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segunda-feira, 22 de junho de 2015

11-2 =COEM II - Sociedade Espírita Obreiros do Bem

COEM II- SEOB

UNIDADE TEORICA 11

IDENTIDADE DOS ESPÍRITOS, COMUNICAÇÕES

ESPONTÂNEAS, EVOCAÇÕES E PERGUNTAS

QUE SE PODEM FAZER AOS ESPÍRITOS

PERGUNTAS QUE SE PODEM FAZER AOS ESPÍRITOS

PERGUNTAS QUE SE PODEM FAZER: Nas perguntas que se dirigem aos Espíritos deve-se observar duas coisas importantes: a forma e o conteúdo.

a) A FORMA  quanto à forma devem ser feitas com clareza e precisão. Outro ponto importante é a ordem que deve presidir à disposição das perguntas, é essencial que se encadeiem com o método, de modo a decorrerem naturalmente e mais claramente, do que quando elas se sucedem ao acaso.

b) O CONTEÚDO  quanto ao conteúdo, as questões exigem atenção mais cuidadosa, porquanto é, muitas vezes, a natureza da pergunta que provoca uma resposta exata ou falsa. Algumas há que os Espíritos não podem ou não devem responder, por motivos que desconhecemos. Será, pois, inútil insistir. Porém, o que sobretudo se deve evitar são as perguntas feitas com o fim de lhes por à prova a perspicácia. O desejo de conquistar mais um adepto não constitui, para os Espíritos, motivo de atenderem a uma vã curiosidade. Eles sabem que a convicção virá, cedo ou tarde, e os meios que empregam para produzi-la nem sempre são os que supomos melhores.

Imaginemos um homem ocupado em coisas úteis e sérias, incessantemente importunado pelas perguntas pueris de uma criança e teremos idéia do que devem pensar os Espíritos superiores de todas as futilidades que lhes perguntam.

No que se segue daí que dos Espíritos não se possam obter úteis esclarecimentos e, sobretudo, bons conselhos: eles, porém, respondem mais ou menos bem, conforme os conhecimentos que possuem, a afeição que nos dedicam, e , finalmente o fim a que nos propomos e a utilidade que vejam no que lhes pedimos.

Pensam algumas pessoas ser preferível que todos se abstenham de formular perguntas e que convêm esperar o ensino dos Espíritos sem os provocar. E um erro. Os Espíritos dão, não há dúvida, instruções espontâneas de alto alcance e que errôneo seria desprezar-lhes. Mas, explicações existem que freqüentemente se teriam de esperar longo tempo, se não fossem solicitadas. As questões, longe de terem qualquer inconveniente, são de muita utilidade, do ponto de vista da instrução, quando quem as propõe sabe contê-las nos devidos limites.

Têm ainda outra vantagem: a de concorrerem para desmascarar os Espíritos mistificadores que, mais pretensiosos do que sábios, raramente suportam a prova das perguntas feitas com cerrada lógica. Os Espíritos superiores, como nada têm que temer de semelhante questionário, são os primeiros a provocar explicações sobre os pontos obscuros.

Os outros, ao contrário, receando defrontar-se com perguntas difíceis, cuidadosamente as evitam. Por isso mesmo, em geral, recomendam aos médiuns que eles desejam dominar, se abstenham de toda a controvérsia a propósito de seus ensinos

1) PERGUNTAS SIMPATICAS OU ANTIPÁTICAS AOS ESPÍRiTOS

Os Espíritos sempre respondem com prazer às perguntas que têm por objetivo o bem e os meios de progresso.

Os bons Espíritos não apreciam as questões inúteis, feitas por pura curiosidade ou para experimentá-los. Nestes casos, não respondem e se afastam. Espíritos inferiores, ao contrário, não gostam de perguntas que possam por-lhes a descoberto a ignorância ou o embuste, quando procuram enganar; a não ser nesses casos, respondem a tudo, sem se preocupar coma verdade.

2) PERGUNTAS SOBRE O FUTURO

A manifestação dos Espíritos não é um meio de adivinhação. Se o homem conhecesse o futuro, descuidar-se-ia do presente. Se insistirmos em obter respostas sobre o futuro, recebê-las-emos de Espíritos levianos. Pode-se um Espírito prever coisas que julgue conveniente revelar espontaneamente. Porém, nesse terreno, ainda são mais de temer os Espíritos levianos e enganadores, que se divertem em fazer previsões. Só o conjunto das circunstâncias permite verificar o grau de confiança que elas merecem.

Devemos desconfiar de todas as previsões que não tiverem um fim de utilidade geral. As predições sobre assuntos pessoais podem, quase sempre ser consideradas falsas. A missão dos Espíritos superiores consiste em fazer-nos progredir. Jamais será enganado aquele que a eles pedir conhecimentos. Não acreditemos, porém que percam seu tempo precioso em ouvir nossas futilidades. Deixam esse encargo aos Espíritos levianos, que com isso se divertem como crianças travessas. A providência pôs limite às revelações que podem ser feitas ao homem. Os Espíritos sérios guardam silêncio sobre tudo aquilo que lhes é proibido revelarem.

Aquele que insiste em uma resposta se expõe aos embustes dos Espíritos inferiores, sempre prontos a se aproveitarem das ocasiões que tenham para explorar nossa credulidade. É verdade que existem pessoas dotadas de uma faculdade especial -a clarividência - que as faz entrever o futuro. Então é o espírito do clarividente que vê.

Quando é conveniente, Deus lhe permite revelarem certas coisas, para o bem. Todavia, mesmo entre esses sensitivos existem os impostores e charlatões.

3) PERGUNTAS SOBRE EXISTÊNCIAS PASSADAS E FUTURAS

Conforme o objetivo, Deus permite algumas vezes, que nossas existências passadas nos sejam reveladas. Se for para nossa edificação e esclarecimento, as revelações serão verdadeiras e, neste caso, feitas quase sempre espontaneamente e de modo inteiramente imprevisto. Ele, porém, não o permite NUNCA para a satisfação de vã curiosidade. Os Espíritos brincalhões, todavia, nunca se negam a fazer tais revelações para se divertirem a nossa custa. Quando essas revelações não tiverem um fim sério, devemos considerá-las falsas ou suspeitas.

Os Espíritos zombeteiros gozam em Iisonjear o amor-próprio, revelando a assistentes e médiuns, origens pomposas (príncipes, rainhas, pessoas famosas, etc.). Há médiuns e crentes que aceitam, de bom grado, essas revelações sem analisar as falhas atuais de seu Espírito  que contradizem a categoria que pretendem ter ocupado. Essa vaidade serve de divertimento aos Espíritos brincalhões, tanto quanto para os homens. Para se dar crédito a uma revelação dessa ordem, seria necessário que fosse feita espontaneamente, por intermédio de diversos médiuns estranhos uns aos outros.

Contudo, podemos ter revelações a respeito do gênero da existência anterior que tivemos, da posição social que ocupamos e dos efeitos que em nós predominaram, de modo a podermos tirar proveito para nossa melhoria.

Estudando o nosso presente, podemos deduzir o nosso passado. Com referência a nossas existências futuras nada podemos saber antecipadamente, pois essas serão conseqüências da preparação que fizermos na Terra, dependendo ainda das resoluções que tomarmos quando formos Espíritos. Sabermos antecipadamente onde e como transcorrerá essa existência éimpossível, e tudo o que Espíritos disserem a respeito não passará de gracejo.

4) PERGUNTAS SOBRE OS INTERESSES MORAJS E MATERIAIS

Espíritos jamais se recusam a dar bons conselhos, principalmente no que diz respeito a problemas espirituais. Repelem, porém pessoas hipócritas que simulam buscar a luz e se comprazem nas trevas. Espíritos familiares, ligados à pessoa, podem algumas vezes dar conselhos sobre as coisas de interesse privado. Isso dependerá das condições de cada caso e não de os cansarmos com perguntas banais.

Fiquemos ainda certos de que, se é nossa prova passarmos por determinada dificuldade, os nossos Espíritos protetores poderão ajudar-fios a suportá-la com mais resignação, podendo mesmo suavizá-la; mas, no próprio interesse de nosso futuro, não será lícito isentar-nos dela. Um bom pai não concede ao filho tudo o que ele deseja.

5)QUESTÕES SOBRE A SITUAÇAO DOS ESPÍRITOS

Os Espíritos dão esclarecimentos sobre a situação em que se encontram no mundo espiritual, quando é a simpatia que dita o pedido, ou o desejo de lhes ser útil, e não a simples curiosidade. Constituem ainda grandes ensinamentos para nós as revelações que os Espíritos nos fazem a respeito da natureza de seus sofrimentos ou da felicidade que gozam, iniciando-nos, assim, no conhecimento da verdadeira natureza das penas e das recompensas futuras. Os bons Espíritos se sentem felizes em nos descrever as alegrias que experimentam. Os maus podem ser constrangidos e descrever sofrimentos, mostrando ainda seu arrependimento. Nisso encontram eles, às vezes, até uma espécie de alívio; é o infeliz que se lamenta na esperança de obter compaixão.

6) QUESTÕES SOBRE A SAÚDE.

Os Espíritos podem dar conselhos relativos à saúde. Esta é uma condição necessária para o trabalho que se deve executar na Terra, pelo que os Espíritos se ocupam de boa vontade com ela. Mas, como há ignorantes e sábios, convém que, como para qualquer outra coisa, ninguém se dirija ao primeiro que apareça.

Se nos dirigirmos ao Espírito de uma celebridade médica, poderemos estar mais certos de obter um bom conselho? As celebridades terrenas não são infalíveis e alimentam, às vezes, idéias sistemáticas que nem sempre são justas e das quais a morte não as liberta imediatamente. Os Espíritos superiores sem usar nomes que conheçamos, podem saber sobre coisas, muito mais do que os sábios da Terra. Não ésó a ciência que torna superiores os Espíritos.

7) PERGUNTAS SOBRE OUTROS MUNDOS.

Quanto à confiança que se pode depositar nas descrições que os Espíritos fazem dos diferentes mundos, ela depende do grau de adiantamento real desses Espíritos, pois compreendemos que Espíritos vulgares são tão incapazes de nos informar a esse respeito, quanto o é entre nós (encarnados), um ignorante descrever todos os países da Terra.

Formulamos questões, muitas vezes, sobre esses mundos, que tais Espíritos não podem resolver. Se eles forem sinceros falarão disso de acordo com suas idéias pessoais; se forem Espíritos levianos divertir-se-ão em dar-nos descrições estranhas e fantásticas. Tanto mais facilmente quanto esses Espíritos , que na erraticidade não são menos providos de imaginação do que na Terra, tiram dessa faculdade a narração de muitas coisas que nada têm de real.

Entretanto, não podemos julgar impossível obter sobre outros mundos, alguns esclarecimentos. Os bons
Espíritos se comprazem em descrever-nos os mundos que eles habitam, como ensino tendente a nos melhorar, induzindo-nos a seguir o caminho que nos levará a tais mundos. A exatidão dessas descrições reside na concordância que haja entre elas, cujo fim é o nosso melhoramento moral. Por conseguinte, é sobre o estado moral dos habitantes dos outros mundos que podemos ser mais bem informados e não sobre o estado físico de tais mundos.

ROTEIRO:

IDENTIDADE DOS ESPÍRITOS, COMUNICAÇÕES ESPONTÂNEAS E EVOCAÇÕES

ALLAN KARDEC, O Livro dos Médiuns, 20. Parte, caps. XXI ,XXIV e X)(V

GABRIEL DELANNE, Fenômeno Espírita, 20 paile


LEON DENIS, No Invisível, 20 parte, cap. XXI

MARTINS PERALVA, Mediunidade e Evolução, cap. 22, pág. 81 e cap. 13, pág. 53

PERGUNTAS QUE SE PODEM FAZER AOS ESPÍRITOS

ALLAN KARDEC, O Livro dos Médiuns, 2a parte, cap. )O(VI 43