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terça-feira, 16 de junho de 2015

CENTRO DE ORIENTAÇÃO E EDUCAÇÃO MEDIÚNICA

CURSO DE ORIENTAÇÃO E EDUCAÇÃO MEDIÚNICA  COEM II

SOCIEDADE ESPÍRITA 30-30

2a. PARTE - RESUMOS DAS UNIDADES

UNIDADE PRÁTICA 20 - RESPONSABILIDADE PERANTE A MEDIUNIDADE

ROTEIRO

Dedicação desinteressada ESE  Cap. XXVI; C  402, 403, 404; M  Cap. IX

Estudo constante C  392, 410; SM  26

Disciplina, Assiduidade, pontualidade, companheirismo, discrição CE  24, 27, 40, 41; SM  65

Caridade  SM  13, 35

DEDICAÇÃO DESINTERESSADA

A mediunidade é uma faculdade humana como as demais, neutra em si mesma. Sua aplicação para o bem ou, até, para o mal, é responsabilidade do médium. Portanto, é uma questão de liberdade individual. Daí a importância da educação evangélica.
Seguindo o princípio evangélico dai de graça o que de graça recebestes, toda atividade mediúnica deve ser exercida sem interesses particulares, senão o de servir ao próximo, que é a verdadeira maneira de servir-se a si mesmo. O médium que busca remuneração, elogios, prestígio ou poder junto à comunidade em que atua, está a caminho da fraude. Pois ver-se-á obrigado a produzir fenômenos, sob pena de perder a clientela. A melhor garantia de autenticidade do fenômeno mediúnico, é o total desinteresse e abnegação do médium. As mãos do médium devem estar marcadas nobremente pelos calos do trabalho com que se sustenta e limpas de interesses materiais(J.Herculano Pires, em Mediunidade).

ESTUDO CONSTANTE

Outra grande responsabilidade do médium é quanto ao seu aperfeiçoamento constante, através do estudo, da pesquisa, da saudável troca de idéias com outros companheiros das lides espíritas. A falsa idéia de que o médium não precisa estudar, pois os Espíritos que por ele se comunicam suprem suas deficiências culturais, tem feito muitas vítimas de mistificações e fascinações.

DISCIPLINA

 Em toda a literatura mediúnica, não se conhece caso de Espírito superior que não seja disciplinado. A disciplina é condição de progresso individual, pois permite o trabalho de reconstrução do próprio ser, de formação de hábitos cada vez melhores, de auto-educação, enfim.
A disciplina se manifesta de várias formas:

ASSIDUIDADE

Sem a perseverança e a constante presença nas reuniões, o candidato a médium não alcançará bons resultados. Pequenos problemas que ocorrem no dia a dia não podem se tornar impedimentos para a ida ao trabalho na Casa Espírita, desde que o médium providencie soluções razoáveis com a antecedência necessária. O hábito de deslocar-se para o Centro com antecedência, evita inúmeros contratempos de última hora.

PONTUALIDADE

Esta qualidade é antes de tudo uma questão de respeito ao próximo e de consideração para com os Espíritos, encarnados e desencarnados, que programaram suas atividades de maneira a estarem conosco naquele horário da reunião.

COMPANHEIRISMO

Atenção para com o próximo, interesse pelo progresso daqueles que compartilham conosco a jornada, são atitudes de amor que nos credenciam ao equilíbrio e ao exercício de tarefas cada vez mais nobres.

DISCRIÇÃO

Os Espíritos sofredores, tanto quanto nossos companheiros de grupo ou as pessoas que procuram a ajuda mediúnica, têm o direito à privacidade, e a que suas mazelas não sejam expostas desnecessariamente. Os acontecimentos da sessão mediúnica podem ser comentados e estudados, mas, no âmbito do próprio grupo e, no horário da reunião.

CARIDADE

O exercício da mediunidade é uma grande oportunidade para a prática da caridade cristã humilde, silenciosa e secreta, sem alardes e intenções mercenárias. A dedicação ao nosso semelhante, através da mensagem edificadora, através do passe reconfortante, ou no esclarecimento e solução dos casos de obsessão, é o melhor caminho para a felicidade que tanto almejamos.

CONCLUSÃO

A experiência do COEM tem se mostrado válida conforme se pode concluir pelos resultados colhidos em vários lugares do Brasil e de outros países. Esta versão ora apresentada ao Movimento Espírita é uma nova opção de sistemática de aplicação do programa. A versão anterior continuará sendo editada, cabendo a cada Centro Espírita escolher entre aplicá-lo de maneira extensiva, em dois anos, ou, desta forma, em que os conteúdos estão reunidos em apenas um período, destinando-se o segundo ano para um Estágio Experimental.
Quando da primeira elaboração do COEM, nos idos de 1969, os confrades Alexandre Sech, Franklin Wagner e Álvaro Borges, após atenderem compromissos doutrinários no Estado de São Paulo, estenderam sua viagem com o intuito de participarem da tradicional reunião das sextas-feiras na Comunhão Espírita Cristã de Uberaba. Após a reunião, foram convidados a voltarem no dia seguinte, para reunião mais íntima. Na manhã do dia 18 de maio de 1969  uma linda manhã de sábado  foram agraciados com a comunicação escrita pelas mãos de Francisco Cândido Xavier e assinada por Bezerra, evidentemente o venerável espírito Dr. Adolpho Bezerra de Menezes, de tantas tradições doutrinárias em nosso meio.

Alexandre Amigo,
O Senhor nos abençoe.
Em seu coração fraterno, dirigimo-nos aos companheiros de ideal e trabalho, a fim de nos reportarmos efetivamente aos imperativos do estudo.
As tarefas programadas para que se veicule mais luz na direção da mediunidade serão supervisionadas por Mentores dignos e respeitáveis que se encarregam da construção espírita cristã no Paraná.
Sigamos adiante, buscando a inspiração da Vida Maior e plasmando-a no terreno das realidades objetivas que nos solicitam esforço e devotamento.
Cremos que esse espírito de edificação que se esboça no campo da formação mediúnica em todos os setores alcançará círculos sempre mais amplos de nosso movimento, para que a necessária educação nos beneficie as comunidades de serviço evangélico.
A explosão dos fenômenos mediúnicos é fato inconteste na atualidade em que a máquina oferece ao homem reservas quase que infinitas de tempo às cogitações mentais. Isso, porém, nos obriga a verificar que a criatura terrestre, de modo geral, não se preparou devidamente para o emprego justo de semelhantes possibilidades nas áreas do espírito.
Conflitos da alma surgem por toda parte e o campo de influências aberto entre encarnados e desencarnados nem sempre é o mais feliz.
Urge, dessa forma, aplicar Allan Kardec, isto é, difundir-lhe os princípios na esfera da mediunidade para que os instrumentos da vida espiritual se afinem no preciso esclarecimento doutrinário, de vez que sem o controle da Doutrina Espírita, o fenômeno mediúnico  neutro em si mesmo -, pode estar à mercê de forças destrutivas, operando a perturbação ao invés da ordem, nas mãos daqueles companheiros desencarnados que ainda se comprazem nos domínios da sombra.
Ajudemos, assim, aos nossos irmãos no capítulo do intercâmbio mediúnico, a fim de que processos obsessivos sejam prevenidos a tempo; e não só isso, incentivemos o estudo, através de reuniões sistemáticas e contatos fraternos, para que o escalracho da ignorância não favoreça o desenvolvimento do fanatismo.
Trabalhemos, visando a essa bendita realização: a mediunidade ajustada a Kardec, para que o ensinamento de Jesus seja realmente vivido.
Os detalhes do plano para que a tarefa se efetue serão examinados pelos instrutores da Espiritualidade que conduzem o abençoado cometimento. Através da própria equipe dos companheiros interessados na empresa a que nos referimos, os Amigos Espirituais se expressarão, colaborando para que o projeto atinja os seus fins.
Confiemos no Cristo, meu Amigo, e doemos o melhor de nós mesmos à obra em andamento e o serviço nos retribuirá com o melhor que sejamos capazes de receber.
Com os nossos votos de paz e progresso espiritual, somos o Amigo e Servidor de sempre.

Bezerra (Uberaba, 17.5.69).



LUCAS DE ALMEIDA MAGALHÃES
CENTRO ESPÍRITA LUZ ETERNA  CELE
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REDAÇÃO: Equipe do CELE