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sexta-feira, 19 de junho de 2015

AULAS E DINÂMICAS
PARA A JUVENTUDE

Jesus - Parábola dos Talentos

         Esta aula foi enviada pela evangelizadora Tania Stidwill, do Centro Espírita Allan Kardec, Winterthur/Suíça. Outras sugestões de atividades você encontra no site www.ceeak.ch

         Prece inicial

         Primeiro momento: desenvolver o Jogo do Leilão (adaptado do livro Grammar Games de Mario Rinvolucri, Cambridge University Press).
         Conheça as regras e como jogar o jogo.

Jogo do Leilão
         1. Os evangelizandos, divididos em três grupos, receberão cheques de quantias diferentes: R$ 5.000,00 R$ 2.000,00, R$ 1.000,00 e uma folha com todos os bens a serem leiloados.
         2. Cada grupo decidirá quanto estará disposto a pagar por cada “ bem” e anotará a sua oferta na coluna de orçamento de acordo com as suas possibilidades.
         3. A evangelizadora escolhe um dos “bens” e inicia o leilão.
         4. Cada grupo deverá mostrar a oferta, previamente discutidas e escritas, no letreiro (feito de um círculo de cartolina, colado em um palito de picolé – no formato de um pirulito redondo).
         5. O grupo que oferecer mais será o dono do “bem” que foi leiloado, devendo assim marcá-lo na coluna de comprado.
         6. No final do jogo discutir sobre as escolhas dos “bens”, o porquê das escolhas e outros questionamentos que poderão surgir como:
         - refletiram sobre os “bens” a serem comprados?
         - valorizaram o que receberam?

         Obs.: o evangelizador deverá fazer o modelo de cheque de acordo com o utilizado no seu país.





         Veja a lista dos bens a serem leiloados (que pode ter menos itens, conforme o tempo de aula).

Bens
Orçamento
Comprado

Dinheiro



Esperança



Progresso



Amizade



Autoridade



Cultura



Experiência



Conforto



Habilidade



Conhecimento Espírita



Poder



Inteligência



Trabalho



Gratidão



Prestígio




       
          Segundo momento: explicar o significado da palavra parábola.
         Terceiro momento: narrar a Parábola dos Talentos, que Jesus contou.
Parábola dos Talentos
         O Senhor da Terra, partindo, em caráter temporário, para fora do mundo, chamou três dos seus servos e, considerando a capacidade de cada um, confiou-lhes alguns dos seus próprios bens, a título de empréstimo, participando-lhes que os reencontraria, mais tarde, na Vida Superior...
         Ao primeiro transmitiu o Dinheiro, o Poder, o Conforto, a Habilidade e o Prestígio: ao segundo concedeu a Inteligência e a Autoridade, e ao terceiro entregou o Conhecimento Espírita.
         Depois de longo tempo, os três servidores compareceram diante do Senhor para as contas necessárias.
         O primeiro avançou e disse:
         - Senhor, cometi muitos disparates e não consegui realizar-te a vontade, que determina o bem para todos os teus súditos, mas, com os cinco talentos que me puseste nas mãos, comecei a cultivar, pelo menos com pequeninos resultados, outros cinco, que são o Trabalho, o Progresso, a Amizade, a Esperança e a Gratidão, com alguns dos companheiros que ficaram no mundo... Perdoa-me, ó Divino Amigo, se não pude fazer mais!...
         O Senhor respondeu tranqüilo:
         - Bem está, servo fiel, pois não erraste por intenção... Volta ao campo terrestre e reinicia a obra interrompida, renascendo sob o amparo das afeições que ajuntaste.
         Veio o segundo e alegou:
         - Senhor, digna-te desculpar a incapacidade... Não te pude compreender claramente os desígnios que preceituam a felicidade igual para todas as criaturas e cometi lastimáveis enganos... Ainda assim, mobilizei os dois valores que me deste e, com eles, angariei outros dois que são a Cultura e a Experiência para muitos dos irmãos.
         O Excelso Benfeitor replicou, satisfeito:
         - Bem está, servo fiel, pois não erraste por intenção... Volta ao campo terrestre e reinicia a obra interrompida, renascendo sob o amparo das afeições que ajuntaste.
         O terceiro adiantou-se e explicou:
         - Senhor, devolvo-te o Conhecimento Espírita, intocado e puro, qual o recebi de Ti. O Conhecimento Espírita é Luz, Senhor, e, com ele, aprendi que a tua Lei é bastante justa, atribuindo a cada um conforme as próprias obras. De que modo usar a lâmpada assim, brilhante e viva, se os homens na Terra estão iludidos e cegos? Como empregar o clarão de tua verdade sem ferir ou incomodar? E como incomodar ou ferir, sem trazer deploráveis conseqüências para mim próprio? Sabes que a Verdade, entre os homens, cria problemas onde aparece... Em vista disso, tive medo de Tua Lei e julguei como sendo a medida mais razoável para mim o acomodar-me com o sossego de minha casa... Assim pensando, ocultei o dom que me recomendaste aplicar e restituo-te semelhante riqueza, sem o mínimo toque de minha parte!...
         O Sublime Credor, porém, entre austero e triste, ordenou que o tesouro do Conhecimento Espírita lhe fosse arrancado e entregue, de imediato, aos dois colaboradores diligentes que se encaminhariam para a Terra, de novo, declarando, incisivo:
         - Servo infiel, não existe para atua negligência outra alternativa senão a de recomeçares toda a tua obra do princípio...
         - Senhor!... Senhor!... - suplicou o servo displicente. - Deste aos meus companheiros o Dinheiro, o Poder, o Conforto, a Habilidade, o Prestígio, a Inteligência e a Autoridade, e a mim concedeste tão-só o Conhecimento Espírita... Como fazes cair sobre mim todo o peso de tua severidade?
         O Senhor, entretanto, explicou, brandamente:
         - Não desconheces que te atribuí à luz da Verdade como sendo o bem maior de todos. Se ambos os teus companheiros não acertaram em tudo, é que lhes faltava o discernimento que lhes podia ter ministrado, através do exemplo, de que fugiste por medo da responsabilidade de corrigir amando, trabalhando e instruindo... Escondendo a riqueza que te emprestei, não só te perdeste pelo temor de sofrer e auxiliar, como também prejudicaste a obra deficitária de teus irmãos, cujos dias no mundo teriam alcançado maior rendimento no Bem Eterno, se houvessem recebido o quinhão de amor e serviço, humildade e paciência que lhe negaste!...
         - Senhor!... Senhor!... porquê - soluçou o infeliz - porque tamanho rigor, se a tua Lei é de Misericórdia e Justiça.
         Então, os assessores do Senhor conduziram o servo desleal para o recomeço dos trabalhos, esclarecendo a ele que a Lei, realmente, é disciplina de Misericórdia e Justiça, mas com uma diferença: para os ignorantes do dever a Justiça chega pelo alvará da Misericórdia; mas, para as criaturas conscientes das próprias obrigações, a Misericórdia chega pelo cárcere da Justiça.
Fonte: XAVIER, F. C. Estante da Vida, pelo Espírito Irmão X. 3. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1974. (íntegra do Capítulo IV, com algumas modificações).
        Quarto momento - perguntar:
         O que são talentos? Podemos entender como sendo as aptidões que desenvolvemos e as oportunidades que vamos merecendo, de acordo com o nosso esforço na seara do bem. Todos recebemos muitos talentos: o corpo, a inteligência , a reencarnação atual, as oportunidades de servir, etc. Temos que usar os talentos para o bem. Enterrar os talentos é ter má vontade, preguiça, não querer estudar e aprender, não fazer o bem. Deus nos confiou muitos talentos e temos que utilizá-los para o nosso adiantamento moral, espiritual e intelectual, bem como da humanidade.
         Quinto momento: conversar sobre a valorização e o bom uso que devemos fazer dos nossos talentos, lembrando que todos nós os possuímos.
         Prece de encerramento: agradecer os talentos que temos, propondo-se a utilizá-los para o bem.


Responsabilidade: Grupo Espírita Seara do Mestre
Organização/correção: Claudia Schmidt
Preserve os direitos autorais