Pesquisar este blog

Páginas

quinta-feira, 30 de abril de 2015

FAMÍLIA

Vamos falar um pouquinho sobre o papel da família na educação de nossas crianças e jovens?

1) Qual o papel, a função dos pais espíritas?

2) Como devem os pais se comportarem mediante:

a) a educação espiritual dos filhos?

b) o exemplo em ambiente doméstico?

c) a curtição quanto à apresentação pessoal?

d) a confiança na resolução de uma questão pelo próprio filho?

e) A fiscalização da liberdade dos filhos?

f) lidar com as fantasias e superstições da criança?

g) com a cooperação e trabalho doméstico?

h) a correção dos defeitos mais graves na personalidade infantil?

i) quanto à mesadas e facilidades monetárias e de consumo?

3) Como pode um pai iniciante no espírito passar as noções espirituais aos filhos?

Textos de apoio

Texto 01

"Educação Espírita no lar

Preocupam-se, hoje, em todo o mundo, os problemas da educação da criança e do adolescente.

Imensos esforços têm sido despendidos por educadores, psicológos, pedagogos, religiosos e pensadores, buscando melhores métodos e recursos para educar.

Embora com todos os aparatos científicos, culturais, técnicos, financeiros e belíssimos estabelecimentos de ensino, a juventude caminha desorientada e rebelde, a criança desamparada e a família vive momentos aflitivos na atualidade.

A melhor escola do espírito

Onde o melhor lugar para o processo da educação da criança?

A Doutrina Espírita esclarece-nos em O Livro dos Espíritos, questão no. 582 - Pode-se considerar como missão a paternidade? Respondem os Espíritos:

"Ë, sem contestação possível, uma verdadeira missão. É ao mesmo tempo grandíssimo dever e que envolve, mais do que pensa o homem, a sua responsabilidade quanto ao futuro. Deus colocou o filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes o dirijam pela senda do bem, e lhes facilitou a tarefa dando àquele uma organização débil e delicada, que o torna proprício a todas as impressões."

O sábio evangelizador espiritual Emmanuel no livro O Consolador, questão no. 110, assim afirma sobre a missão educadora no lar: "A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter."

Os pais espíritas, compenetrados de seus deveres fundamentais de educação, pelo conhecimento espírita e com a exemplificação de seus sagrados deveres à luz da Doutrina Espírita, receberão os filhos com o coração renovado e amadurecido, despendendo energias de amor para orientar, esclarecer e corrigir a personalidade dos filhos.

Os fracassos na educação

O psicólogo Pierre Weil, em seu livro: A criança, o Lar e a Escola, faz importante advertência:

"No mundo inteiro está-se passando fenômeno muito sério e cujas consequências ainda não podem ser avaliadas inteiramente: a da transmissão progressiva dos poderes dos pais e da família para os mestres e a escola.

(...) Todas as experiências educacionais no sentido de substituir a família por internatos, cidades de crianças ou lares artificiais em pavilhões, fracassaram, pois a família se revelou fator indispensável à educação da criança e sobretudo à sua estabilidade emocional."

O campo do sentimento, elemento básico da personalidade, precisa ser muito cuidado no lar, conforme afirma o escritor espiritual Irmão X, no livro Luz no Lar,na lição no. 34 - "Resposta do Além":

"Em cada cidade do mundo pode haver um Pestalozzi que coopere na formação do caráter infantil, mas ninguém pode substituir os pais na esfera educativa do coração"

No campo da educação dos sentimentos e do caráter no período infantil dos filhos , os pais são os grandes mestres do coração, seja com seu bom ou mau comporttamento, pois tudo serao lições que ficarão gravadas em sua memória mental.

A criatura humana é cérebro e coração, inteligência e sentimento; desse modo , não é somente o intelecto que deverá ser trabalhado, porém muito mais os valores do coração, iniciando-se o mais cedo possível, naf ase infantil, no ambiente familiar.

(...)

( Barcelos , Walter. in: Educadores do Coração, editora: )

Texto 02

"A tarefa de educação dos filhos, há algumas décadas, era simplificada pela existência de regras e tradições, as quais eram muito questionadas, tais como: as crianças tinham que obedecer aos mais velhos, não podiam opinar, eram muito surradas, deviam respeitar os pais sem argumentar, enfim, havia uma espécie de código castrador para a educação. A maneira tradicional de criar filhos foi, mais tarde, profundamente questionada Atualmente, os pais estão expostos a urna grande variedade de informações através de livros, revistas, jornais, televisão cinema e outros meios de comunicação. Esta excessiva carga de informações os deixa confusos e sem saber o que realmente fazer com relação à opção de como melhor educar seus filhos. Os pais sentem-se perdidos, inseguros e desorientados em seu papel de educadores, pois são inúmeras as dúvidas que surgem. Muitas vezes, a grande preocupação com a melhor educação a dar, para garantir um desenvolvimento emocional - sócio-efetivo saudável à criança, faz com que a espontaneidade, a intuição e o bom senso dos pais sejam muitas vezes bloqueados. As teorias psicopedagógicas/psicológicas, na maioria das vezes, são mal interpretadas ou até mesmo, não compreendidas ou ignoradas pelos pais, causando com isso uma compreensão distorcida das bases teóricas, gerando formas incorretas de aplicação das mesmas, comumente utilizadas para não traumatizar a criança. O relacionamento entre pais e filhos realmente é algo bastante complexo, pois é preciso tomar muito cuidado com as atitudes que se tem frente à criança e a imagem que se constrói sobre o que é ser bom pai ou boa mãe. A filosofia, crenças e valores pessoais, em relação à educação de crianças e à forma de comunicação, exercem influência marcante na estruturação do relacionamento entre pais e filhos. Muitas vezes, acredita-se que são bons pais aqueles que tudo fazem pela e para a criança, estar sempre à disposição, atender a tudo que a criança pede ou até mesmo tentar adivinhar o que o filho quer .Deve-se ficar atento com esses tipos de atitudes, pois a autonomia da criança pode ficar comprometida, podendo gerar dificuldades com relação ao desenvolvimento de sua independência. Outro fator também importante é a dificuldade dos pais perceberem a criança como pessoa individualizada, portanto diferente deles e nem sempre correspondendo com suas expectativas e ideais. Respeitar a individualidade do filho consiste não apenas em aceitá-lo como pessoa diferente de si mesmo, mas também, em conseguir enxergar que existem várias formas de orientar determinadas situações diferentes dos caminhos que eles próprios por certo se guiaram, por acharem o mais correto ou coerente com seu modo de agir."

(Fonte: Jornal Boa Nova - Título: Papel dos pais na educação dos filhos: um tabu. Autor: Werter de Oliveira - Edição: 17 - Março - Abril de 1998)

Texto 03

"Todos reconhecem que a família é a célula mater de uma sociedade, a base fundamental de uma civilização.

Mas a Doutrina Espírita nos faz compreender que a família é também a base de todo processo evolutivo do Espírito.

É através da família que o processo reencarnatório se processa, não apenas biologicamente, mas também na educação do próprio sentimento, no direcionamento da energia volitiva, no reajuste das faltas passadas, na liberação da consciência de erros cometidos

em vidas anteriores.

É no seio familiar que a Providência Divina reúne os participantes de dramas passados para o reajuste e o perdão.

Reajuste não apenas com o outro, mas com a própria consciência que se libera e pode se expandir rumo aos estágios avançados da evolução.

É na família também que a PRovidência reúne os Espíritos afins, aueles que se amam e que querem caminhar juntos na escalada evolutiva. É no seio familiar que renasce, algumas vezes, aquele Espírito amigo e nobre que será o sustentáculo e o apoio de todo um grupo familiar que ainda vacila nas sendas da evolução.

E com certeza, depois dos grandes períodos de reajustes, a família será a grandiosa escola de almas, onde os Espíritos afins se fortalecem nos bons propósitos e avançam resolutos nos caminhos superiores da evolução. A importância de uma família bem estruturada, pois, é muito clara. No entanto, ainda podemos observar um grande número de famílias mal estruturadas, onde os próprios componentes se digladiam entre si, em clima de disputa.

A Doutrina Espírita pode nos abrir os olhos, demonstrando a importância do reajuste entre os elementos de uma mesma família reunida com propósitos definidos e nunca por acaso.

O estudo da Doutrina, as reuniões períodicas, o estudo do Evangelho no Lar com a participação das crianças, auxiliarão, e muito, o equilíbrio no Lar.

A visão da enorme responsabilidade que nos cabe numa família, a certeza de um planejamento anterior ao nosso próprio renascimento e a visão de um futuro de paz, alegria e serenidade, nos dá força para suportar certas provas e irmos construindo, desde já, esses futuro de alegria e felicidade que todos almekjamos.

O próprio trabalho do Departamento Infantil ou Departamento de Evangelização irá contribuir para esse equilíbrio, a partir da própria criança que cresce e se desenvolve interiormente nos princípio da Doutrina Espírita e, consequentemente, do Evangelho de Jesus.

No entanto, os pais devem estar cientes da responsabilidade que lhes cabe como verdadeiros educadores de seus filhos.

O Departamente de Infância terá uma aprte importante nesse processo educativo, mas jamais poderá substituir os pais na grandiosa missão de educar seus próprios filhos."

(Alves, Walter de Oliveira. in: Introdução ao Estudo da Pedagogia Espírita - teoria e prática, IDE, 1a edição, 2000)