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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

*A CONSCIÊNCIA E O AUTOPERDÃO*



Quando os Espíritos Superiores que orientavam Allan Kardec afirmaram que a Lei Divina está escrita na consciência de cada ser, estavam proporcionando à humanidade encarnada uma das mais importantes faces da Revelação, pois, até então, normalmente, os crentes das várias correntes religiosas acreditavam que ela estivesse contida nos seus respectivos Livros ditos “sagrados”: Tora para os judeus, Alcorão para os muçulmanos, Novo Testamento para os cristãos etc.

A noção do que é a consciência pressupõe a existência do Espírito, pois não se pode entender que esteja localizada no corpo de carne, que se desagrega com a morte.

Partindo dessa premissa nova, nunca antes idealizada por qualquer corrente religiosa ou filosófica, os seres humanos encarnados passaram a ter de assumir uma obrigação inarredável, qual seja a de consultar a própria consciência antes e depois de tomarem qualquer atitude ou fazerem alguma opção importante na vida.

Todavia, como acreditar que a consciência realmente aponta a forma correta de pensar, sentir e agir? Não estará ela sujeita a enganar-se? – A resposta só pode ser uma: se ali está escrita a Lei Divina, representa o ponto de contato entre as criaturas e o Pai Celestial, Fonte da própria Lei.

A Lei Divina, evodentemente, é uma só para todo o Universo, ou seja, o conjunto formado por tudo que o Pai Celestial criou, englobando, nas suas regras, todas as possibilidades possíveis de acontecimentos, cujas consequências estarão também ali previstas em sua infinidade de variantes imagináveis.

Em “O Livro dos Espíritos”, na parte que trata das “Leis Morais”, os Espíritos Superiores informaram quais são as regras que regem o Universo, naturalmente que limitando suas informações aos limites da compreensão humana máxima possível para nós enquanto encarnados naquele momento histórico, ou seja, a segunda metade do século XIX. Na certa que no mundo espiritual, verdadeira pátria espiritual, essas regras são conhecidas e estudadas de forma mais abrangente, pois ali temos mais condições de compreendê-las melhor.

Sabemos que nem sempre agimos de acordo com essas regras, gerando, por via de consequência, resultados negativos para nossa vida, fazendo com que a consciência analise e exija a necessária recomposição, que se antecede pelo arrependimento e se faz suceder pelo autoperdão.

Depois de cair em si, a criatura humana literalmente deve pagar seu débito moral e, com isso, perdoar-se, ou seja, a consciência sinalizar que a dívida com a Lei Divina já se encontra quitada.

Tentar enganar a consciência é impossível, pois ela atua automaticamente, como um ponto nervoso sensível, que sinaliza através da dor ou do bem estar conforme o tipo de valores morais escolhidos pela criatura.

O autoperdão tem sido objeto de estudo e orientação do Espírito Joanna de Ângelis, em vários dos seus livros, ditados através de Divaldo Pereira Franco, cuja consulta se aconselha para conhecimento da Psicologia Espírita, especialidade a que se dedica essa luminosa Orientadora Espiritual.

Autoconhecer-se é uma das mais importantes realizações humanas, representando uma das questões primordiais para a evolução intelecto-moral, ao lado da prática da caridade, igualmente imprescindível.

Os ensinos da Série Psicológica de Joanna de Ângelis representa uma das principais fontes de aprendizado para a evolução do Espírito.



Luiz Guilherme Marques