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sábado, 4 de abril de 2015

19 =- AS REGRAS NA ESCOLA INICIÁTICA I
GEESE
O Espírito puro conquista esta condição por sua evolução, não estando mais debaixo das leis porque não precisa delas, lavradas que estão no seu íntimo e fazendo parte de si. Iniciação Espírita, cap.24.
Prosseguindo com os artigos sobre Escolas de Iniciação trataremos sobre as Regras e a Disciplina.
Como já vimos, o adepto deve trabalhar na terceira linha (pela Escola).
Existe uma organização para ajudar nesta tarefa, porém, esta organização por si só não basta, é necessária uma atitude do próprio adepto. Uma organização não substitui uma atitude, mas ela é necessária para compreender certas coisas. Por exemplo, na Escola é importantíssima a compreensão da ideia de disciplina, caso contrário pensamos que estamos vivenciando uma escola iniciática, mas na realidade não, porque a pessoa acha que é disciplinada, mas, na verdade, é obstinada.
O estudo da disciplina relaciona-se com a segunda linha da Escola (trabalho com e para pessoas). Sem compreender a disciplina da Escola, não a teremos interiormente. Há os que podem realizar uma boa Iniciação e fracassam por falta de disciplina. A mudança de ser só é possível com a Escola e sua disciplina, a qual se relaciona com regras.
Estas são as condições em que as pessoas são aceitas na Escola e dela recebem conhecimentos. Observar as regras ou condições é o primeiro pagamento e a primeira prova.
Algo importante em todas as Escolas é a ideia de regras. Se elas não existirem, não haverá Escola. Uma definição de Escola é que há um grupo de pessoas que aceitam e seguem certas regras.
Elas não são para facilitar nem para satisfazer, mas para incomodar, contrariar e ajudar a lembrança de si, embora tenham finalidade própria. Se não houver regras e a sua importância não for compreendida, não haverá Escola.
A regra ou o princípio fundamental é: não se deve fazer nada desnecessário.
Fazemos muitas coisas desnecessárias, assim, devemos primeiro aprender a não fazê-las desnecessariamente; inicialmente em relação à Escola e, depois, em relação à nossa própria vida.
Isso pode levar tempo, mas é o modo de aprender. Devemos fazer isso, não devemos fazer aquilo; tudo isso são condições, mas há somente uma regra fundamental. Enquanto não a compreendermos, teremos que obedecer a outras que nos são colocadas.
Não se pode descrever as regras ou catalogá-las, mas elas podem ser compreendidas.
Além disso, o desenvolvimento emocional precisa de disciplina.
Nada desenvolve tanto o nosso corpo emocional como abrir mão da obstinação.
As regras relacionam-se com a ideia de conduta. Quando nos tornarmos homens conscientes de si a nossa conduta se aperfeiçoará; mas não o somos, assim, necessitamos ter regras.
Se nos lembrarmos, compreendermos e seguirmos as regras, a nossa conduta será firme e nos levará numa direção definida; não será mais a conduta caprichosa dos homens cujo nível de consciência é de sono.
Todos os caminhos iniciáticos exigem disciplina. Isso explica porque não podemos trabalhar sozinhos. Sozinhos não podemos criar disciplina. Se compreendermos a Escola, então a disciplina assume a forma que não escolhemos por nós mesmos, mas trabalhamos de acordo com instruções. Leva muito tempo para adquirir vontade, pois antes temos de conquistar a determinação.
Não podem existir regras na primeira e terceira linhas; nelas devemos fazer o que podemos, deve haver iniciativa, o trabalho deve ser livre. Na segunda linha, deve haver disciplina e regras.
A maneira de adquirir vontade é submeter-se a certa disciplina e não tentar fugir. As pessoas usam, na Escola, os mesmos métodos que utilizam na vida: adaptam-se. Tentam fazer a Escola tão cômoda ou o menos incômoda possível, e, desta forma, perdem o que a Escola pode dar, criando uma imitação de escola.
Não podemos fazer adaptações à Escola; temos que trabalhar com fatos concretos. A adaptação pode ser correta em certas situações da vida, mas, na Escola, ela é sempre errada, não é um método seguro. Adaptamo-nos a um modo de ser ou conjunto de circunstâncias e, em seguida, a Escola muda e a nossa adaptação deixa de funcionar.
Precisamos descobrir um método melhor, porque nunca sabemos o que acontecerá no momento seguinte. Por exemplo, num momento decidimos não nos irritar; em seguida, algo inesperado ocorre e ficamos irritados antes que possamos nos dar conta disso.

No próximo artigo, trataremos das Regras do Silêncio e do Trabalho.

 O TREVO DEZEMBRO 2010
ESCOLA DE APRENDIZES