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terça-feira, 23 de junho de 2015

COEM II - Sociedade Espírita Obreiros do Bem

COEM II- SEOB

UNIDADE TEÓRICA 02

A MEDIUNIDADE ATRAVÉS DOS TEMPOS

A mediunidade, por ser uma faculdade inerente ao ser humano, tem-se manifestado em todos os tempos. Os Vedas, há 4.000 anos passados já noticiavam a mediunidade através de seus escritos religiosos. Na Índia, na Pérsia, no Egito, na Grécia, e em Roma, a mediunidade sempre foi utilizada como meio de dominação e poder, por seu caráter considerado sobrenatural.

Na Bíblia vários fatos mediúnicos são relatados, como a própria conversa de Moisés com deus (para o Espiritismo seria a manifestação de um espírito de alto grau de elevação na hierarquia evolutiva natural). O povo Hebreu o fazia com tal freqüência e de forma tão abusiva que o próprio Moisés se viu obrigado a proibir tais manifestações.

Zaratrusta (Zoroastro), no século VI antes de Cristo, se comunicava com Mazda (Deus) na organização de sua doutrina, o Zoroastrismo, hoje é Masdeísmo.

No Novo Testamento, Jesus se transfigura na frente de Pedro, Tiago e João e conversa com Moisés e Elias. A mediunidade de cura que Jesus apresenta diversas vezes. Os processos obsessivos que o mesmo Jesus desfaz por imposição de sua vontade. Tantas são as evidências, que seria cansativo enumerá-las.

Mais recentemente, na primeira metade do século XVIII, um sueco de nome Emanuel Swedenborg, homem de grande cultura, trazia consigo uma capacidade mediun,ca muito grande, principalmente a vidência a distancia. Fato importantíssimo registrado, foi aquele que, estando em Gothenburg, observou e descreveu um incêndio em Estocolmo, a 500 km de distância, com perfeita exatidão. O caso foi muito estudado, inclusive pelo filósofo Kant, seu contemporâneo. Swedenborg é um marco na história da mediunidade e um predecessor do ESPIRITISMO.

No século XIX fato marcante foi registrado na comunidade dos Shakers, nos EUA: manifestações de Espíritos de Índios Peles Vermelhas. F. W. Evans, membro da comunidade, homem de notável inteligência, fez um relato minucioso e interessante de todo o assunto, que pode ser encontrado no New York Daily Graphic, de 24 de novembro de 1.874.

Mas o fato mais marcante, que maior repercussão teve e ao qual é atribuído o início do interesse do mundo moderno pela mediunidade, foi em Hydesville, USA, em 1848. Na casa da família Fox ocorreram fenômenos físicos, com barulhos e batidas, que resultaram numa conversação por código (de batidas) com o Espírito de um homem que fora assassinado naquela casa. Isso repercutiu e foi muito estudado.

As mesas girantes, que na Europa tornaram-se uma coqueluche da sociedade, popularizaram-se após os acontecimentos de Hydesville, mundialmente conhecidos. De simples brincadeira passaram a ser observadas por pessoas sérias, como o Professor RivaiI (Kardec), que buscavam as causas desse acontecimento. 

Pesquisadores de renome passaram a analisar cuidadosamente esse fenômeno o que permitiu chegarem a conceituações, que levaram ao desenvolvimento da Doutrina Espírita.

Fenômenos físicos, como os das mesas girantes, nos quais através de pancadas eram respondidas questões formuladas por encarnados, foram evoluindo para fenômenos mais subjetivos, nos quais um encarnado empresta seu organismo (não somente o corpo físico, mas senão o complexo fisiológico e espiritual que é a criatura humana) para que através dele uma inteligência desencarnada se manifeste em nosso meio. Tal faculdade é denominada Faculdade Mediúnica ou Mediunidade.

ROTEIRO: A MEDIUNIDADE ATRAVÉS DOS TEMPOS
EAM LM; NI; DC; HE; R