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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Plástica

CIRURGIA PLÁSTICA E AUTO-ESTIMA

Seria o caso de perguntarmos à rosa ou ao lírio por que é que eles são tão belos, perguntar à luz por que brilha tanto. Se a providência divina nos concedeu a plástica regeneradora, naturalmente será para que venhamos a valorizar, cada vez mais, o veículo físico pelo qual nos externamos, na Terra  afirmou Francisco Cândido Xavier no programa Pinga Fogo na TV Tupi de São Paulo, em dezembro de 1971, ao ser entrevistado sobre diversos assuntos, dentre os quais a visão dos mentores espirituais sobre a cirurgia plástica. O assunto voltou a ser focalizado, recentemente, em entrevista publicada pela Folha Espírita, com o cirurgião Ivo Pitanguy, inquirindo-o sobre a preocupação do mundo atual com a beleza física e a vaidade, ao que respondeu:

Estamos vivendo um momento em que há um culto muito grande da juventude, não somente no Brasil, mas em todo o mundo. Esse culto está dentro do marketing, vendendo muitos produtos, cosméticos, alimentos e outros. No meu ponto de vista, este marketing está errado, pois o jovem de hoje será o idoso de amanhã. Na realidade, acho que isso é uma fase transitória, pois o ser humano tem de viver dignamente cada momento da vida. A juventude é tão boa que seu único problema, segundo o filósofo Bertrand Russel, é que é dada aos jovens, que não têm capacidade de apreciá-la.

Explicando que a cirurgia plástica busca remediar as más-formações e deformidades que afligem o ser humano e diminuem sua autoestima, o entrevistado declarou que o momento de recorrer a esse recurso ocorre quando a pessoa não se sentir bem consigo própria, não aceitar sua imagem. Ninguém quer ser diferente, pois ao ser igual ao seu próximo ele será aceito em seu meio.

A cirurgia pode trazer de volta a alegria de viver em paz com sua imagem, acrescentando que, tanto em sua clínica privada quanto na Santa Casa de Misericórdia, lida com pacientes de diferentes classes sociais, cujos anseios, no entanto, são os mesmos.

Sobre os riscos desse tipo de tratamento explicou: A cirurgia plástica é uma especialidade sujeita a riscos imponderáveis, como qualquer outra. Procuramos sempre nos cercar de todas as precauções possíveis, mas não somos deuses, não temos como garantir de forma absoluta os resultados finais. (...) Quando acontece o imponderável, o desconforto e a desolação são enormes, tanto para o cirurgião quanto para os familiares. Perguntado, finalmente, como via a união da Medicina à Espiritualidade, declarou: Um dos principais papéis da Medicina é mostrar que não existem doentes e, sim, doenças. Quando o diagnóstico é feito, no entanto, temos a parte somática e a parte anímica, que se entrelaçam. Conhecemos inúmeros casos de cura inexplicáveis do ponto de vista da ciência, o que nos mostra o lado espiritual, a força da fé. Devemos, portanto, unir os conhecimentos científicos com o desenvolvimento psíquico e espiritual do paciente.

A matéria publicada na Folha Espírita cita, ainda, um pronunciamento de Chico Xavier, constante no livro Lições de Sabedoria, da FE Editora, sobre o assunto, em que o médium afirma:

Nós pensamos, com os amigos que se comunicam conosco, que nem toda provação deve perdurar durante a existência inteira. Chega o momento em que essa provação pode ser extinta e renovada para o bem, reformada para a felicidade da criatura.

A cirurgia plástica regeneradora é uma ciência que vem em benefício de nós outros, porque muitos de nós precisamos do rosto mais ou menos bem composto, das pernas fortes, ou mesmo de outros sinais morfológicos do corpo corretos, para cumprir bem a tarefa. Eu conheço uma amiga que é manequim e ganha a vida para sustentar o marido, que está num sanatório.

Por que razão impedir que ela faça a cirurgia plástica dos seios, quando estes estão defeituosos?

Ainda sobre a plástica regeneradora, na entrevista à TV Tupi, acima referida, Chico Xavier declarou: A plástica regeneradora, com orientação médica, é um fator a grandes estímulos psicológicos para que a alegria de viver não feneça em nossos corações e para que possamos trabalhar com mais interesse, com mais estímulo, no rendimento de nossa vida para o bem de todos.

A plástica regeneradora é muito legítima, tanto quanto a geriatria e a gerontologia, que chegaram no mundo pelas mãos da ciência, para que, depois dos 40 anos, também saibamos facear o período de madureza com a saúde de que possamos desfrutar.

Porque, não devemos ambicionar o suicídio prematuro, através da inércia ou do descaso pela nossa apresentação pessoal.

A entrevista completa pode ser lida na edição de janeiro da Folha Espírita, publicação da FE Editora Jornalística cujo endereço é Av. Pedro Severino Jr, 325  CEP 04310-060 São Paulo, SP  telefone (11) 5585-1977

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Sábado, 12/2/2005 - no 1924