espiritual, colocando-nos como espíritos imortais em evolução para a perfeição possível; faz-nos compreender a necessidade de nos melhorarmos, única maneira que nos levará à felicidade definitiva; dá-nos os meios de auxiliar o desprendimento de outros espíritos, abreviando-lhes a perturbação; demonstra-nos a eficácia da prece, como instrumento de magnetização espiritual; possibilita o esclarecimento a outros espíritos, pela comunicação mediúnica, fazendo-os compreender mais rapidamente sua nova situação e, aos sofredores, incute-lhes o arrependimento como meio de abreviar seus sofrimentos.