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sexta-feira, 19 de junho de 2015

10 = COEM II - Sociedade Espírita Obreiros do Bem

COEM II- SEOB

UNIDADE TEÓRICA 10

LEIS DA COMUNICAÇÃO ESPÍRITA

- LEI DAS ATRAÇÕES E CORRESPONDÊNCIAS: No Universo em que vivemos, estamos verdadeiramente mergulhados num oceano de vibrações, das maia variadas naturezas, desde aquelas produzidas pela matéria inerte, como as dos corpos radiativos, até as vibrações espirituais mais elevadas. As vibrações semelhantes aproximam os Espíritos. Nossos maus pensamentos criam, em torno de nós, uma atmosfera fluídica impura, favorável à ação das influências da mesma ordem, enquantc os pensamentos nobres atraem as vibrações elevadas.

Na escala ascensional em que nos encontramos, convivemos com seres em vários graus evolutivos, mas nos afinizamos com aqueles com condições próximas às nossas. No plano espiritual os seres dotados do mesmo estado vibratório e de iguais meios de percepção podem reconhecer-se mutuamente e trocar impressões. Os seres dos planos superiores, em virtude de suas condições espirituais mais elevadas, conservam-se invisíveis e muitas vezes desconhecidos dos seres colocados nos planos inferiores. Quanto a nós, encarnados, em virtude da diferença de estado vibratório também, geralmente não tomamos conhecimento dos Espíritos que nos cercam. Porém, assim como o campo de visão humana pode ser ampliado com o auxílio de instrumentos de ótica (telescópios, lentes e microscópios), também se pode aumentar ou reduzir a freqüência das vibrações, atingindo-se um estado especial, capaz de permitir que os dois planos diferentes se aproximem e entrem em correspondência, isto é, em sintonia.

Para comunicar-se conosco, deverá o Espírito alterar a freqüência de suas vibrações, ao mesmo tempo que ativará as nossas. Podemos colaborar voluntariamente para isso quando o homem atinge o estado necessário para a comunicação, isto é, se apresenta em mediunidade. Ela é a propriedade que certas pessoas têm de se exteriorizar do envoltório carnal, em graus diversos, e imprimir maior freqüência e amplitude às suas vibrações psíquicas. O Espírito, por sua vez, altera suas radiações, a fim de sintonizar com o médium. E essa harmonização das ondas vibratórias a condição fundamental para a comunicação mediúnica.

2 - LEI DE HARMONIZAÇÁ0 DE VIBRAÇÕES E PENSAMENTOS DIFERENTES:

É na combinação das forças psíquicas e dos pensamentos entre os médiuns e os experimentadores, de um lado, e entre estes e os Espíritos, do outro, que reside a Lei das Manifestações, segundo nos explica Léon Denis.

O pensamento do homem imprime às moléculas do cérebro movimentos vibratórios de variada intensidade.

Paralelamente, aquilo que o cérebro humano emite sob forma de vibrações mais lentas, o perispírito do desencarnado projeta sob forma de ondas de freqüência mais elevada e de maior amplitude.

Para mais fácil compreensão, façamos a comparação com um bloco de gelo, que a força de coesão mantém as moléculas de modo a formarem cristais. Submetido o gelo a ação do calor, absorve grandes quantidades de energia, que provocam o afastamento progressivo das moléculas que o constituem. Ao mesmo tempo, em virtude da mesma ação (do calor), intensifica-se o movimento dessas moléculas. Em conseqüência das modificações ocorridas, o gelo transforma-se em água e, em seguida em vapor.

Nosso cérebro poderia se comparado ao bloco de gelo, debilmente vibrátil, ao passo que o perispírito do desencarnado seria o vapor, tornado invisível, porque irradia com demasiada rapidez para que possa ser percebido pelos nossos sentidos.

2.1  Condições favoráveis para a comunicação: As condições são favoráveis para uma boa comunicação entre
Espíritos e médium quando este e os assistentes formam um grupo harmônico, isto é, quando pensam e vibram em uníssono.

A ausência destas condições pode resultar em que:

a) os pensamentos emitidos e as forças exteriorizadas se oponham e se anulem reciprocamente;

b) envolvidos por essas correntes contrárias, o médium experimente mal-estar indefinível
Mesmo quando as condições são favoráveis e ocorrem efeitos físicos ou intelectuais, somente fatos rigorosamente comprovados devem ser atribuídos a entidades espirituais.

2.2  Graus de sensibilidade mediúnica e ação intermediária: O desejo de se comunicar com determinado Espírito e igual desejo por parte deste não bastam. São necessárias outras condições, determinadas pela lei da vibrações, como, por exemplo, a sintonia vibratória. Se não houver sintonia, o pensamento do Espírito não poderá ser captado pelo médiüm.

Existem, no entanto, recursos de que se vale a espiritualidade, para auxiliar a comunicação. Vejamos:

a) O Espírito procura baixar seu padrão vibratório, tornando-o mais próximo ao dos encarnados.
Como, porém, outros fatores se acham ligados à comunicação mediúnica, variam também as probabilidades de êxito desta tentativa. Caso falhe, não se atingindo a adaptação vibratória buscada, qualquer comunicação direta se torna impossível.

b) O Espírito poderá, então, recorrer a outro mais evoluído ou mais hábil àtransmissão de seus conceitos. Tal fato ocorre, com freqüência, nas manifestações em que supomos receber a mensagem direta de um amigo. Esta nos chega graças ao auxílio de um intermediário espiritual. Como conseqüência, podem surgir certas inexatidões ou obscuridades, que são atribuídas ao comunicante. Entretanto, a comunicação, no seu conjunto, apresenta todos os caracteres de autenticidade.

c) Na hipótese de o amigo espiritual dispor dos poderes necessários, terá, ainda, de procurar um médium cujo organismo corDoral - apresente possibilidades de harmonizar o fluido espiritual com o seu (condição de afinidade fluídica). Como identidade absoluta não existe, o Espírito terá de contentar-se com o instrumento menos impróprio ao resultado que almeja. Encontrando tal instrumento (médium),  dedica-se o Espírito a desenvolver-lhe as qualidades receptivas. Poderá consegui-lo em pouco tempo, mas, muitas vezes, são necessários meses ou anos para conduzir o médium ao grau adequado de receptividade. Surge, daí, a obrigatoriedade de o médium cultivar, ao mesmo tempo, a paciência, a perseverança, a continuidade e a regularidade dos esforços. Se ele proceder de modo incoerente, hoje com ardor, amanhã com desânimo, provocará uma flutuação intensa de suas emissões vibratórias e não poderá queixar-se depois da precariedade dos recursos obtidos.

d) Pode acontecer ainda que, sentindo-se impotente para ativar, em dose suficiente, as vibracões do médium no estado de vigília, isto é, acordado, recorra o Espírito ao transe. Pelo sono, torna o, rn~diuni inconsciente. O perispírito deste se exterioriza, suas irradiações aumentam e se apuram; a transmissão se torna possível e o médium expressa o pensamento do Espírito. Porém, ao despertar, não conserva lembrança alguma do ocorrido.

2.3  Ação Generalizada: Pela orientação e persistência de nossos pensamentos, podemos modificar as influências que nos cercam e entrar em relação com inteligências e forças similares. Esse fato não ocorre exclusivamente com os médiuns propriamente ditos, mas se dá com todas as pessoas. As influências do mundo dos Espíritos exercem-se sobre nós sem que tenhamos percepção consciente desse intercâmbio. Não énecessário acreditar na existência do mundo dos Espíritos e querer conhecê-lo para sentir seus efeitos. A lei das atrações é irresistível.

Depende do homem receber as mais diversas inspirações, desde as mais sublimes até as mais grosseiras. Nosso estado mental é uma brecha, por onde amigos ou inimigos podem penetrar. Os sensuais atraem os Espíritos sensuais. O inventor éauxiliado por Espíritos afins. O orador tem a percepção das imagens, que fixará em arroubos de eloqüência. O pensador, o músico, o poeta receberão as vibrações dos planos em que o verdadeiro e o belo constituem preocupação permanente. Assim de um a outro plano responde o E~píríto às solicitações do Espírito. A frivolidade atrai Espíritos levianos; mas a prece do homem de bem, a súplica por ele dirigida aos Espíritos evoluídos se eleva e repercute ao mesmo tempo que, das regiões distantes descem sobre eles as ondas vibratórias, os eflúvios dos amigos espirituais, que o envolvem na corrente de vida e de energia.

3  CONSIDERAÇÕES FINAIS: Na mediunidade não podemos olvidar o problema da sintonia.. Achando-se a mente na base de todas manifestações mediúnicas, quaisquer que sejam as características que se expressem, é imprescindível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe os tesouros morais e culturais, os únicos que nos possibilitam fixar a luz que jorra para nós das esferas mais altas, através dos gênios da sabedoria e do amor.

Atraímos Espíritos que se afinam conosco, tanto quanto somos por ele atraídos; e se cada um de nós somente pode dar conforme o que tem, é indiscutível que cada um recebe de acordo com aquilo que dá.

(André Luiz  Nos Domínios da Mediunidade).

ROTEIRO: LEIS DA COMUNICAÇÃO ESPÍRITA

LÉON DENIS, No Invisível  cap. VIII