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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

OBRAS DE ANDRÉ LUIZ  CITAÇÕES POR TEMA 19

TEMAS TRATADOS

DOUTRINAÇÃO

Considerações 

A missão do doutrinador é muitíssimo grave para qualquer homem. Não é sem razão que se atribui a Nosso Senhor Jesus o título de Mestre. OM-11-63

Minha tarefa constaria de trabalho assíduo no Evangelho do Senhor, de modo a doutrinar, primeiramente com o exemplo, e, em seguida, com a palavra. Deveria desempenhar atividades concernentes ao meu resgate pessoal e atender à tarefa honrosa, veiculando luzes a irmãos nossos nos planos visíveis e invisíveis. (...) Procurei colocar acima de tudo o preceito cientifico das provas insofismáveis. (...) Envaidecido com os meus conhecimentos do assunto, comecei por atrair amigos de mentalidade inferior ao nosso circulo, tão somente em virtude da falsa posição que usufruíram na cultura filosófica e na pesquisa cientifica. (...) E assim, foi que acabei meus dias com uma bela situação financeira no mundo e... um corpo crivado de enfermidade; com um palácio confortável de pedra e um deserto no coração. (fracasso da tarefa de doutrinação de Berlamino). OM-11-64/65/66.

(...) Parti de Nosso Lar, noutro tempo, em missão de Entendimento Espiritual. Confesso que experimentava certa volúpia na doutrinação aos desencarnados de condição inferior. Para todos eles, tinha longas exortações, fazia ver que padeciam por culpa própria. Aos embusteiros, recomendava, enfaticamente, a abstenção da mentira, criminosa. Os casos de obsessão mereciam-me ardor apaixonado. Estimava enfrentar obsessores cruéis para reduzi-los a zero, no campo da argumentação pesada. Outra característica que me assinalava à ação firme era a dominação que pretendia exercer sobre alguns pobres sacerdotes católico-romanos desencarnados, em situação de ignorância das verdades divinas. (...) No meu estabelecimento comercial, minhas atitudes eram inflexíveis. Raro o mês que não mandassem promissórias a protesto público. Fora das seções práticas, minha atividade doutrinária consistia em vastíssimos comentários dos fenômenos observados. (fracasso da missão de doutrinação de Monteiro). OM-12-68/69/70.

Desligai-vos do excessivo verbalismo sem obras. ML-9-105.

(...) As cristalizações mentais de muitos anos não se desfazem com esclarecimentos verbais dum dia. ML-11-131.

Por que a doutrinação em ambiente dos encarnados? (indagou André Luiz). As atividades de regeneração em nossa colônia estão repletas de institutos consagrados à caridade fraternal, no setor de iluminação (doutrinação) dos transviados. Em determinados casos, porém, a cooperação do magnetismo humano pode influir mais intensamente, em benefício dos necessitados que se encontrem cativos das zonas de sensação, na crosta do mundo. Valemo-nos do concurso de médiuns e doutrinadores humanos, não só para facilitar a solução desejada, senão também para proporcionar ensinamentos vivos aos companheiros envolvidos na carne, despertando-lhes o coração para a espiritualização. Ajudando as entidades em desequilíbrios, ajudarão a si mesmo; doutrinando, acabarão igualmente doutrinados. ML-17-280.

(...) Não podemos evitar que a ave de rapina cruze os ares, sobre a nossa fronte, mas podemos impedir que faça ninho em nossa cabeça. (deve se respeitar o livre-arbítrio, mas mantendo as devidas prudências). ML-18-303.

A sua reclamação, na essência, deve ser legitima; no entanto, é estranhável o seu processo de cobrança, no qual não descubro qualquer vantagem, visto que suas atividades de vingador, além de aprofundar suas chagas intimas, tornam-no antipático aos olhos de todos os companheiros. (...) Para ensinar com êxito, não basta conhecer as matérias do aprendizado e ministrá-las. Antes de tudo, é preciso senti-las e viver-lhes a substancialidade no coração. O homem que apregoa o bem deve praticá-lo, se não deseja que as suas palavras sejam carregadas pelo vento, como simples eco dum tambor vazio. O companheiro que ensina a virtude, vivendo-lhe as grandezas em si mesmo, tem o verbo carregado de magnetismo positivo, estabelecendo edificações espirituais nas almas que o ouvem, sem essas características, a doutrinação, quase sempre, é vã. ML-18-307/ 310/311.

As franquezas de Hipólito triunfaram. O pregador falava com ardorosa eloquência e, possuído de angélicos pensamentos, tudo ele irradiava luz. (ex-padre Hipólito pregando as centenas de espíritos infortunados, em precárias condições espirituais, das zonas de trevas). OVE-8-119.

O irmão Clementino pousou a destra na fronte do amigo que comandava a assembléia, mostrando-se-nos mais humanizado. (...) Influência agora a vida cerebral do condutor da casa, à maneira dum musicista emérito manobrando, respeitoso, um violino de alto valor, do qual conhece a firmeza e a harmonia. Clementino passou a emitir raios fulgurantes, ao mesmo tempo em que o cérebro de Silva, sob os dedos do benfeitor, se nimbava de luminosidade intensa. (...) Vimos aqui o fenômeno da perfeita assimilação de correntes mentais que preside habitualmente a quase todos os fatos mediúnicos. (ação do mentor espiritual Clementino intuindo o doutrinador Raul Silva). NDM-5-46/49.

Nas sessões de caridade, qual a que presenciamos, o primeiro socorrista é o médium que o recebe, mas, se esse socorrista cai num padrão vibratório do necessitado que lhe roga serviço, há pouca esperança no amparo eficiente. NDM-11-56.

Via-se, porém, com clareza, que não eram as palavras e força que o convencia, mas sim o sentimento irradiante com que era estruturado. (doutrinação de Raul Silva ao espírito enfermo Libório). NDM-7-64.

Lembre-se, meu amigo, lembre-se! Faça um apelo à memória! Veja à frente os quadros que se desenrolarão aos nossos olhos. (induzindo a entidade comunicante a vê numa tela ectoplasmática, as causas dos seus desequilíbrios). Condensador ectoplasmático tem a propriedade de concentrar em si os raios de força projetados pelos componentes da reunião, reproduzindo as imagens que fluem do pensamento da entidade comunicante, não só para a nossa observação (dos desencarnados), mas também para a analise do doutrinador. NDM-7-65/67.

(...) É importante que os obreiros da desobsessão, notadamente os médiuns psicofônicos e os médiuns esclarecedores, visitem os hospitais e casas destinadas à segregação de determinados enfermos, para compreenderem com segurança o imperativo de respeitosa cautela no trato com os espíritos revoltados e desditosos. DO-18-78.

Falar aos comunicantes perturbados e infelizes, com dignidade e carinho, entre a energia e a doçura, detendo-se exclusivamente no caso em pauta. Sabedoria no falar, ciência de ensinar. Em oportunidade alguma, polemizar, condenar ou ironizar, no contacto com os irmãos infelizes da Espiritualidade. Oferecer a intimidade fraterna aos comunicantes, aplicando o carinho da palavra e o fervor da prece, na execução da enfermagem moral que lhes é necessária. Suprimir indagação no trato com as entidades infortunadas, nem sempre em dia com a própria memória, como acontece a qualquer doente grave encarnado. A enfermagem imediata dispensa interrogatório. CE-24-91/92.

(Os médiuns esclarecedores devem guardar) atenção no campo intuitivo, a fim de registrarem, com segurança, as sugestões e os pensamentos dos benfeitores espirituais que comandam as reuniões. Cultivar o tato psicológico, evitando atitudes ou palavras violentas, mas fugindo da doçura sistemática que anestesia a mente sem renová-la, na convicção de que é preciso aliar raciocínio e sentimento, compaixão e lógica, a fim de que a aplicação do socorro verbalista alcance o máximo rendimento. DO-24-99/100.

(...) Os médiuns esclarecedores, se necessário, acumularão também as funções de médiuns passistas, mas não a de psicofônicos, de modo a não se deixarem influenciar por espíritos enfermos. DO-26-108.

Os médiuns esclarecedores, pelo que ouçam do manifestante necessitado, deduzam qual o sexo a que ele tenha pertencido. (...). DO-33-129.

Natural venhamos a compreender no visitante dessa qualidade (espíritos desequilibrados com sofrimentos) um doente, para quem cada frase precisa ser medicamento e bálsamo. Entendamos cada espírito sofredor qual se nos fosse um familiar extremamente querido. DO-32-125/126.

Anulem qualquer intento de discussão ou desafio com entidades comunicantes, dando mesmo razão, algumas vezes, aos espíritos infelizes e obsessores, reconhecendo que nem sempre a desobsessão real consiste em desfazer o processo obsessivo, de imediato, de vez que em casos diversos, a separação de obsidiado e obsessor deve ser praticada lentamente; e pratiquem a hipnose construtiva, quando necessário. DO-33-129/130.

Os esclarecedores permitirão aos espíritos sofredores que e exprimam pelos médiuns psicofônicos tanto quanto possível, em matéria de desinibição ou desabafo, desde que a integridade dos médiuns e a dignidade do recinto sejam respeitadas. DO-34-133.
(...) A parte essencial no entendimento é atingir o centro de interesse do espírito preso a idéias fixas, para que se lhes descongestione o campo mental, deve abster-se, desse modo, de qualquer discursos ou divagação desnecessária. DO-34-134.

Os médiuns esclarecedores permanecerão atentos aos característicos dos manifestantes em desequilíbrios, de vez que entre estes se encontram, frequentemente, sofredores que comparecem pela primeira vez, bem como os reincidentes sistemáticos, os companheiros infelizes do pretérito alusivo aos integrantes da reunião e recém-desencarnados em desorientação franca, os suicidas e homicidas, os casos de zoantropia e de loucura, os malfeitores trazidos à desobsessão para corrigenda e os irmãos tocados de exotismos por terem desencarnado recentemente em terras estrangeiras, as inteligências detidas no sarcasmo e na galhofa, os vampirizadores conscientes e inconscientes interessados na ocultação da verdade, e toda uma extensa família de espíritos necessitados nos vários graus de sombra e sofrimento que assinam a escala da ignorância e da crueldade. DO-36-139.

Desobsessão não se realiza sem a luz do raciocínio, mas não atinge os fins a que se propõe, sem as fontes profundas do sentimento. DO-36-140.

(...) O esclarecimento não será, todavia, longo em demasia, compreendendo-se que há determinações de horário e que outros casos requisitam atendimento. A palestra reeducativa, ressalvadas as situações excepcionais, não perdurará, assim, além de dez minutos. DO-37-143.

(...) Na reunião, é desaconselhável se verifique o esclarecimento simultâneo a mais de duas entidades carentes de auxilio, para que a ordem seja naturalmente assegurada. DO-39-151.

Os médiuns esclarecedores (...) reunir-se-ão, periodicamente, ou quando lhes seja possível, para a troca de impressões, à luz da Doutrina Espírita, analisando tópicos do trabalho ou apresentando planos entre si com o objetivo de melhoria e aperfeiçoamento do grupo. Semelhantes reuniões são absolutamente necessárias para que se aparem determinadas arestas. DO-65-225.