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segunda-feira, 15 de junho de 2015

09  esboço de o livro dos médiuns
19=33
Allan Kardec - O Livros dos Médiuns - Parte Segunda - Manifestações Espíritas - cap. 5 - Manifestações Físicas Espontâneas - Fenômenos de Transporte
QUAL A MELHOR GARANTIA PARA PREVENÇÃO DE FRAUDES?
Manifestações Visuais
É RACIONAL SE ASSUSTAR COM A APARIÇÃO DE UM ESPÍRITO?
Manifestações Visuais
18. Por que as aparições acontecem mais durante a noite? Não seria um efeito do silêncio e da obscuridade sobre a imaginação?
Isso se dá pela mesma razão que vos permite ver durante a noite as estrelas que não tendes condição de ver em pleno dia. A grande claridade pode impedir de se ver uma aparição ligeira; mas é um erro acreditar que a noite tenha alguma influência. Interrogai todos aqueles que as viram e verificareis que a maioria ocorreu durante o dia.
  As aparições são mais frequentes do que se imagina. Muitas pessoas não as confessam por medo do ridículo e outras as atribuem à ilusão. Se parecem ser mais numerosas em alguns povos, é porque eles conservam mais cuidadosamente as tradições verdadeiras ou falsas, quase sempre ampliadas pela crença no maravilhoso, presente nas diversas localidades. A credulidade faz, então, com que vejam efeitos sobrenaturais nos fenômenos mais corriqueiros: o silêncio da solidão, o escarpamento dos penhascos, o sussurrar da floresta, as rajadas da tempestade, o eco das montanhas, a forma fantástica das nuvens, as sombras, as miragens, tudo, enfim, se presta à ilusão de imaginações simples e ingênuas, que contam de boa-fé o que viram ou o que acreditaram ver. Mas, ao lado da ficção, existe a realidade. É precisamente para libertar o homem de todos os acessórios ridículos da superstição que o estudo do Espiritismo tem de ser feito com seriedade.
19. A visão dos Espíritos pode acontecer no estado normal ou só no de êxtase*?
Ela pode acontecer com o vidente em condições perfeitamente normais; entretanto, essas pessoas estão, muitas vezes, num estado que os deixa muito próximo ao de êxtase, que lhes dá uma espécie de dupla visão (Veja em O Livro dos Espíritos, questão no 447).
20. Aqueles que vêem os Espíritos os enxergam com os olhos?
Eles acreditam que sim; mas na realidade é a alma que vê, e a prova disso é que podem vê-los com os olhos fechados.
21. Como o Espírito pode se tornar visível?
O princípio é o mesmo de todas as manifestações e está ligado às propriedades do perispírito, que está sujeito a diversas modificações de acordo com a vontade do Espírito.
22. O Espírito propriamente dito pode se tornar visível ou só pode fazer isso pelo perispírito?
Em vosso estado material, os Espíritos podem se manifestar apenas pelo perispírito, seu envoltório semimaterial, que é o intermediário pelo qual agem sobre vossos sentidos. É com o perispírito que, às vezes, aparecem sob a forma humana ou sob outra qualquer, seja nos sonhos ou quando estais despertos, tanto na luz quanto na obscuridade.
23. É pela condensação do fluido do perispírito que o Espírito se torna visível?
Condensação não é a palavra, embora se preste a uma comparação que pode vos ajudar a compreender o fenômeno, porque na verdade não se dá uma condensação. Há, sim, uma combinação dos fluidos produzida no perispírito. Essa combinação especial, da qual nada tendes de semelhante no vosso estágio de vida, é que o torna perceptível.
24. Os Espíritos que nos aparecem são inacessíveis e imperceptíveis ao tato?
Como no sonho, não os podeis pegar em seu estado normal. Entretanto, podem causar impressão ao toque, deixar traços de sua presença e, em certos casos, tornar-se momentaneamente tangíveis, o que prova que entre eles e vós existe matéria.
25. Todas as pessoas estão aptas a ver Espíritos?
Durante o sono, sim, mas não no estado de vigília. Durante o sono, a alma os vê naturalmente; no estado de vigília, ela está sempre mais ou menos influenciada pelos órgãos; eis a razão pela qual as condições em ambos os casos não são as mesmas.
26. A que se deve atribuir o dom de ver os Espíritos durante o estado de vigília?
Essa faculdade depende do organismo físico e da propensão maior ou menor que o fluido do vidente tem de se combinar com o do Espírito. Assim, não basta o Espírito querer se mostrar; é preciso encontrar na pessoa para quem ele deseja se tornar visível uma aptidão necessária.
26 a. Essa faculdade ou dom pode se desenvolver por meio do exercício?
Pode, assim como todas as outras faculdades; mas é melhor esperar o seu desenvolvimento natural do que o provocar, a fim de não superexcitar a imaginação. A vidência permanente dos Espíritos é um dom excepcional, e não está nas condições naturais do homem.
27. Pode-se provocar a aparição dos Espíritos?
Isso às vezes pode acontecer, embora raramente; quase sempre é espontânea. É preciso, para a provocar, ser dotado de um dom especial.
28. Os Espíritos podem se tornar visíveis com uma aparência diferente da forma humana?
A forma humana é a forma normal; o Espírito pode variar na aparência, mas sempre conserva a forma humana.
28 a. Eles não podem se manifestar em forma de chama?
Eles podem produzir chamas, clarões e outros efeitos para atestar sua presença; mas isso são só efeitos; não são os próprios Espíritos. A chama não passa de uma miragem ou uma emanação do perispírito; em todos os casos, não é mais do que uma parte dele; o perispírito aparece inteiro apenas nas visões.
29. O que pensar da crença de que os fogos-fátuos* são almas ou Espíritos?
Superstição originada da ignorância. A causa dos fogos-fátuos é bem conhecida.
29 a. A chama azul que apareceu, conforme diz a tradição, sobre a cabeça de Sérvio Túlio1, quando criança, é uma fábula ou uma realidade?
Uma realidade; foi produzida pelo Espírito familiar que queria advertir a mãe, uma médium vidente que percebeu uma irradiação do Espírito protetor de seu filho. Os médiuns videntes não vêem no mesmo grau, assim como os médiuns escreventes não escrevem a mesma coisa. Enquanto essa mãe viu apenas uma chama, um outro médium poderia ter visto o Espírito.
30. Os Espíritos podem aparecer sob a forma de animais?
Isso pode acontecer; mas os Espíritos que tomam essas aparências geralmente são muito inferiores. Isso seria, em todos os casos, apenas uma aparência momentânea; é absurdo acreditar que um animal qualquer possa ser a encarnação de um Espírito. Os animais não são nada além de animais, e nada mais do que isso.
  Apenas a superstição pode fazer com que se acredite que certos animais são animados por Espíritos; é preciso uma imaginação bastante complacente ou impressionável para ver algo de sobrenatural nas circunstâncias pouco comuns em que eles, às vezes, apresentam-se; mas o medo faz ver o que não existe. O medo, aliás, nem sempre é a fonte dessa ideia; conhecemos uma senhora, por sinal muito inteligente, que se havia afeiçoado a um gato preto porque o julgava ser de uma natureza sobreanimal; essa senhora nunca havia ouvido falar do Espiritismo; se o conhecesse, compreenderia o ridículo de sua predileção e a impossibilidade dessa metamorfose2.
Allan Kardec - O Livros dos Médiuns - Parte Segunda - Manifestações Espíritas - cap. 6 - Manifestações Visuais

O QUE É NECESSÁRIO AO ESPÍRITO PARA TORNAR-SE VISÍVEL?
Ensaio Teórico Sobre as Aparições
101 As manifestações mais comuns de aparições acontecem durante o sono, nos sonhos: são as visões. Não nos cabe examinar todas as particularidades que os sonhos podem apresentar. Em resumo, dizemos que eles podem ser: uma visão atual das coisas presentes ou distantes, uma visão retrospectiva do passado e, em casos excepcionais, um pressentimento do futuro. Outras vezes são quadros alegóricos, simbólicos, que os Espíritos fazem passar sob nossos olhos para nos dar avisos úteis e conselhos salutares, se forem Espíritos bons, ou para nos induzir ao erro e favorecer nossas paixões, se forem Espíritos imperfeitos. A teoria a seguir aplica-se aos sonhos, assim como a todos os outros casos de aparições (Veja em O Livro dos Espíritos, questões nos 400 e seguintes).

Acreditamos que seria uma ofensa ao bom senso de nossos leitores em repelir o que há de absurdo e ridículo no que comumente se chama de interpretação dos sonhos.
102 As aparições ocorrem quando o vidente está desperto e desfruta da plenitude e inteira liberdade de suas faculdades. Aparecem geralmente sob forma vaporosa e translúcida, algumas vezes vaga e imprecisa; a princípio, parece uma claridade esbranquiçada cujos contornos vão se delineando pouco a pouco. Outras vezes, as formas são nítidas e podemos distinguir os menores traços da fisionomia, a ponto de se poder fazer uma descrição bastante precisa. O comportamento e a aparência são semelhantes aos que o Espírito tinha quando vivo.
Podendo tomar qualquer aparência, o Espírito se apresenta sob a que melhor pode torná-lo reconhecível, se esse for o seu desejo. Assim, embora como Espírito não tenha mais nenhuma deformidade corporal, ele se mostrará aleijado, manco, corcunda, ferido ou com cicatrizes, se isso for necessário para constatar sua identidade. Esopo3, por exemplo, como Espírito, não é disforme; mas, se for evocado, embora tenha vivido diversas existências depois, aparecerá como era quando Esopo: feio e corcunda, com a roupa tradicional. Uma coisa notável, salvo em algumas circunstâncias particulares, é que as partes menos nítidas são as pernas, enquanto a cabeça, o tronco, os braços e as mãos são claramente mostrados; daí eles quase não serem vistos andando, mas deslizando como sombras. Quanto à roupa, compõe-se geralmente de um conjunto de panos, com longos pregueados flutuantes; a aparência dos Espíritos que nada mais conservam das coisas terrestres apresenta uma cabeleira ondulada e graciosa; mas os Espíritos comuns, os que conhecemos, usam a roupa do último período de sua existência. Muitas vezes se apresentam com sinais de sua elevação, com uma auréola ou asas, os que podemos considerar anjos, enquanto outros se mostram com o que lembra suas ocupações terrestres: assim, um guerreiro poderá aparecer com sua armadura, um sábio com livros, um assassino com um punhal etc. Os Espíritos superiores possuem uma figura bela, nobre e serena; os mais inferiores têm algo de selvagem e brutal, trazendo algumas vezes ainda os traços dos crimes que cometeram ou dos suplícios que suportaram. A questão da roupa e de todos esses objetos acessórios talvez seja o que mais cause estranheza; voltaremos a esse assunto num capítulo especial, porque ele se liga a outros fatos bastante importantes.