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quarta-feira, 17 de junho de 2015

12 = UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA
ÁREA DE ORIENTAÇÃO MEDIÚNICA
Dirigente Reunião Mediúnica
ANEXOS
3. Ser médium é ser colaborador do plano espiritual
Neste sentido, permaneçamos atentos em relação à nossa cooperação em prol do bem comum, pois, [...] aquele que planta nada é; aquele que rega nada é; mas importa tão-somente Deus, que dá o crescimento. Aquele que planta e aquele que rega são iguais entre si; mas cada um receberá seu próprio salário, segundo a medida do seu trabalho. Nós somos cooperadores de Deus... (Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios, 3:7-9)
Dessa forma, tenhamos consciência de que cada [...] médium é mobilizado na obra do bem, conforme as possibilidades de que dispõe. Esse orienta, outro esclarece; esse fala, outro escreve; esse ora, outro alivia. Em mediunidade, portanto, não te dês à preocupação de admirar ou provocar a admiração. Procuremos, acima de tudo, em favor de nós mesmos, o privilégio de aprender e o lugar de servir. (Op. Cit., página 146)
Tal orientação nos recorda outra, transmitida pelo Apóstolo dos Gentios:
 Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o senhor é o mesmo; diversos modos de ação, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos. A um o Espírito dá a mensagem da sabedoria, a outro a palavra de ciência segundo o seu Espírito; a outro o mesmo Espírito dá a fé; a outro ainda o único e mesmo Espírito concede o dom das curas; a outro, o poder de fazer milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, o dom de falar em línguas; a outro ainda, o dom de as interpretar. Mas é o único e mesmo Espírito que isso tudo realiza, distribuindo a cada um os seus dons, conforme lhe apraz. (Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios, 12:4-11)
4. Os participantes desencarnados da reunião mediúnica
Podemos classificar em dois grupos os Espíritos que comparecem a uma reunião mediúnica: os que buscam auxílio, genericamente denominados sofredores, e os benfeitores espirituais. Em todas as reuniões mediúnicas, [...] sempre estão presentes Espíritos a que podemos chamar freqüentadores habituais, sem que com isso pretendamos referir aos que se encontram em toda parte e em tudo se metem. Aqueles [os freqüentadores habituais] são, ou Espíritos protetores, ou os que mais assiduamente se vêem interrogados. (Allan Kardec: O Livro dos Médiuns, capítulo 29, item 333)
Os Espíritos que buscam algum tipo de auxílio nas reuniões mediúnicas constituem uma vasta categoria. Entre esses, existem os que são conduzidos aos grupos por benfeitores espirituais, e há os que vão por vontade própria. A manifestação mediúnica e o diálogo com tais Espíritos devem primar pela fraternidade, jamais nos deixando conduzir pelo desrespeito, impaciência ou irritação, sobretudo no trato com Entidades perturbadoras.
A seguinte orientação de Tiago é modelo que deva ser seguido: Mas todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para irar. (Epístola de Tiago, 1:19) Da mesma forma, nos alerta o apóstolo Paulo, em Efésios, 4:29: Não saia dos vossos lábios nenhuma palavra inconveniente, mas, na hora oportuna, a que for boa para a edificação, que comunique graça aos que ouvirem.
Espíritos perturbados [...] são criaturas desencarnadas, Espíritos que perderam o corpo físico e, porque se detiveram deliberadamente na ignorância ou na crueldade, não encontraram agora senão as próprias recordações para viver e conviver. [...] Podes, assim, vê-los e ouvi-los, nos círculos mediúnicos, registrando-lhes as narrativas inquietantes e as palavras amargosas; no entanto, ajuda-os com respeito e carinho, como quem socorre amigos extraviados. Não te gabes, porém, de doutriná-los e corrigi-los, porque a Divina Bondade nos permite atendê-los, buscando, com isto corrigir-nos e doutrinar-nos na Terra e além da Terra, a fim de que saibamos evitar todo erro, enquanto desfrutamos o favor do bom tempo (Op. Cit., páginas 159-160).
Sendo assim, é importante recordar o amor que Jesus nos devota quando afirma: Vinde a mim todos os que estais cansados sob o peso do vosso fardo e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas, pois meu jugo é suave e o meu fardo é leve. (Mateus, 11:28-30)
Os Espíritos obsessores pertencem a uma categoria de sofredores classificados, usualmente, como perturbadores sistemáticos. Agem isoladamente ou em grupos, causando prejuízos à pessoa que perseguem ou àquelas que auxiliam o obsidiado. É necessário estudo, cautela e, sobretudo, esforço moralizador para saber lidar com eles. Neste contexto, é de fundamental importância estar atentos à sentença evangélica: Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos. Portanto, sede prudentes como as serpentes e mansos como as pombas (Mateus, 10:16).
A seguinte passagem evangélica nos oferece uma dimensão de como esses Espíritos podem atuar:
Logo que Jesus desceu do barco, caminhou ao seu encontro, vindo dos túmulos, um homem possuído por um espírito impuro: habitava no meio das tumbas e ninguém podia dominá-lo, nem mesmo com correntes. Muitas vezes já o haviam prendido com grilhões e algemas, mas ele arrebentava os grilhões e estraçalhava as correntes, e ninguém conseguia subjugá-lo. E, sem descanso, noite e dia, perambulava pelas tumbas e pelas montanhas, dando gritos e ferindo-se com pedras. Ao ver Jesus, de longe, correu e prostrou-se diante dele, clamando em alta voz: que queres de mim, Jesus, filho de Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes. Com efeito, Jesus lhe disse: Sai deste homem, espírito impuro! E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Legião é o meu nome, porque somos muitos. (Marcos, 5:2-9)
Os Espíritos esclarecidos são conhecidos como benfeitores espirituais. Entre eles, identificamos o dirigente espiritual e os trabalhadores de sua equipe, bem como orientadores ou instrutores que, direta ou indiretamente, prestam auxílio tanto aos desencarnados quanto aos encarnados. Existem trabalhadores desencarnados especializados em executar tarefas específicas. Como exemplo, temos os técnicos em auxílio magnético, citados pelo Espírito André Luiz, que aplicam passe nos desencarnados e nos participantes encarnados da reunião mediúnica. (Missionários da Luz, capítulo 19, p.296) Os Espíritos benfeitores são almas desprendidas, devotadas ao bem, que atendem a exortação do Cristo: Assim, resplandeça a vossa luz diante dos homens. (Mateus, 5:16)
É fácil identificar um benfeitor espiritual esclarecido.
Pelo auxílio que recebes, conheces, perfeitamente, o auxílio que podes prestar. Identificarás, assim, facilmente, a condição do amigo desencarnado. [...] O bom Espírito, por isso, não é somente aquele que te faz bem, mas, acima de tudo, o que te ensina a fazer o bem aos outros para que sejas igualmente um Espírito bom (Seara dos Médiuns, página 152).
Neste sentido, é esclarecedor o ensinamento de Jesus: Não há árvore boa que dê fruto mau, nem árvore má que dê fruto bom; com efeito, uma árvore é conhecida pelo seu próprio fruto; não se colhem figos de espinheiros, nem se vindimam uvas de sarças. O homem bom, do bom tesouro do coração tira o que é bom, mas o mau, de seu mal tira o que é mau; pois a boca fala daquilo de que está cheio o coração. (Lucas, 6:43-45)
Na introdução de o livro Desobsessão  psicografado por Francisco C. Xavier, autoria do Espírito André Luiz , Emmanuel destaca a importância das atividades de desobsessão na Casa Espírita, informando-nos:

Não [...] é caça de fenômeno e sim trabalho paciente do amor conjugado ao conhecimento e do raciocínio associado à fé. Seja no caso de mera influenciação ou nas ocorrências da possessão profunda [subjugação], a mente medianímica permanece jugulada por pensamentos estranhos a ela mesma, em processo de hipnose de que apenas gradativamente se libertará. Daí ressalta o imperativo de vulgarizar a assistência sistemática aos desencarnados prisioneiros da insatisfação ou da angústia, por intermédio das equipes de companheiros consagrados aos serviços dessa ordem que, aliás, demandam paciência e compreensão análogas às que caracterizam os enfermeiros dedicados ao socorro dos irmãos segregados nos meandros da psicose, portas adentro dos estabelecimentos de cura mental. (Francisco C. Xavier/Emmanuel: introdução do livro Desobsessão, ditado pelo Espírito André Luiz)
As reuniões mediúnicas na casa Espírita devem, em qualquer situação, refletir legítimo serviço de amor ao próximo, pelo amparo e assistência fraternas que propiciam. Devem, então, funcionar segundo a seguinte orientação evangélica: Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisso reconhecerão todos que sois os meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros. (João, 13:34 e 35)
IMPORTÂNCIA E FINALIDADES DA REUNIÃO MEDIÚNICA
1.  Comprovar a sobrevivência do Espírito
O fim providencial das manifestações é convencer os incrédulos de que tudo para o homem não se acaba com a vida terrestre, e dar aos crentes idéias mais justas sobre o futuro. (Allan Kardec: O que é o Espiritismo, capítulo II, item 50, página 168). A sobrevivência do Espírito está claramente elucidada nesta passagem evangélica: Não se turbe o vosso coração! Crede em Deus, crede também em mim. Na casa do meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vos teria dito, pois, eu vou preparar-vos um lugar... (João, 14:1-3)
2. Auxiliar a adaptação de desencarnados no plano espiritual
No livro Os Mensageiros  psicografia de Francisco C. Xavier, de autoria do Espírito André Luiz,  temos os seguintes esclarecimentos:
* Grande número de criaturas [...], na passagem para cá [plano espiritual], sentem-se possuídas de doentia saudade do agrupamento, como acontece, noutro plano de evolução, aos animais, quando sentem a mortal saudade do rebanho. Para fortalecer as possibilidades de adaptação dos desencarnados dessa ordem ao novo habitat, o serviço de socorro é mais eficiente, ao contato das forças magnéticas dos irmãos que ainda se encontram envolvidos nos círculos carnais. Esta sala [local da reunião mediúnica], em momentos como este, funciona como grande incubadora de energias psíquicas, para os serviços de aclimação de certas organizações espirituais à vida nova. (capítulo 48, página 295)
* Há Espíritos, esclarece Emmanuel, [...] identificados de tal forma com a matéria, sentindo tão intensamente as suas impressões, não se encontram aptos a compreender a nossa linguagem e precisam ouvir a voz materializada daqueles que, cumprindo os desígnios do Alto, ainda se conservam no exílio, aguardando a alvorada da redenção. (Francisco C. Xavier/Emmanuel: Emmanuel, capítulo 30, página157-158)