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segunda-feira, 6 de abril de 2015

03-3 == - COMO FOI A DOUTRINA DIFUNDIDA PELO MUNDO?
CONTINUADORES DE KARDEC NA FRANÇA E EM OUTROS PAISES
PARTE II
INDICE
Gabriel Delane
Gabriel Delane
O gigante do Espiritismo científico  nasceu exatamente no ano em que Allan Kardec publicava a primeira edição de O Livro dos Espíritos. Seu pai, Alexandre Delane, era espírita e amicíssimo de Kardec, motivo por que foi ele grandemente influenciado pela idéia nascente. Sua mãe trabalhou como médium, cooperando, assim, com o mestre de Lyon na codificação do Espiritismo.
Delane foi um dos maiores propagadores da sobrevivência e comunicabilidade dos Espíritos, tendo escrito várias obras de cunho científico, tais como O Espiritismo Perante a Ciência, O fenômeno Espírita, A Evolução Anímica, Pesquisas sobre a mediunidade, As Aparições Materializadas de Vivos e Mortos, além de outros trabalhos esparsos.
Um dos temas que mais preocuparam o engenheiro Delane, foi o perispírito, por ser a base de todos os fenômenos mediúnicos e anímicos. Procurou, ele, fazer a diferença entre o animismo e o mediunismo, através de acurados estudos e pesquisas sobre tão importante assunto, sempre com muita prudência, qualidade que lhe era peculiar, merecendo, por isso, a alcunha de gigante do Espiritismo científico.
Comentar, neste Capítulo, cada um de seus livros, não é nosso objetivo, mesmo porque, se quiséssemos abordar, embora em síntese, tudo quanto Delane enfeixou na sua obra, não seria possível num pequeno trabalho como este, cujo título bem demonstra tratarse de um ABC da Doutrina Espírita.
Portanto, quem quiser se aprofundar mais nos estudos do Espiritismo, sob o aspecto científico, aí estão seus livros, conforme citação já feita, todos traduzidos para a língua portuguesa.
Todavia, não podemos deixar de transcrever, para este Capítulo, a interessante entrevista concedida por ele, nos planos espirituais, ao Espírito André Luiz, inserida na obra Entre Irmãos de Outras Terras psicografada por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira (2.ª Edição da FEB, 1967), em data de 20 de agosto de 1965, através da qual respondeu a várias questões, que bem demonstram ter sido ele, realmente, um dos mais destacados continuadores de Allan Kardec.
Eis as seis perguntas mais expressivas:
1) Admite que os princípios espíritas estão caminhando lentamente no mundo?
R Não penso assim... As atividades espíritas contam pouco mais de um século e um século é período demasiado curto em assuntos do espírito.
2) Muitos amigos na Terra são de parecer que os Mensageiros da Espiritualidade Superior deveriam patrocinar mais amplas manifestações de mediunidade de efeitos físicos para benefício dos homens, como sejam materializações e vozes diretas. Que pensa a respeito?

R Creio que a mediunidade de efeitos físicos serve à convicção, mas não adianta ao serviço indispensável na renovação espiritual. Os Espíritos Superiores agem acertadamente em lhe podando os surtos e as motivações, para que os homens, nossos irmãos, despertem à luz da Doutrina Espírita, entregando a consciência ao esforço de aprimoramento moral.
3) Conquanto tenha essa opinião, julga que o Espiritismo precisa atender ao incremento e melhoria da mediunidade?
R Não teríamos o Evangelho sem Jesus Cristo e não teríamos Jesus Cristo sem o socorro aos sofredores pelos processos mediúnicos que lhe caracterizaram a presença na Terra.
4) Para que região devemos nós, a seu ver, conduzir a pesquisa científica na Terra, de vez que a conquista da paisagem material de outros planetas não adiantará muito ao progresso moral das criaturas?
R Devemos estimular os estudos em torno da matéria e da reencarnação, analisar o reino maravilhoso da mente e situar no exercício da mediunidade as obras da fraternidade, da orientação, do consolo e do alívio às múltiplas enfermidades das criaturas terrestres...
5) Onde os percalços maiores para a expansão da Doutrina Espírita?
R Em nossa opinião, os maiores embaraços para o Espiritismo procedem da atuação daqueles que reencarnam, prometendo servi-lo seja através da mediunidade direta ou da mediunidade indireta, no campo da inspiração e da inteligência, e se transviam nas seduções da esfera física, convertendo-se em médiuns autênticos das regiões inferiores, de vez que não negam as verdades do Espiritismo, mas estão prontos a ridicularizá-las, através de escritos sarcásticos ou da arte histriônica, junto dos quais encontramos as demonstrações fenomênicas improdutivas, as histórias fantásticas, o anedotário deprimente e os filmes de terror.
6) Como vê semelhantes deformações?
R Os milhões de Espíritos inferiores que cercam a Humanidade possuem seus médiuns. Impossível negar isso.
Em síntese, aí está, caro leitor, o que foi o eminente cientista francês, nascido aos 23 de março de 1857 e desencarnado a 15 de fevereiro de 1926, com a idade de 69 anos, após haver cumprido sua missão na Terra.
Também como integrante da equipe de colaboradores do mestre Kardec, que veio para ampliar os conhecimentos humanos concernentes ao aspecto científico do Espiritismo e, agora, continuando seu trabalho nos planos mais altos, em prol desta humanidade sofredora.
Ao finalizar, pois, este Capítulo, afirmamos, mais uma vez, que estes três missionários, que mais se dedicaram na produção de obras consideradas subsidiárias às de Allan Kardec, ocupam, certamente, lugar relevante no mais alto conceito dos valores culturais da nossa amada Doutrina Espírita