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quinta-feira, 9 de abril de 2015

6 e 7  - 1
CENTRO DE ORIENTAÇÃO
E
EDUCAÇÃO MEDIÚNICA

CURSO DE ORIENTAÇÃO E EDUCAÇÃO MEDIÚNICA  COEM II
SOCIEDADE ESPÍRITA 2010

1ª PARTE - PROGRAMA E MANUAL DE APLICAÇÃO

VI  PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS  UNIDADES PRÁTICAS

ORIENTAÇÕES PRELIMINARES
O objetivo dessa orientação é harmonizar as formas de execução dos exercícios práticos nos diversos grupos do COEM, tendo em vista uma integração dos métodos de exercício, para que os sistemas pessoais não colidam com a finalidade comum aos diversos grupos o exercício prático-mediúnico perfeitamente disciplinado e educativo e, também, servir de ponto de apoio aos orientadores dos grupos.
Estas orientações não podem ser entendidas como regras rígidas e estanques, já que o trato de assunto tão complexo e sutil quanto o da mediunidade, que envolve no seu processo um conjunto de fatores psíquicos, fisiológicos, psicológicos, espirituais e de ambiente fluídico-vibratório e humano, escapa às normas fixas e às formulas preconcebidas.
Sabemos, por observação prática, das conseqüências perniciosas que os sistemas, os condicionamentos e as viciações mediúnicas, nascidas de um empirismo e de um desconhecimento da prática mediúnica devidamente estribada nos conhecimentos mais profundos dessa faculdade à luz do Espiritismo, têm ocasionado aos grupos mediúnicos e a muitos médiuns.
Por outro lado é bom deixar bem claro que, com estas orientações, não desejamos implantar uma forma de ritual ou cerimônia à prática espírita ou ainda, estabelecer fórmulas miraculosas e sacramentais ao desenvolvimento mediúnico.
O propósito básico é o de tornar o exercício prático do COEM funcional e harmonizá-lo com os fundamentos doutrinários, conforme os objetivos dos assuntos tratados, evitando que os monitores dos grupos se percam na aplicação do exercício por falta de uma linha diretriz fundamental e lógica.
Consideramos válidos outros métodos que não os aqui expostos desde que nascidos da experiência e consentâneos com os princípios doutrinários; obedeçam às normas da praticidade, da eficiência, da disciplina, da ordem e correspondam à simplicidade, à pureza, à discrição e à ética da Doutrina Espírita, com vistas à espiritualização do médium.
Um dos pontos principais para um bom desempenho mediúnico de um grupo é a afinização de seus componentes face aos propósitos superiores da mediunidade.
Essa afinização abrange os aspectos afetivos e espirituais, com base na harmonização dos pensamentos, sentimentos e numa conscientização dos objetivos do trabalho que se realiza e do conhecimento das bases doutrinárias que o orientam.
Esse clima ideal, não se consegue de improviso, reunindo-se meia dúzia de pessoas interessadas em relacionar-se com o mundo espiritual.
Há necessidade de uma convivência doutrinária, um exercitamento metódico, uma orientação segura, um adestramento moral e cristão dos participantes, para que, gradativamente, aquelas condições se estabeleçam.
Essa maturidade prático-mediúnica do grupo, por sua vez, indispensável ao bom rendimento do trabalho, desenvolve-se em cada componente através das diversas situações e circunstâncias nas quais o grupo vai arregimentando experiências válidas, para saber agir e reagir dentro das variações.
Uma sessão mediúnica espírita pois, reúne condições de natureza espiritual (individual e coletiva) e de ambiente adequado, que exigem a preparação e o amadurecimento dos componentes.
A função das unidades de exercício prático do COEM é, portanto, a de levar os participantes a tomarem consciência dessas condições e dos fatores indispensáveis de preparação e amadurecimento, face às responsabilidades que envolvem a tarefa mediúnica espírita, ao mesmo tempo em que propicia a vivência dos passos necessários a esse desenvolvimento.
Dessa forma, os temas do exercício prático do COEM obedecem a uma seqüência de requisitos ordenados metodicamente, fornecendo ao participante o domínio dos recursos que lhe permitam conscientizar-se gradativamente dos passos necessários a um adequado exercício mediúnico.
Essa seqüência elaborada intencionalmente visa atender um adestramento crescente, predispondo o médium paulatinamente ao domínio dos recursos e dos elementos próprios ao exercício prático da mediunidade nos trabalhos que exigirão um amadurecimento individual.
Daí, os exercícios do COEM aumentarem gradativamente o tempo de prática, para que o médium vá se habituando a oferecer aquelas condições íntimas favoráveis e vá munindo-se dos instrumentos mentais e dos elementos necessários para poder manter-se produtivo dentro das exigências que a prática espírita solicita.
Sendo o programa do COEM uma preparação teórica / prática da mediunidade segundo o Espiritismo, não poderia fugir ao seu objetivo fundamental de oferecer ao participante os elementos e instrumentos necessários, a fim de que ele tome consciência de suas próprias possibilidades mediúnicas, de seu desenvolvimento adequado e de sua aplicação correta, de tal sorte que ao decidir-se pela tarefa mediúnica, o faça com o máximo de conhecimento de causa possível, evitando assim muitos tropeços e dissabores.

ESQUEMA DAS UNIDADES PRÁTICAS
 Abertura (20:00h, por exemplo) Salão de Palestras do Centro.
- Exposição do tema (por expositor previamente escalado), durante 30 minutos.
- Encaminhamento dos participantes para as salas de seus respectivos grupos.
- Leitura de página doutrinário-evangélica.
- Prece inicial.
- Exercícios programados
- Encerramento.
- Registro das sensações e percepções individuais.
- Distribuição de documentos e avisos.
CONDIÇÕES DE AMBIENTE E SUA PREPARAÇÃO
Para todas as sessões de exercício prático do COEM, devem-se observar as suas condições favoráveis e a necessidade de sua preparação.
Cada participante deve estar esclarecido da necessidade individual de preparar-se permanentemente, através do esforço de sua renovação moral, da leitura edificante, das boas companhias e conversações, do trabalho salutar no cumprimento do dever, do evangelho no lar, da prática do bem em qualquer circunstância.
Nos dias próprios do exercício mediúnico, observar essas atitudes com carinho e rigor especiais, não olvidando os aspectos da preparação espiritual e física, seja pela prece, pelas leituras e ideações superiores e pelas ações elevadas e dignas, seja pelo cuidado da saúde e alimentação frugal, mormente a que antecede a reunião da noite.
Ao chegar ao Centro Espírita procurar acomodar-se na expectativa da exposição teórica preparatória; evitar as conversações menos salutares e já movimentar pelo pensamento as idéias superiores, lendo uma mensagem edificante.
Música suave e elevada, se possível, em surdina no ambiente, é ótimo auxiliar para a criação de vibrações amenas e positivas.
Durante a exposição, acompanhar com atenção os pensamentos do expositor, assimilando os ensinamentos com carinho, para enriquecer o seu patrimônio espiritual.
O expositor, por sua vez, deve procurar sempre criar os quadros mais edificantes nas mentes que o acompanham desejosas de esclarecimento; emitir os conceitos com clareza e destacar a sua importância na prática espírita.
Ao contrário das unidades teóricas, nestas não é conveniente a abertura para perguntas dos participantes, evitando com isto a instalação de polêmicas.
As dúvidas que persistirem poderão ser elucidadas nas sessões de apoio e aprofundamento.
Ao se encaminharem para os respectivos grupos de exercício, após a preparação teórica, os participantes deverão fazê-lo com discrição, evitando ao máximo as aglomerações nos corredores, dirigindo-se diretamente para suas salas e aguardando as orientações dos monitores e auxiliares.
A leitura de página doutrinária de livro consagrado e de característica evangélica e a prece inicial do exercício são elementos preparatórios imediatos.
O monitor orientará o exercício de acordo com o assunto em pauta, mantendo um clima de segurança e vigiará pelas medidas necessárias ao desenvolvimento educativo na prática, interferindo nos momentos oportunos.
Ao finalizar o exercício com uma prece, os participantes serão convidados a dar suas impressões, a fim de serem individualmente registradas.

INÍCIO DAS COMUNICAÇÕES MEDIÚNICAS
Da Unidade Prática 1 até à 14, deve-se evitar qualquer passividade mediúnica psicográfica ou psicofônica, tomando-se providências fraternas nas soluções dos casos excepcionais, uma vez que os exercícios práticos até aí são preparatórios e realizados em ambiente de discrição e silêncio, para que os participantes do grupo possam familiarizar-se e entrosar-se (afinização), disciplinando-se mental e interiormente para a prática mais ostensiva, no momento oportuno.
Na Unidade 15 (Psicografia e Psicofonia Tipos) é liberado o exercício da psicografia e, a partir da Unidade 16 (Psicografia e Psicofonia Mecanismos), também a psicofonia, dentro dos períodos regulares da sessão prática do COEM.


LUCAS DE ALMEIDA MAGALHÃES
CENTRO ESPÍRITA LUZ ETERNA  CELE
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REDAÇÃO: Equipe do CELE