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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Aula 2- Aliança e seus elevados ideais.

Castelo de cartas
Como é trabalhar em equipe? É fácil?
Quais as dificuldades que a gente tem quando trabalha em grupo, no colégio?

1- Vamos montar um castelo de cartas. Primeiro uma pessoa sozinha. Ela precisa usar todas as cartas do baralho.
2- Agora mais duas pessoas podem ajuda-la. Está ficando mais fácil? Talvez não, se ainda continuarmos centralizando tudo num único lugar, pode ser que não consigamos usar todas as cartas.
3- Agora vamos todos ajudar a usar todas as cartas.
4- Conclusões:
Não fica mais fácil quando a coisa não está centralizada?
Mais pessoas não conseguem participar quando são montados vários castelos ao invés de apenas 1 único?
O que teria acontecido se apenas uma pessoa tivesse encarregada de montar o castelo sozinha e em determinado momento ela morresse sem conseguir acabar isso? Quem daria continuidade? Quem saberia dar continuidade?
Quando eu sei uma maneira legal de montar o castelinho de cartas e eu vejo que o meu companheiro não sabe montar tão bem quanto eu, o que eu faço? Será que eu não vou ajuda-lo?
Mas e se muitas pessoas de lugares bem distantes quiserem aprender a montar o castelinho de cartas, como a gente pode falar para todas ao mesmo tempo?
E será que se todo mundo estiver montando o castelinho da mesma maneira, não fica mais fácil de nós auxiliarmos uns aos outros? Ex: todos vamos montar castelinhos com 6 cartas de base.
E como será que a gente pode se organizar para nos ajudarmos, uns aos outros? Já que somos muitos precisando de ajuda ao mesmo tempo, será que não é legal marcarmos reuniões periódicas para podermos trocar idéias de como podemos melhorar o nosso trabalho juntos?
E se eu acabar de montar o meu castelinho antes que os outros, será que eu não posso ajuda-los a terminar o deles? As cartas não vieram todas do mesmo baralho?

Isso é um pouco do que é viver em aliança. Essa forma de trabalho serve para ser usada tanto no macro ambiente dos centros como no micro ambiente, ou seja, tanto no nosso trabalho de mocidade isso funciona, como no trabalho de integração de várias outras casas.

O castelinho representa, além da construção física do centro, a redenção cada vez maior do homem a mensagem de cristo. As cartas são as pessoas que cada vez mais precisam de ajuda.

Então o que eu posso entender a partir desse exemplo sobre o trabalho do centro que trabalha em aliança:
Deixar a turma falar suas conclusões:
Pontos importantes:
Ninguém é dono da verdade. Todos estamos evoluindo juntos e devemos respeitar a opinião de todos.
Um centro não precisa e não deve ter estruturas maiores do que ele possa sustentar, ela pode desmoronar.
O trabalho deve ser dividido a todos que querem trabalhar, sem a necessidade de alguém mandar do que os outros.
A separação entre os diferentes centros deve ser encarada apenas como um problema geográfico, pois o trabalhador deve ir onde está o trabalho independentemente do centro onde ele se formou.
A padronização serve para nos auxiliar, se temos idéias mais legais que as que estão nesta padronização elas não devem ser descartadas, pelo contrário, elas devem ser expandidas para auxiliar a todos os centros.
Para a aliança funcionar, não podemos mais ficar dependendo de grandes líderes, como Jesus, cada um deve ter a liderança necessária para fazer a parte que lhe compete.
E o mais importante, precisamos nos confraternizar para melhor servir.

Se tentarmos trabalhar em grupo, desta maneira nos nossos grupos de escola, faculdade ,etc. vamos ver que esse sistema funciona em todos os casos. Os problemas que por ventura possamos encontrar acontecem por falha das pessoas que fazem parte desses grupos. Uns porque não tem iniciativa e não estão acostumados a fazer as coisas sem que alguém mande e outros porque estão muito acostumados a mandar e não conseguem se colocar na mesma posição que seus companheiros.


quEM É EDGARD ARMOND -
UM COMANDANTE DETERMINADO.
No dia 14 de junho de 1894 nasce em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, Estado de São Paulo, Edgard Pereira Armond. De família Humilde, Armond, aos 21 anos, ingressa na Força Pública de São Paulo , onde inicia a carreira que lhe daria o um título, pelo qual é conhecido até hoje:  Comandante . Em 1919 casa-se com Nanci de Menezes, filha do Marechal do Exército Manuel Feliz de Menezes.
Participa de vários movimentos militares, atuando nas revoluções de 1922 e 1924 onde fez parte das tropas de ocupação nas nossas fronteiras com o Paraguai e Argentina. Em 1923 matricula-se na Escola de Farmácia e Odontologia do Estado, diplomando-se em 1926.
Com uma vida profissional plena de atividades, trabalha na construção de uma estrada de rodagem unindo as cidades de Paraibuna e São Sebastião. Mesmo enfrentando muitas dificuldades financeiras, toma a direção pessoal do empreendimento e esta atitude antecipa o progresso desta região em 40 anos, beneficiando muitas cidades. Paralelamente começa a estudar e trabalhar no Espiritismo, chegando a atuar ao lado do famoso médium Dr. Luiz Parigot de Souza, do Paraná. Participa também de um grupo de estudos e práticas espíritas a convite de Canuto de Abreu, visitando vários Centros Espíritas particulares que se dedicavam exclusivamente à prática de trabalhos de efeitos físicos, isto nos arredores da capital. Em 1938, o Comandante sofre um acidente de automóvel, no Parque D. Pedro, em São Paulo, no qual quebra os dois joelhos, além de sofrer um outros ferimentos, sendo inclusive hospitalizado. Após várias cirurgias e muitos tratamentos, fica quase sem poder andar durante seis meses, usando assim as muletas. Em 1939 é convidado a ocupar o cargo de secretário-geral da Federação Espírita do Estado de São Paulo.
Em 1940 Armond é considerado inválido para o serviço militar, passando então a se dedicar por completo ao Espiritismo.  Dotado de um caráter reto e firme, de moral elevada, detestava a maledicência,e fugia das conversas fúteis e de perguntas vulgares, como expositor, tinha um discurso persuasivo, acompanhado de uma linguagem fácil, clara e objetiva, não deixando pairar dúvidas sobre o tema tratado. Como escritor era um profundo estudioso dos fenômenos psíquicos e conhecedor de largos recursos sobre o tema Mediunidade. Escreveu uma série de 21 livros didáticos sendo que a maior parte destinada ao uso nas Escolas que criara e os outros para a Fraternidade dos Discípulos de Jesus. Para suprir a carência de médiuns de confiança e bens preparados que encontrou na FEESP, criou-se o Grupo Razin, composto por sete membros que passaram a atuar dentro da Federação. Melhorando assim o intercâmbio com o mundo espiritual, durante uma das reuniões deste grupo, manifestou-se pela primeira vez a entidade feminina designada pelo nome de  Castelã , que dispensou ao grupo valiosíssima cooperação e depois de algum tempo através de Divaldo Pereira Franco, identificou-se como protetora pessoal do Comandante. Aconteceram também nas reuniões do Grupo Razin, as primeiras manifestações de Ismael, o preposto de Jesus para a condução do Espiritual do Brasil, apresentaram-se também valorosos espíritos componentes da Fraternidade do Santo Sepulcro e da Fraternidade dos Cruzados, em segida apresentou-se ao Comandante o Venerável Razin, com a finalidade de auxiliá-lo na criação da Escola de Aprendizes do Evangelho, para que pudessem ser preparados através do estudo, do trabalho e da disciplina, os novos  Discípulos de Jesus . Consciente da tarefa que lhe cabia, o Comandante começa heroicamente uma batalha que dura 10 anos, tempo que permanece à frente da Federação, para implantar os Cursos de Espiritismo citados por Allan Kardec no livro " Obras Póstumas ".  Em 1944, funda o Jornal " O Semeador ", e também o Programa de Rádio " Hora Espírita ", que passa a ser veiculado na Rádio Tupi.  Em 1947, Edgard Armond funda a USE " União Social Espírita ".  Em 1950, dando cumprimento ao programa estabelecido com o plano espiritual, o Comandante cria a Escola de Aprendizes do Evangelho, para que através de estudos orientados as criaturas possam aprender o Evangelho e não apenas decorá-lo. Edgard cria também o Curso de Médiuns, visando a melhoria do intercâmbio com o mundo espiritual e a Fraternidade dos Discípulos de Jesus que deve funcionar como órgão de agrupamento dos trabalhadores do campo religioso. Em 1967, por motivo de doença, o Comandante pede o seu afastamento da Federação, mas continua a colaborar à distância no setor da publicidade, da organização de centros e organizações espíritas, inclusive em países estrangeiros. Em 1973, funda a Aliança Espírita Evangélica, à partir de 1980 assessora a fundação do Setor III da Fraternidade dos Discípulos de Jesus, continuando a Expansão do Espiritismo Religioso.  Em 29 de novembro de 1982, às 04:30, o Comandante Edgard Armond desencarna no Hospital Osvaldo Cruz, na cidade de São Paulo, com oitenta e oito anos de uma ativa vida em prol da Doutrina Consoladora dos Espíritos. Seu jeito dinâmico de ser e seu ideal nobre nos dão a certeza de que o Comandante permanece em plena atividade no Trabalho Redentor. Edgard Armond devotou a vida ao Espiritismo, trazendo expressiva contribuição para seu desenvolvimento e organização, no decurso de 35 anos de vivência espírita.