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terça-feira, 9 de junho de 2015

CENTRO DE ORIENTAÇÃO E  EDUCAÇÃO MEDIÚNICA


CURSO DE ORIENTAÇÃO E EDUCAÇÃO MEDIÚNICA  COEM II

SOCIEDADE ESPÍRITA 24-30

2a. PARTE - RESUMOS DAS UNIDADES


UNIDADE PRÁTICA 14 - NECESSIDADE DE IDENTIFICAÇÃO DOS ESPÍRITOS

ROTEIRO

As evocações LM  2a. Parte  Cap. XXV
C  369 e 380

Os Espíritos mistificadores LM  2a. Parte  Caps. XXIV e XXVII
OQE  82 a 92

Os Espíritos necessitados de orientação LM  2a. Parte  Cap. XXIV; Cap.XXV,itens 278 a 280
C 378

Os Espíritos instrutores LM  2a. Parte p Cap. XXIV, itens 255, 256 e seguintes

AS EVOCAÇÕES

Nas sessões mediúnicas modernas não é comum a evocação de um ou vários Espíritos. Após uma prece inicial, faz-se uma evocação genérica aos bons Espíritos para que auxiliem o desenvolvimento da sessão, e os médiuns colocam-se à disposição para dialogarem com os que se manifestarem espontaneamente.

A regularidade das sessões, o bom propósito que as norteiam, a ordem, o zelo e o amor com que são realizadas, farão com que alguns Espíritos se comuniquem habitualmente, ou mesmo, que estejam presentes sempre, direcionando a comunicação daqueles que disso necessitarem. A evocação não é utilizada dadas as dificuldades envolvidas.

Um Espírito superior, sábio, evocado para nos instruir sobre determinado assunto, pode, por seus compromissos e afazeres no plano espiritual, não estar disponível para nos atender.

Um desencarnado do nosso círculo familiar ou de amizade pode estar em processo de readaptação ao plano espiritual e nossa evocação poderia até prejudicá-lo nesse processo.

Em ambos os casos, nossa insistência poderia abrir o flanco para mistificações: nunca faltarão falsos médiuns providenciando comunicações de parentes ou amigos que nos são caros.

Na leitura do Capítulo XXV, do Livro dos Médiuns, notamos certa preferência de Kardec pelas evocações. Mas, temos que levar em consideração a situação excepcional em que ele se encontrava tanto no que se refere à equipe de Espíritos que o assessorava, quanto aos objetivos do seu trabalho: a elaboração da Doutrina Espírita.
Emmanuel, no livro O Consolador, questão no. 369, diz: Não somos dos que aconselham a evocação direta e pessoal, em caso algum. Portanto, o grupo que pretender se dedicar à evocação pessoal de Espíritos deve adquirir como pré-requisitos, um profundo conhecimento doutrinário e uma sólida segurança mediúnica.

OS ESPÍRITOS MISTIFICADORES

Freqüentemente, um Espírito de ordem inferior se adorna com um nome respeitável, para que suas palavras mereçam crédito. Toda precaução não será demasiada contra semelhantes substituições, pois, graças a isso e, sobretudo, com o auxílio da fascinação, alguns Espíritos sistemáticos, mais orgulhosos do que sábios, procuram tornar aceitas as mais ridículas idéias.

Quando um Espírito se apresenta como superior e, no entanto, se expressa com arrogância, pretensão, acrimônia, predizendo em detalhes o futuro, tentando passar-nos heresias científicas, estamos em presença de um mistificador.

OS ESPÍRITOS NECESSITADOS DE ORIENTAÇÃO

Esta é, sem dúvida, a situação em que menos interessa saberem-se quem é o Espírito comunicante. Aliás, seria até uma grande falta de caridade, pela indiscrição, ficarmos a exigir identificação de quem nos procura em situação difícil, muitas vezes de sofrimentos atrozes, buscando a nossa ajuda, nosso carinho, nossa atenção.
Importa sim, nos preocupemos em identificar suas necessidades, seu grau de desequilíbrio e ignorância, seus sofrimentos, para podermos ajudá-lo da melhor maneira possível.

Grande número de almas desencarnadas nas ilusões da vida física, ilusões guardadas quase que integralmente no íntimo, conservam-se, por algum tempo, incapazes de apreender as vibrações do plano espiritual, sendo conduzidas por seus guias e amigos redimidos às reuniões mediúnicas fraternas, onde, sob as vistas desses mesmos mentores, se processam os dispositivos da lei de cooperação e benefícios mútuos, que rege os fenômenos da vida nos dois planos.

OS ESPÍRITOS INSTRUTORES

 A questão da identidade é, também, quase indiferente, quando se trata de instruções gerais, uma vez que os melhores Espíritos podem substituir-se mutuamente.

 Desde que o Espírito só nos diz coisas aproveitáveis, pouco importa o nome sob o qual as diga.

À medida que os Espíritos se purificam e elevam na hierarquia, os caracteres distintivos de suas personalidades se apagam, de certo modo, na uniformidade da perfeição; nem por isso, entretanto, conservam, eles menos suas individualidades. Nessa culminância, o nome que tiveram na Terra, em uma das mil existências corporais efêmeras por que passaram, é coisa absolutamente insignificante. (Allan Kardec)

 Se a identidade absoluta dos Espíritos é, em muitos casos, uma questão acessória e sem importância, o mesmo já não se dá com a distinção a ser feita entre bons e maus Espíritos. Pode ser-nos indiferente a individualidade deles; suas qualidades, nunca. Em todas as comunicações instrutivas, é sobre este ponto, conseguintemente, que se deve fixar a atenção, porque só ele nos pode dar a medida da confiança que devemos ter no Espírito que se manifesta, seja qual for o nome sob que o faça. (Kardec)


LUCAS DE ALMEIDA MAGALHÃES
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REDAÇÃO: Equipe do CELE