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sexta-feira, 12 de junho de 2015

09  esboço de o livro dos médiuns

18-33


Allan Kardec - O Livros dos Médiuns - Parte Segunda - Manifestações Espíritas - cap. 5 - Manifestações Físicas Espontâneas - Fenômenos de Transporte

QUAL A MELHOR GARANTIA PARA PREVENÇÃO DE FRAUDES?

Manifestações Visuais


É RACIONAL SE ASSUSTAR COM A APARIÇÃO DE UM ESPÍRITO?

Manifestações Visuais

100 De todas as manifestações espíritas, as mais interessantes são, sem dúvida, aquelas em que os Espíritos se tornam visíveis. Veremos, pela explicação desse fenômeno, que ele não é mais sobrenatural do que qualquer outro. Primeiramente, apresentamos as respostas que foram dadas a esse respeito pelos Espíritos:

1. Os Espíritos podem se tornar visíveis?

Sim, principalmente durante o sono; porém, algumas pessoas os vêem quando acordadas, porém é mais raro.

  Enquanto o corpo repousa, o Espírito se liberta dos laços materiais; por estar mais livre, pode ver mais facilmente os outros Espíritos com os quais entra em comunicação. O sonho é apenas a lembrança desse estado. Quando não nos lembramos de nada, costuma-se dizer que não sonhamos, mas a alma não deixou de ver e de usufruir sua liberdade. Ocupamo-nos aqui, mais especialmente, das aparições quando acordados.

2. Os Espíritos que se manifestam pela visão pertencem a uma classe diferenciada?

Não. Podem pertencer a qualquer classe, das mais elevadas às mais inferiores.

3. É possível a qualquer Espírito se fazer ver?

Todos podem, mas nem sempre têm permissão ou vontade.

4. Qual é o objetivo dos Espíritos que se manifestam visivelmente?

Isso depende; de acordo com a sua natureza, o objetivo pode ser bom ou mau.

5. Como essa permissão pode ser dada quando o objetivo é mau?

É para pôr à prova aqueles a quem aparecem. A intenção do Espírito pode ser má, mas o resultado pode ser bom.

6. Qual é o objetivo dos Espíritos que têm má intenção ao se fazerem ver?

Assustar e, muitas vezes, vingar-se.

6 a. Qual é o propósito dos Espíritos que aparecem com boa intenção?

Consolar as pessoas que os lamentam; provar que existem e que estão por perto; dar conselhos e algumas vezes pedir ajuda para eles mesmos.

7. Que inconvenientes existiriam se a possibilidade de ver os Espíritos fosse permanente e geral? Não seria um modo de acabar com as dúvidas dos mais incrédulos?

O homem está constantemente rodeado de Espíritos, e a visão incessante que teria deles o perturbaria, iria atormentá-lo em suas ações e lhe tiraria a iniciativa na maioria dos casos; pensando estar sozinho, age mais livremente. Quanto aos incrédulos, possuem muitos meios de se convencerem, se quiserem e se não estiverem cegos pelo orgulho. Sabemos que há pessoas que viram e nem por isso passaram a acreditar; dizem se tratarem de ilusões. Não vos inquieteis com essas pessoas; Deus se encarregará delas.

  Haveria muitos inconvenientes se víssemos constantemente os Espíritos, como haveria se víssemos o ar que nos rodeia ou a grande quantidade de bactérias microscópicas que existem ao redor de nós e em nós. Assim devemos concluir que o que Deus faz é bem-feito, e Ele sabe melhor do que nós o que nos convém.

8. Se a visão dos Espíritos tem inconvenientes, por que é permitida em certos casos?

Com a finalidade de dar uma prova de que nem tudo morre com o corpo e de que a alma conserva sua individualidade após a morte. Essa visão passageira é suficiente para provar e atestar a presença de vossos amigos ao redor de vós; mas não tem os inconvenientes da visão permanente.

9. Nos mundos mais avançados que o nosso, a visão dos Espíritos é mais frequente?

Quanto mais o homem se aproxima da natureza espiritual, mais facilmente entra em relação com os Espíritos; é a grosseria do vosso corpo que torna mais difícil e mais rara a percepção dos seres etéreos.

10. É racional se assustar com a aparição de um Espírito?

Aquele que raciocina deve compreender que um Espírito, qualquer que seja, é menos perigoso do que um vivo. Aliás, os Espíritos estão em todos os lugares e não há necessidade de vê-los para saber que estão ao vosso lado. O Espírito que quisesse prejudicar poderia fazê-lo com toda a segurança sem se fazer ver. O Espírito não é perigoso por ser Espírito, mas sim pela influência que pode exercer sobre o pensamento da pessoa, afastando-a do bem ou induzindo-a ao mal.

  As pessoas que têm medo da solidão e do escuro raramente se dão conta da causa de seu pavor, não saberiam dizer do que têm medo, mas certamente deveriam temer mais encontrar pessoas do que Espíritos, porque um malfeitor é mais perigoso vivo do que após a morte. Uma noite, uma senhora nossa conhecida, em seu quarto, presenciou uma aparição bem caracterizada e acreditou que havia alguém presente. Sua primeira reação foi de pavor. Tendo se assegurado de que não havia ninguém, disse: Parece que é apenas um Espírito; posso dormir tranquila.

11. Quem vê um Espírito pode manter uma conversação com ele?

Perfeitamente; é o que se deve fazer nesse caso, perguntando ao Espírito quem é, o que deseja e o que se pode fazer por ele. Se o Espírito é infeliz e sofredor, a compaixão o alivia; se é um Espírito benevolente, pode vir na intenção de dar bons conselhos.

11 a. Como o Espírito pode responder?

Ele o faz, algumas vezes, a viva voz, falando, como o faria uma pessoa viva; outras vezes, há transmissão de pensamento.

12. Os Espíritos que aparecem com asas as possuem realmente ou são apenas uma aparência simbólica?

Os Espíritos não têm asas; eles não têm necessidade delas, uma vez que podem se transportar para todos os lugares como Espíritos. Eles aparecem de acordo com a forma que impressiona a pessoa: uns aparecerão com roupas comuns, outros vestidos de amontoados de panos, alguns com asas, como atributo da categoria de Espíritos que representam.

13. As pessoas que vemos em sonho são como se apresentam?

São quase sempre as pessoas com quem vosso Espírito se encontrou ou que vêm ao vosso encontro.

14. Os Espíritos zombeteiros não podem tomar a aparência das pessoas de que gostamos para nos induzir ao erro?

Eles podem tomar aparências fantasiosas apenas para se divertirem à vossa custa; mas há coisas com as quais não lhes é permitido brincar.

15. Sendo o pensamento uma espécie de evocação, compreende- se que possa atrair a presença do Espírito; mas por que muitas vezes as pessoas em que mais pensamos e que mais desejamos ver nunca se apresentam em sonho, enquanto vemos pessoas que não nos são indiferentes e nas quais nunca pensamos?

Os Espíritos nem sempre têm a possibilidade de se manifestar à visão, nem mesmo em sonho, apesar de desejarmos vê-los; motivos independentes de sua vontade podem impedi-los. Isso também é uma prova à qual o desejo mais ardente não pode se impor. Quanto às pessoas que vos são indiferentes, se vós não pensais nelas, é possível que pensem em vós. Aliás, não podeis fazer ideia das relações do mundo dos Espíritos; encontrareis nesse lugar uma multidão de conhecidos íntimos, antigos ou novos, dos quais não tendes a menor lembrança quando acordados.

  Quando não existe nenhum meio de controlar as visões ou aparições, pode-se sem dúvida atribuí-las à alucinação; mas, quando elas são confirmadas pelos acontecimentos, não se pode atribuí-las à imaginação; por exemplo, as aparições no momento da morte, em sonho ou quando acordados, de pessoas em que nunca pensamos e que, por diversos sinais, vêm revelar as circunstâncias totalmente ignoradas da sua morte. Têm-se visto, muitas vezes, cavalos empinarem-se e recusarem-se a prosseguir diante de aparições que assustaram aqueles que os conduziam. Se a imaginação pode ser um fato para os homens, certamente não pode ser para os animais. Aliás, se as imagens que vemos em sonho fossem sempre um efeito das preocupações que temos quando acordados, nada explicaria por que nunca sonhamos com as coisas em que mais pensamos.

16. Por que certas visões são mais frequentes quando se está doente?

Elas também ocorrem quando se está em perfeita saúde; é que, na doença, os laços materiais estão mais frouxos; a fraqueza do corpo possibilita mais liberdade ao Espírito, que entra mais facilmente em comunicação com os outros Espíritos.

17. As aparições espontâneas parecem ser mais frequentes em alguns países. Há pessoas mais dotadas do que outras para receberem essas manifestações?

Será que julgais conhecer todos os processos históricos de cada aparição? As aparições, os barulhos e as demais manifestações são igualmente difundidas por toda a Terra, mas apresentam características distintas de acordo com os povos onde ocorrem. Em alguns, por exemplo, porque a escrita é pouco utilizada, não há médiuns escreventes; noutros, há milhares; em outros ainda, ocorrem mais ruídos e movimentos do que comunicações inteligentes, por serem estas menos apreciadas e procuradas.