Pesquisar este blog

Páginas

sábado, 25 de abril de 2015

Trabalhando com a diversidade de opções

    Para que possamos ter um resultado mais atraente, mais em conformidade com a criança ou jovem que temos às mãos, necessário nos é ter a noção de que melhor forma poderemos dinamizar, utilizar o conteúdo, a fim de que realmente estejamos integrados ao trabalho e sua finalidade.

    Caso contrário poderemos usar sempre um recurso pouco atrativo ou que o próprio recurso seja maior que o conteúdo que queremos passar.

Texto de apoio:

A PRÁTICA PEDAGÓGICAS NAS DIFERENTES TURMAS

    Além das características gerais da fase, procure conhecer as características individuais, as tendências e aptidões que se manifestam gradualmente conforme a criança cresce.

    Lembre-se, este pequenino é um Espírito imortal, que traz consigo um passado de experiências e um programa de vida elaborado no Mundo Espiritual. Suas tendências e aptidões se manifestarão gradativamente na medida do amadurecimento do corpo físico.

    Essas tendências precisam ser trabalhadas e canalizadas para o bem.

    Mas não se esqueça que a criança possui em si mesma o germe da perfeição.

    É um Espírito imortal, filho de Deus, herdeiro da perfeição, dotado do germe da perfeição, a evoluir, a desenvolver sua potencialidade. (Vide Educação do Espírito, cap. 5)

    Traçamos à frente um pequeno estudo sobre as diferentes etapas de desenvolvimento da criança com sugestões de como trabalhar em cada etapa.

03 A 06 ANOS

    As crianças pequenas, até os 7 anos, possuem características psicológicas bem marcantes e devem ser trabalhadas de maneira especialíssima.

Vivências:

    As atividades deverão ser vivenciadas e não apresentadas como "aulas teóricas".         Devemos colocar a criança em situações que a levem a vivenciar, dentro de seu grupo social, os princípios que a Doutrina Espírita nos aponta. A criança não aprenderá por meio de exortações e aulas teóricas, mas poderá compreender aquilo que é capaz de vivenciar, de viver na prática.

Movimento, ação:

    Ela adora movimento e ação. Estando o seu corpo físico em rápido desenvolvimento, tudo na criança quer movimento, ação, atividades que envolvam os órgãos dos sentidos, que estão em franco desenvolvimento.

Percepção sensorial, intelectual e afetiva:

    Ela compreende o mundo como ela o vê e sente através da percepção, não apenas sensorial e intelectual, mas principalmente afetiva, ou seja, ela não percebe o mundo apenas pelos sentidos e pelo intelecto, mas pela emoção que o momento suscita, sentido a vibração do ambiente.

O amor:

    O aspecto emocional e afetivo (energético) prepondera sobre o aspecto intelectual. O sentimento é preponderante e o afeto, o amor é fundamental para o desenvolvimento dos sentimentos nobres do Espírito reencarnado. O amor e o carinho do adulto alimentam as regiões superiores da alma, o superconsciente onde se localiza o ideal superior, o "Reino dos Céus", a essência Divina que todo Espírito possui em si, filho de Deus que é.

Ambiente e exemplo:

    O ambiente evangelizador e o exemplo do adulto é fundamental. Os estímulos do meio atingirá os impulsos que estiverem em condições de serem atividades. Tudo o que acontece à sua volta, os exemplos que observa, as vibrações que a envolvem atuarão no desenvolvimento intelectual e emocional da criança. Vibrações de teor elevado despertarão os impulsos superiores que o Espírito já possui e propiciarão o desenvolvimento dos sentimentos elevados do superconsciente, visto ser a criança um ser perfectível.

Atividades de cooperação:

    Procure promover atividades de cooperação ao invés de jogos competitivos.     Atividades em que ela precise do outro e, ao mesmo tempo, perceba que o outro precisa dela, são antídotos contra o orgulho e o egoísmo. Atividades de cooperação em ambiente de afeto e respeito mútuo auxiliarão o processo de descentração e desenvolvimento espiritual da criança, preparando o longo caminho para a autonomia moral e intelectual na idade adulta.

Literatura:

    Nas histórias, destacar a ação (exemplo) dos personagens. Não será por meio de exortações e preceitos morais que se educará a criança. Ela se "ligará" àquilo que estiver vendo e sentindo no momento. O exemplo dos personagens, suas qualidades interiores, atuarão de maneira muito forte na criança. A fantasia é maravilhosamente aceita pelas crianças pequenas. Compreendemos aqui por fantasia, a forma de se ensinar algo que o intelecto ainda não está pronto para entender racionalmente. O Espírito em sua fase infantil não consegue compreender conceitos abstratos, nem trabalhar de forma racional pura. Contudo, somos de opinião que não precisamos usar os termos "fadas" ou "gnomos", mas falar francamente em Espíritos, Espíritos da Natureza, Espíritos protetores como anjos da guarda, etc... As histórias e contos voltados principalmente para a natureza, podem levar a criança a compreender e sentir aquilo que o intelecto somente não está pronto para entender. Não tente "explicar" nem trabalhar conceitualmente. Apenas conte. A compreensão do conteúdo narrado virá dos sentimentos, das emoções provocadas pelo conto. A poesia já deve ser utilizada desde pequena. Mas nunca forçando a criança a decorá-la. Declame para ela, se possível em meio à uma história interessante. Leve-a a gostar, a sentir prazer em ouvir poesia. Mas lembre-se, a poesia tem ritmo e declama-la é uma arte. Da mesma forma que o conto, não tente "explicar" uma poesia. O seu valor está na recitação e não devemos dar uma explicação abstrata de uma poesia. A poesia trabalha razão e coração ao mesmo tempo. Ela deve ser sentida. Mas se pretende trabalhar com a interpretação da poesia, não o faça na hora de declamar. Deixe a criança trabalhar a recitação, saborear o ritmo próprio de cada poema, a beleza da métrica e da rima, a graça, o encanto, o sentimento que a poesia suscita.

O ideal seria já ter trabalhado antes o necessário para a compreensão da poesia. Na hora de declamar, apenas sentir a beleza do aspecto artístico da poesia.

Teatro e dramatização:

    Introduzir o teatro através de pequenas esquetes ou dramatizando as próprias histórias contadas. O teatro de fantoches dará ótimos resultados. No trabalho com o fantoche não apenas apresente, mas deixe a própria criança manipular o fantoche, reproduzir as histórias contadas e criar suas próprias histórias.

Música:

    Na música, a criança pequena se ligará mais ao ritmo do que à melodia e a letra. Músicas com gestos, rodas cantadas e danças. Se possível, formar com esta turma uma bandinha rítmica. A música suave e calma deve ser utilizada como "fundo" nas atividades de artes plásticas.

Dança:

    A dança atuará no sentimento estético da criança. Ao ligar a música à expressão corporal estamos trabalhando com a energia criadora do Espírito, que se exterioriza no espaço, através da expressão corporal.

Artes plásticas:

    Nas artes plásticas utilizar principalmente a modelagem e a pintura, trabalhando as formas e as cores em atividades criativas. Permear com recorte, colagem, dobraduras, montagens, trabalhos com sucata, etc.

Oferecemos à frente algumas sugestões nesse sentido. Utilize música ambiente, de preferência clássica, durante as atividades.

Aulas passeio:

    Promova passeio junto à Natureza, em parques ou chácaras. Não restrinja as atividades às quatro paredes de uma sala. Passeie com as crianças pelas redondezas.

**

    Cada dia de atividade deve ser preparado com atividades diversificadas e criativas, procurando manter o entusiasmo, o interesse, a vontade de participar:

    Por exemplo: Iniciar com música, poesia e a prece. Introduzir o conto e a dramatização, seguindo com modelagem ou pintura.

    Terminar com música ou atividade lúdica.. Crie um ambiente de alegria e fraternidade, de modo que a criança queira voltar. Cative-a. Lembre-se que ela possui o "Reino dos Céus", o germe da perfeição, dentro de si. Explore a sua capacidade.     Nos exemplos de atividades demonstramos como conseguimos trabalhar temas aparentemente complicados como desencarnação, mundo espiritual, perispírito, etc... com as crianças pequenas. O resultado é surpreendente.

Educar para a responsabilidade:

    Procure também escolher entre as crianças os ajudantes do dia, sempre em rodízio.     Estaremos despertando a criança para a noção de trabalho e responsabilidade. Não imagine que é muito cedo para isso. Mesmos as brincadeiras, os jogos, estão trabalhando o íntimo do Espírito, preparando-o para as responsabilidade futuras que o aguardam.

07 A 12 ANOS

    Prefira sempre o real à figura. Leve as crianças a observarem e compararem tudo à sua volta.

    Faça perguntas, levando-as a pensar sobre o que observam e comparam.

    Não antecipe as respostas. Dê um certo tempo para que pensem. Nosso grande desafio é levar as crianças a pensarem e chegarem às próprias conclusões pela observação, comparação e raciocínio próprio.

    Não pense que as crianças desta idade não conseguem raciocinar.

    Elas apenas tem dificuldades em raciocinar através do abstrato, do pensamento formal.

    Mas frente à realidade, usando o concreto, o observável, elas raciocinam, ou seja, pensam, analisam, comparam, concluem...

    É esse exercício do "pensar" que proporciona a construção do conhecimento.

Material concreto:

    A turma de 7 a 12 anos poderá trabalhar noções mais profundas através de material concreto, com atividades reais e concretas, preparando o pensamento formal e abstrato que deverá ocorrer mais tarde. Confecção de maquetes, modelagens, pinturas, etc...

    Não dê à criança definições verbais, mas ajude-a a observar o fenômeno, a compreender as causas, a perceber a lei de causa e efeito regulando todos os fenômenos da vida. A compreensão íntima das causas e efeitos deve vir antes de qualquer definição verbal.

    A definição verbal pode ser decorada e repetida sem que tenha ocorrido real compreensão do assunto. Ai reside o verdadeiro sentido da construção da inteligência, que provoca mudanças progressivas e gradualmente superiores de nosso modo de pensar. Da mesma forma, jamais cobre definições verbais.

Vivências:

    A vivência deve ser uma constante em qualquer fase ou idade. Somente se aprende realmente aquilo que se vivência.

    A aprendizagem implica em mudanças interiores, no modo de pensar, sentir e agir.     E somente vivenciando as experiências podemos promover transformações interiores, graduais e lentas embora. Leve as crianças a vivenciarem as experiências, com interações mais amplas entre os elementos de mesma idade e de idades diferentes.

Atividades de cooperação:

    Da mesma forma as atividades de cooperação devem ser uma constante em qualquer turma. Atividades em que as crianças dependem uma das outras para realizar, onde ela percebe que, ao mesmo tempo em que precisa do outro, o outro também precisa dela.

    Ela se sentirá valorizada, ciente de suas qualidades interiores, mas também ciente de que tem limitações, que precisa do outro.

    Procuramos assim conseguir um equilíbrio entre o orgulho e a valorização de si mesmo, conduzindo o indivíduo à verdadeira humildade de quem se reconhece pequeno, mas reconhece também que já possui qualidades, que pode colaborar, participar, trabalhar.

    A confiança em si mesmo é fundamental, o conhecimento de seus valores interiores, a certeza de ser filho e herdeiro de Deus, Espírito imortal, dotado do germe da perfeição, faz parte do conhecimento de si mesmo e deve ser cultivado.

    A confiança, a fé em si mesmo difere do orgulho, tanto quanto a verdadeira humildade difere da falta de confiança que leva a omissão, a não participação. A coragem, a confiança em si, o reconhecimento de seus valores é profundamente necessário à evolução do Espírito, e precisa ser cultivado. O orgulho, a vaidade, é a visão falsa de si mesmo, de alguém que pensa que é o que realmente não é. Torna-se empecilho, obstáculo terrível à evolução do Espírito. Precisamos, pois, buscar o equilíbrio. E ele só vem da verdadeira visão e reconhecimento de si mesmo: "Sou filho de Deus, Espírito imortal, herdeiro da perfeição... mas preciso trabalhar, lutar para vencer meus defeitos e desenvolver as qualidades divinas que existem em mim em estado germinal".

    Procure também promover interações entre os elementos de diversas turmas, com idades diferentes. Se conseguir um clima de fraternidade, amizade e colaboração entre os elementos, o maior ajudará o menor, o que sabe mais, auxiliará o que sabe menos.

    Embora a importância do educador, o processo educativo não representa apenas uma interação educador-educando, mas a interação entre as próprias crianças, onde elas se auxiliam mutuamente.

    A criança aprende através do seu relacionamento com o meio, ou seja, com tudo que a cerca, pessoas, objetos, experiências...

    A construção de um ambiente de cooperação, de fraternidade, é um desafio. Mas a sua necessidade é imperiosa.

    Afinal, o desafio foi proposto por Jesus quando disse "amai-vos uns aos outros..."         Amar significa auxiliar, cooperar, ajudar... Estamos apenas propondo uma forma pedagógica de vivenciar um ensino de Jesus. Na verdade, o mais importante.

Ambiente evangelizador:

    O ambiente evangelizador é indispensável. Mas como o leitor amigo já deve ter percebido, os itens aqui citados não sobrevivem isoladamente. O ambiente evangelizador depende, intrinsecamente, de se formar um ambiente de cooperação, de amor, de respeito mútuo, de vivência evangélica.

Música:

    Trabalhar intensamente o sentimento através da arte. A música atuará beneficamente na vida sentimental da criança. Se possível, forme um coral ou grupo musical. Procure pessoas da casa que saibam tocar algum instrumento, como violão ou flauta e incentive-a a ensinar às crianças.

Dança:

    Como vimos, na dança estamos trabalhando com a energia criadora do Espírito, que se exterioriza através da expressão corporal, educando o sentimento estético da criança. Na medida em que a criança cresce e se aprofunda na dança, estaremos trabalhando cada vez mais com suas energias anímicas, arrebatando-a para esferas superiores de sua vida espiritual, elevando seu padrão vibratório.

Literatura:

    Na literatura, ofereça leituras heróicas e românticas. O exemplo, a coragem, os valores morais dos personagens atuarão no desenvolvimento da criança. A compreensão de um conto virá dos sentimentos, das emoções provocadas. O conhecimento deve estar permeado com um enredo, dentro de um conto. As leituras exclusivamente voltadas para o intelecto devem ser deixadas para mais tarde, quando o jovem atingir a capacidade do pensamento formal e abstrato.

A imagem:

    Entendemos aqui por imagem, a representação de uma idéia de forma assimilável em seu todo, através de uma analogia. Analogia não é simplesmente comparação, mas estamos levando a criança a "ver" e a "sentir" um fenômeno natural de maneira a que ela possa sentir a realidade. A imagem permitirá a compreensão de elementos que apenas o intelecto, a razão ainda não está madura para compreender. As parábolas de Jesus continham ensinamentos profundos, mas colocados de forma tão simples que todos entendiam. A imagem também atuará no sentimento, auxiliando a elevação do padrão vibratório.

O teatro:

    O teatro oferecerá enormes oportunidades de vivência, trabalhando o aspecto emocional da criança. O teatro leva a criança a vivenciar situações, sentir emoções que poderão ser por ela assimiladas e que depois quererá vivenciar na prática.

Autoridade e amor:

    Da mesma forma, a atuação do evangelizador é primordial. Deve exercer uma autoridade embasada no afeto e no amor. O respeito mútuo deve ser uma constante.

13 ANOS EM DIANTE

O pensamento abstrato:

    Teoricamente, a turma de 13 anos em diante está adquirindo a capacidade de trabalhar o pensamento formal, abstrato. Enquanto o pensamento de uma criança na fase anterior envolve objetos concretos, o adolescente já pode imaginar possibilidades. Mas lembre-se que a idade não é um parâmetro fixo. Vamos encontrar muitos adultos que ainda não trabalham bem o pensamento abstrato. Analise a sua turma e procure conhecer as particularidades de cada um.

    Estimule o raciocínio, trabalhando a razão, aprofundando o aspecto científico e filosófico da Doutrina.

Trabalhos em grupos, pesquisas:

    Trabalhos em grupos, pesquisas e trocas de idéias. O desenvolvimento da razão e da lógica, levando a compreender a necessidade do desenvolvimento moral. Sentimento e razão tendendo a um equilíbrio.

Vivências:

    Embora se trabalhe o pensamento formal, abstrato, não se deve excluir a vivência. O desenvolvimento do pensamento formal leva o Espírito aos elevados pensamentos da ciência e da filosofia. Todavia, para se trabalhar o "todo", o homem que pensa, sente e age no bem, é necessário intensificar a vivência, para trabalhar o sentimento, buscando o equilíbrio entre razão e coração.

    Trabalhar o sentimento através de vivências mais amplas. Participar das atividades assistenciais, campanhas, promoções, etc... Visitar outras instituições, asilos, hospitais, lares coletivos, favelas, etc...

    A caridade é o amor em ação e precisa de exercício. A assistência a pessoas necessitadas auxilia o desenvolvimento do sentimento fraternal, da solidariedade, do amor ao próximo. O processo de descentração se completa quando o jovem se volta para as necessidades do próximo, conduzindo ao amor doação, ao amor universal.

As artes:

    Da mesma forma, as artes servirão de canal para a energia criativa do jovem, especialmente da energia sexual que desabrocha nesta idade. Propicie oportunidade de participação nas atividades artísticas como teatro, grupos musicais, coral e dança, conforme as aptidões naturais de cada um.

    Na literatura, a formação de uma biblioteca oferecerá o manancial riquíssimo da literatura espírita, em seus aspectos científico, filosófico e moral ou religioso.

    Procure incentivar a pesquisa diretamente nas obras básicas. O jovem deve conhecer Kardec diretamente de suas obras. Realize algumas pesquisas na Revista Espírita, levando os jovens a conhecer todo o maravilhoso trabalho de Kardec.

    Mas explore também os romances Espíritas. Existe uma manancial fabuloso de conhecimento e cultura nos romances de Emmanuel, psicografados por F.C.Xavier e em outros romances como os de Yvone A.Pereira e Zilda Gama.

    O livro "Paulo e Estevão" nos dá uma visão fabulosa do cristianismo dos primeiros tempos, o romance de Paulo, as lutas dos apóstolos, a coragem, a determinação, a fé, a renúncia por amor ao Cristo, nos oferecem forças imensas nas tarefas que nos cabem hoje.

    Explore as obras de André Luiz com o pessoal da Juventude (2o. ciclo). Promova estudos em grupos, debates, troca de idéias. Convite pessoas mais abalizadas para falar sobre as obras de André Luiz.

Jornais:

    Participar de jornais ou boletins internos, escrevendo crônicas, artigos extraídos dos estudos em grupos, entrevistas, reportagens, etc..., abre um campo de trabalho propício ao desenvolvimento de muitas qualidades interiores.

    O jovem precisa participar, atuar de maneira intensa para trabalhar sua energia criativa.

Participação nas demais atividades da casa:

    A casa espírita deve abrir suas portas à participação do jovem em todas as suas atividades: doutrinárias, assistência espiritual, serviço assistencial, preleções, estudos, etc...

    O Espírito que retorna, traz um programa de vida que inclui o seu trabalho na casa.     Ao adulto cabe abrir caminho e oferecer oportunidades de trabalho a esse jovem. Será ele o futuro dirigente, o futuro diretor de departamento, o futuro trabalhador das diversas atividades da casa.

    Nesse sentido, o jovem já deve vivenciar uma liderança democrática e cristã, sem personalismos e autoritarismos desnecessários. O clima de trabalho deve ser sempre de fraternidade, amizade e cooperação.

    "Os meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem" nos disse Jesus.

**

    Em qualquer fase ou idade, não podemos perder de vista que o Espírito renasce com um programa de vida baseado em suas necessidades evolutivas, possuindo tendências próprias, áreas de comprometimento moral ou intelectual em que deverá se desenvolver com maior empenho, podendo apresentar bloqueios em outras áreas.

    O respeito à individualidade é fundamental.

(Fonte: Walter Oliveira Alves. In: Prática Pedagógica na Evangelização)