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quinta-feira, 23 de abril de 2015

IRMÃ SCHEILLA


Apresentamos aqui uma pequena biografia de Irmã Scheilla, uma das mentoras de nosso trabalho junto às gestantes no Núcleo Fraterno Samaritanos. Em sua última encarnação, nasceu na Alemanha, foi enfermeira e desencarnou em 1943, em um bombardeio ocorrido em Hamburgo durante a 2ª Guerra Mundial.
Scheilla é um espírito muito conhecido e querido no movimento espírita brasileiro. As primeiras manifestações datam de pouco tempo depois de seu desencarne, em um grupo espírita da cidade de Macaé (RJ), por meio do médium Peixotinho. Chegou inclusive a se materializar e produzir belos fenômenos de efeitos físicos, como apport, transporte e distribuição de flores e pequenos objetos e a impregnação do ambiente com éter ou perfumes.
Seu retrato mediúnico a revela com um belo semblante, profundos olhos azuis e cabelos loiros. Desde o início de suas manifestações, Irmã Scheilla demonstrou devotamento aos enfermos, procurando amenizar seus sofrimentos ou recuperar a saúde deles o quanto possível, trabalho no qual prossegue atuante junto a equipes espirituais socorristas por todo o Brasil, através de diferentes médiuns. Simultaneamente, faz ouvir sua voz com característico sotaque alemão, pregando a excelência do Evangelho e conclamando a todos para que sigam o Cristo.
Encarnações anteriores Temos notícia de apenas duas encarnações de Irmã Scheilla, conforme informações de Francisco Cândido Xavier: uma na França, no século XVI, e outra na Alemanha.
Na existência francesa, chamou-se Joana Francisca Frémiot e nasceu em 28 de janeiro de 1572, na cidade de Dijon. Entrou para a história como Santa Joana de Chantal (canonizada em 1767) ou Baronesa de Chantal, pois casou-se aos 20 anos de idade com o Barão de Chantal.
Perdeu seu marido muito cedo, vivendo com seus quatro filhos, partilhando seu tempo entre as orações, as obras piedosas e seus deveres de mãe. Em 1604, juntamente com o bispo de Genebra, São Francisco de Salles, fundou em Annecy a Congregação da Visitação de Maria e dirigiu, como superiora, a casa que havia fundado no bairro de Santo Antônio, em Paris. Passaram por grandes dificuldades na capital francesa e, em 1619, Santa Joana de Chantal deixou o cargo de superiora da Ordem da Visitação e retornou para Annecy, sede da Ordem.
Em 13 de dezembro de 1641, na cidade de Moulins, ela veio a desencarnar.
A outra encarnação conhecida de Irmã Scheilla aconteceu na Alemanha. Corriam os anos e as guerras, os conflitos eram vividos por todos os povos. Aflições e angústias assolavam a cidade de Berlim, capital alemã, onde Scheilla já atuava como enfermeira, socorrendo onde quer que fosse chamada.
Seu estilo simples e sua meiguice espontânea ajudavam muito em sua profissão.
Bonita, a tez clara e o cabelo muito loiro davam-lhe um ar de graça muito suave e mostrava nos olhos azul-esverdeados um brilho intenso, que refletia a grandeza de seu espírito.
Com estatura mediana e usando seu inseparável avental branco, lá estava Scheilla preocupada em ajudar sempre. Esquecia-se de si mesma e pensava somente em sua responsabilidade.
Via primeiro a dor, depois a criatura. Essa moça não ouvia as terríveis explosões partidas das armas destruidoras, pois o que ela ouvia era a voz de alguém que gemia de frio e dor. Por essa razão, em uma tarde onde os soldados se misturavam ao ódio gerado por almas sedentas de guerra, eis que tomba no solo de sua pátria a jovem enfermeira que, através de sua coragem, atravessava os campos perigosos de batalha para socorrer e sanar os gritos que lhe vinham de encontro.
Pelo toque triste de um clarim, muitos viram cair junto aos sofridos soldados da 2ª Guerra Mundial o corpo da enfermeira fiel, destemida e amiga. Morreu nos campos de luta aos 28 anos de idade para, depois de muitos anos, surgir nas esferas superiores com seu mesmo estilo, com seu carinho e dedicação ainda mais aprimorados.
Irmã Scheilla, a Enfermeira do Alto, desce agora em outra condição.
Trabalho espiritual no Brasil
Tudo indica que Irmã Scheilla, algum tempo depois de sua desencarnação em terras alemãs, vinculou-se às falanges que atuam em nome do Cristo no Brasil.
Atualmente, nossa querida mentora trabalha na espiritualidade juntamente com Cairbar Schutel, coordenador geral da Colônia Espiritual Alvorada Nova. Scheilla desenvolve um trabalho forte e muito amplo com dedicação ímpar, coordenando 14 equipes. Os coordenadores destas equipes formam com ela o Conselho da Casa de Repouso, que se reúne periodicamente para decidir as questões pertinentes a casa.
Raphael A. Ranieri nos conta que em uma das primeiras reuniões de materialização realizadas pelo médium Peixotinho, iniciadas em 1948, já surgiu a figura caridosa de Scheilla.
Em Belo Horizonte (MG), marcou-se uma pequena reunião que seria realizada com a finalidade de submeter Dona Ló de Barros Soares, esposa de Jair Soares, a tratamento. (...)
No silêncio e na escuridão, surgiu a figura luminosa de mulher, vestida de tecidos de luz e ostentando duas belas tranças.
Era Scheilla, entidade que na última encarnação animou a vida de uma moça alemã.
Nas mãos trazia um aparelho semelhante a uma pedra verde-claro e ao qual se referiu dizendo que era um aparelho ainda desconhecido na Terra, emissor de radioatividade.
(...) Fez aplicações com o aparelho em Dona Ló. (...) A simplicidade e a beleza do espírito nos falava das regiões benditas da perfeição. Depois de alguns minutos, levantou-se da cadeira e fez uma belíssima pregação evangélica com sotaque alemão e voz de mulher.
Em vários grupos espíritas brasileiros, além de sua atuação na assistência à saúde humana, Irmã Scheilla sempre se caracterizou por trazer às reuniões certos objetos (fenômenos de transporte) e distribuir éter ou perfume. É por isso que fica no ambiente um encantador aroma de flores.
Chico Xavier nos conta de um depoimento de Joaquim Alves (Jô), com a presença de Scheilla: Chico aplicava passes.
Ao nosso lado, ocorreu um ruído, como se algum objeto de pequeno porte tivesse sido arremessado sem violência. Disse um médium:
Jô, Scheilla deu-lhe um presente.
Logo mais, procuramos ao nosso redor e vimos um caramujo grande e adoravelmente belo, estriado em deliciosas cores. Apanhamo-lo rapidamente e verificamos nele água marítima, salgada e gelada, com restos de uma areia fresca. Scheilla o transportara para nós.
Estávamos a centenas de quilômetros de uma nesga de mar, em manhã de sol abrasador que crestava a vegetação e, em nossas mãos, o caramujo que o espírito nos ofertara. (...) vivemos, algum tempo depois, outro raro instante.
Bissoli, Gonçalves, Isaura, entre outros, compunham a equipe de beneficiados, agrupando-se numa das salas da casa de André, tendo Chico se retirado para o dormitório do casal. Em uma onda de perfume, corporifica-se Scheilla, loira e jovial, falando com seu forte sotaque alemão. Bissoli estabeleceu o diálogo:
Eu me sinto mal, diz Bissoli.
Você come muita manteiga, vou tirar uma radiografia de seu estômago, informou Scheilla.
A seu pedido, nosso companheiro levantou a camisa. O espírito corporificado aproxima-se e entrecorre, num sentido horizontal, os seus dedos semi-abertos sobre a região do estômago de nosso amigo. E tal se lhe incrustasse uma tela de vidro no abdômen, podíamos ver as vísceras em funcionamento.
Pronto!, diz Scheilla, apagando o fenômeno.
 Agora levarei a radiografia ao plano espiritual, para que a estudem e lhe dêem um remédio.
Ao término destes singelos apontamentos biográficos, com muito respeito por esse espírito missionário de tanta dedicação e amor em nome de Jesus, só nos resta agradecer a assistência e amor doados por Irmã Scheilla.
Fonte coleção sem mistérios 06
Editor e Diretor de arte: Victor Rebelo
Jornalista: Érika Silveira