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sábado, 20 de junho de 2015

COEM II - Sociedade Espírita Obreiros do Bem
COEM II- SEOB 1=2

UNIDADE TEORICA 11>1

IDENTIDADE DOS ESPÍRITOS, COMUNICAÇÕES ESPONTÂNEAS, EVOCAÇÕES E PERGUNTAS
QUE SE PODEM FAZER AOS ESPÍRITOS
 Os Espíritos podem comunicar-se ESPONTANEAMENTE ou atender ao nosso chamado, isto é, vir por EVOCAÇÃO. Tanto as comunicações espontâneas quanto as evocações têm suas vantagens.
COMUNICAÇÕES ESPONTÂNEAS: 
Não apresentam qualquer inconvenientes quando se está seguro da presença dos Espíritos, não deixando, também, que os maus tomem a dianteira.
Então é quase sempre bom aguardar a boa vontade dos que se disponham a comunicar-se, porque não há nenhum constrangimento sobre o pensamento deles e, dessa maneira se podem obter coisas admiráveis. Por outro lado, pode suceder que o Espírito chamado não está disposto a falar, ou não seja capaz de fazê-lo adequadamente. O exame escrupuloso é uma garantia às más comunicações. Nas reuniões regulares, naquelas sobretudo em que se faz um trabalho continuado, há sempre Espíritos habituais que a elas comparecerem, sem que sejam chamados, por estarem prevenidos, em virtude mesmo das regularidade das sessões. Tomam, então freqüentemente a palavra para tratar de um assunto qualquer, desenvolver uma propositura ou prescrever o que se deva fazer, caso em que são facilmente reconhecíveis, quer pela forma de linguagem, que é sempre idêntica, quer pela escrita, quer por certos hábitos que lhe são peculiares.
EVOCAÇÕES:
Todos os Espíritos, qualquer que seja o grau que se encontrem na escala espiritual, podem se comunicar: os bons e maus, tanto os que deixaram a vida há pouco tempo, como os que viveram em épocas mais remotas, os que foram homens ilustres, como os mais obscuros, os nossos parentes e amigos, e os que nos são indiferentes.
Isto, porém, não quer dizer que eles sempre queiram ou possam responder aos nossos chamados. Independentemente da própria vontade, ou de permissão, que lhes pode ser recusada por uma potência superior, é possível se achem impedidos de o fazer, por motivos que nem sempre podemos conhecer.
Entre as causas que podem impedir a manifestação de um Espírito, algumas lhes são pessoais e outras estranhas. Entre as primeiras devem colocar-se as ocupações ou as missões que estejam desempenhando e das quais não podem afastar-se, para ceder aos nossos desejos. Neste caso, sua visita fica apenas adiada.
As causas estranhas estão principalmente na natureza do médium, na da pessoa que o evoca, no meio em que se faz a evocação, enfim, no óbjetivo que se tem em vista.
Freqüentemente as evocações oferecem mais dificuldades aos médiuns do que os ditados espontâneos, sobretudo quando se trata de obter respostas precisas a questões circunstanciadas.
Para isto, são necessários médiuns especiais, ao mesmo tempo flexíveis e positivos, (médiuns positivos : suas comunicações têm geralmente, um cunho de nitidez e precisão que muito se presta às minúcias circunstanciadas, aos informes exatos  veja L.M., item 193).
Eles são bastante raros, pois as revelações fluídicas nem sempre se estabelecem instantaneamente com o primeiro Espírito que se apresente. E importante que os médiuns não se entreguem às evocações, senão depois de estarem certos do desenvolvimento de suas faculdades e da natureza dos Espíritos que os assistem.
UTILIDADE DAS EVOCAÇÕES PARTICULARES: 
As comunicações que se obtêm dos Espíritos muito elevados, ou dos que animaram grandes personagens da antigüidade, são preciosas, pelos altos ensinamentos que encerram. Esses Espíritos conquistaram um grau de perfeição que lhes permite abranger muito mais extenso campo idéias, penetrar mistérios que escapam ao alcance vulgar da humanidade e, por conseguinte, ensinar-nos melhor. Espíritos mais próximos de nós nos tornam mais palpáveis as circunstâncias em que se encontram. Neles a ligação entre a vida corpórea e a vida espiritual é mais íntima, compreendemo-lo melhor, porque ela nos toca de mais perto.
FASE ATUAL DO ESPIRITISMO: Fica assim exposta uma síntese das considerações do Codificador Ailan Kardec sobre as evocações dos Espíritos, necessária e justificável na fase de pesquisa em que a doutrina Espírita se estabelecia nos seus fundamentos gerais. Hoje, vivemos uma nova fase. O espiritismo já sedimentado filosoficamente alcança hoje sua de difusão e reeducação moral da humanidade. A comunicação com os Espíritos tem agora características diferentes. Estamos na fase da aplicação dos conceitos espíritas ao comportamento humano, à sua moral.
Emmanuel, em o livro O Consolador, na Questão n. 369, diz o seguinte, reportando-se à evocação direta de determinados Espíritos : Não somos dos que aconselham a evocação direta e pessoal, em caso algum. Se essa evocação é passível de êxito, sua exeqüibilidade somente pode ser examinada no plano espiritual.
DA IDENTIDADE DOS ESPÍRITOS: A questão da identidade dos Espíritos é, depois da obsessão, uma das maiores dificuldades do Espiritismo prático, devido ao seguinte:
a) Os Espíritos não se identificam automaticamente;
b) Com facilidade, alguns dentre eles tomam nomes que nunca lhes pertenceram. Todavia, em muitos casos, a identidade absoluta não passa de questão secundária e sem importância real.
A identidade dos Espíritos das personagens antigas é a mais difícil de se conseguir, tornando-se muitas vezes impossível, pelo que ficamos adstritos a uma apreciação puramente intelectual. Julgam-se os Espíritos, como homens, pela sua linguagem. Desde que o Espírito só diz coisas aproveitáveis, pouco importa o nome que esteja usando.
Porém, se apresenta com o nome de um personagem ilustre e diz coisas triviais e infantilidades, está claro que não pode ser considerada como tal pessoa. Importante será, na maioria das vezes, distinguirem os bons dos maus Espíritos, está explícita em O Livro dos Médiuns,cap. XXIV: Qualquer que seja a confiança legítima que nos inspirem os Espíritos, recomendações há que nunca será demais repetir e que devemos ter sempre na lembrança pesar e meditar; submeter ao cadinho da razão mais severa todas as comunicações que recebemos; não deixar de pedir as explicações necessárias e formarmos opinião segura, desde que um ponto pareça suspeito, duvidoso ou obscuro.
Podemos resumir nos princípios seguintes os meios de se reconhecer à qualidade dos Espíritos
a) Não há outro critério, senão o bom senso, para se aquilatar do valor dos Espíritos. Absurda será qualquer fórmula que eles próprios dêem para esse efeito e não poderá provir dos Espíritos superiores.
b) Os Espíritos superiores usam sempre de uma linguagem digna, nobre, elevada, sem trivialidade. Tudo dizem com simplicidade, modéstia, jamais se vangloriam nem se jactam de seu saber ou da posição que ocupam. A linguagem dos Espíritos inferiores ou vulgares sempre algo reflete das paixões humanas. Toda expressão que denota baixeza. pretensão, arrogância, fanfarronice é indício característico de inferioridade e de embuste se o Espírito se apresenta com o nome respeitável e venerado.
c) Não se deve julgar da qualidade do Espírito pela linguagem material, nem pela correção de estilo. E preciso sondar-lhe o Íntimo, analisar-lhes as palavras, pesá-las friamente, maduramente e sem prevenção. Qualquer ofensa à lógica, à razão e àponderação não pode deixar dúvida sobre a sua precedência, seja qual for o nome com que se ostenta o Espírito.
d) Os bons Espíritos só dizem o que sabem, calam-se ou confessam a sua ignorância sobre o que não sabem. Os maus falam de tudo com desassombro, sem se preocuparem com a verdade. Toda heresia científica notória, todo princípio que choque o bom senso revela a fraude.
e) Reconhecem-se ainda os Espíritos levianos, pela facilidade com que predizem o futuro e precisam os fatos materiais de que não nos é dado ter conhecimento. Os bons Espíritos fazem com que as coisas futuras sejam pressentidas, quando esse pressentimento convenha. Nunca, porém, determinam datas. A previsão de qualquer acontecimento para uma época determinada, é indício de mistificação.
f) Os Espíritos superiores se exprimem com simplicidade, sem prolixidade. Têm o estilo conciso, sem exclusão da poesia e das expressões claras, inteligíveis a todos, sem demandar esforços para ser compreendido. Têm a arte de dizer muitas coisas em poucas palavras, porque cada palavra é empregada com exatidão. Os Espíritos inferiores ou falsos sábios, ocultam sob frase empoladas, ou ênfase, o vazio se suas idéias. Usam de uma linguagem pretensiosa, ridkula ou obscura, a força de quererem parecer profunda.
g) Os bons Espíritos nunca ordenam; não se impõe; aconselham e, se não são escutados, retiram-se. Os maus são imperiosos; dão ordens; querem ser obedecidos e não se afastam, haja o que houver. Todo Espírito que impõe trai a sua inferioridade. São exclusivistas e absolutos em suas opiniões; pretendem ter privilégios da verdade. Exigem crença cega e jamais apelam para a razão por saberem que a razão os desmascararia.
h) Os bons Espíritos não lisonjeiam, aprovam o bem feito, mas sempre com reserva. Os maus prodigalizam exagerados elogios, estimulam o orgulho e a vaidade, embora pregando a humildade, e procuram exaltar a importância pessoal daqueles a quem desejam captar.
1) Não basta se interrogue um Espírito para se conhecer a verdade. Precisamos, antes de tudo, saber a quem nos dirigimos; porquanto, os Espíritos inferiores, ignorantes que são, tratam frivolamente das questões maissérias. Também não basta que um Espírito tenha sido na Terra um grande homem, para que, no mundo Espírita, se ache de posse da soberana ciência. Só a virtude pode, purificando-o, aproximá-lo de Deus e dilatar-lhe os conhecimentos.
Todas essas instruções, finaliza Allan Kardec, decorrem da experiência e dos ensinos dos Espíritos.